Divergência sobre recesso emperra discussão sobre férias coletivas de juiz

18/10/2009 01:15Renato Cunha (Estudante de Direito)CONJUR - instrumento de vingança
Qual a razão de escreverem uma matéria tão falaciosa??? Isso é falta de respeito com aqueles que possuem um mínimo de inteligência... ou então é simplesmente uma forma de agradar a maioria dos leitores, o público alvo, os advogados (não os bons, os medíocres para baixo).
Excluíram feriados, finais de semana, como se os trabalhadores também não tivessem esses dias de folga... e além disso contaram com feriados e recesso REFERENTES À JUSTIÇA FEDERAL, estendendo o "vexame" para todos os demais juízes.
Porque a matéria não questiona os advogados autônomos pedindo férias??? Vai ser a única classe de liberais do mundo que vai ter a tal férias formais... só falta cobrar o terço das férias...
Lastimável...
15/10/2009 16:53rodem (Juiz Estadual de 1ª. Instância)Esclarecimento
A liberdade de expressão às vezes traz sérios problemas para os que são o foco dos comentários. Talvez por isso alguns defendam a censura. A reportagem em comento, como muitas outras, é capciosa, pois visa dar uma falsa percepção da realidade,em prejuízo ao Poder Judiciário. De início, não é esclarecido que o término das férias coletivas foi decorrente de reivindicação da OAB. Quanto ao cálculo dos dias que um Juiz trabalha, é no mínimo uma afronta à Autoridade do Juiz e ao Poder que ele representa. Ora, o Juiz, além do trabalhador em geral, tem mais trinta dias de férias e quinze de recesso, em regra. Então, se um Juiz trabalha só seis meses por ano, o que é uma mentira, tem-se que o trabalhador privado trabalha sete e meio, nada mais. Aliás, o recesso surgiu como compensação do término das férias forenses, em benefício aos Advogados. Sem recesso, não vai falta Advogado reclamando de audiências no final do ano. E, por fim, as Comarcas e Varas tem diferentes demandas, sendo certo que algumas pouqíssimas possuem menos de mil e algumas até 20.000 processos ou mais. Nenhum Juiz pode argumentar a desnecessidade de levar trabalho para casa se não conhece a realidade do outro ou seu modo de trabalho. Trabalho em Comarca com 4.000 processos e preciso levar processos para casa para dar conta, e essa é uma realidade da maioria dos Juízes.
15/10/2009 16:39rodem (Juiz Estadual de 1ª. Instância)Esclarecimento
A liberdade de expressão às vezes traz sérios problemas para os que são o foco dos comentários. Talvez por isso alguns defendam a censura. A reportagem em comento, como muitas outras, é capciosa, pois visa dar uma falsa percepção da realidade,em prejuízo ao Poder Judiciário. De início, não foi esclarecido que o término das férias coletivas foi decorrente de reivindicação da OAB. Quanto ao cálculo dos dias que um Juiz trabalha, é no mínimo uma afronta à Autoridade do Juiz e o Poder q
15/10/2009 11:43T.S. (Outros)TJSP
É preciso esclarecer que na Justiça Estadual Paulista não existe recesso de final de ano (benesse atribuída à Justiça Federal e do Trabalho), mas apenas a não publicação de sentença e despachos e interrupção da contagem de prazos processuais. Os servidores (principalmente eles) continuam trabalhando normalmente nesse período (vide Provimento nº 1623/2009, publicado no DJE de 21.01.09).
15/10/2009 11:00Élcio Silva (Juiz Estadual de 1ª. Instância)Detalhee importante
É preciso voltar as férias coletivas. Na primeira instância, em comarcas iniciais (1ª entrância), o juiz tira duas férias individuais, o promotor tira em outros dois meses. A comarca fica 4 meses parada, quanto as audiências criminais e de família. Se o problema são as férias dos advogados, eles não reclamariam se as mesmas fossem em janeiro e julho.
15/10/2009 07:10Wagner (Advogado Autônomo - Previdenciária)CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Os Poderes da União (Legislativo, Executivo e Judiciário) são independentes e harmônicos entre si (art. 2º da CF). Não entendo tanta desarmonia, nem o porquê do Legislativo estar regulamentando as férias do Judiciário. Que tal o Judiciário também regulamentar as férias do Legislativo (isto se há trabalho que justifique a necessidade de férias). Acho que o Legislativo tem coisas bem mais importantes a fazer do que ficar discutindo férias de Juízes.

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