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27 outubro 2009
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OAB-RJ quer fim da revista de advogados no TRF-2
A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro quer o fim da revista aos advogados no Tribunal Regional Federal da 2ª Região. O presidente da seccional Wadih Damous encaminhou ofício à presidência do TRF-2 com o pedido.
De acordo com o documento, somente os advogados são submetidos a aparelhos de raio-x e à revista corporal, enquanto os demais operadores do Direito, como magistrados, promotores e procuradores, ficam isentos da prática. Entre os argumentos, a OAB-RJ citou o caso do Tribunal de Justiça do Rio, que há dois meses extinguiu a revista em suas dependências. A decisão foi anuncianda pelo presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Zveiter, em 18 de agosto. Na cerimônio que marcou o fim da revista aos advogados no Fórum Central, Zveiter afirmou que o advogado é essencial à administração da Justiça e, dessa forma, tem que ser tratado como todos os outros que compõem o Poder Judiciário”, afirmou o presidente.
Na época, o presidente da OAB, Wadih Damous disse que a Ordem não se opõe aos cuidados com a segurança, mas à discriminação da classe. Segundo Damous, a advocacia tem a mesma importância para a administração da Justiça que a magistratura e o Ministério Público. "Os advogados não podem ser tratados como suspeitos. O advogado trabalha no Fórum como qualquer juiz, como qualquer servidor", explicou. "A revista, da forma discriminatória como vinha sendo feita, colocava uma suspeição do advogado perante a opinião pública".
Revista Consultor Jurídico, 27 de outubro de 2009
Comentários
Comentários de leitores: 2 comentários
Advogados, juizes, promotores, delegados...anjos?
A alegação de que "o advogado é essencial à administração da Justiça" nada tem a ver com o fato de ser revistado ou não (incluindo, repita-se, juizes, promotores, delegados, policiais...). Enfim, todos.
Nada mais sábio que aquele dito popular que diz que "o exemplo vem de cima".
Se "os de cima", como nós advogados (me incluo aqui), juízes, promotores, delegados, oficiais militares, policiais, etc, se recusam a ser revistados, em nome da segurança de todos, que é o bem maior, que "moral" temos para exigir o mesmo, dos mais humildes?
PS: mudarei de idéia se nos últimos cinco anos não houve qualquer crime - homicídio - cometido por advogado, juiz, promotor, oficial militar e delegado.
E em SP no TRF?
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