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9 outubro 2009

Critério de avaliação

OAB-SP defende Exame de Ordem para delegados

O presidente da OAB de São Paulo, Luiz Flávio Borges D´Urso, apoia a exigência de atestado de aprovação no Exame de Ordem para a contratação de novos delegados. A proposta integra o anteprojeto de reestruturação da Polícia Civil e está sendo analisada pelo governo José Serra.

Para ele, o critério escolhido pela cúpula da Polícia Civil é uma homenagem à OAB paulista e ao Exame de Ordem, que poderia ser adotado também pela magistratura e pelo Ministério Público, que exigem apenas três anos de prática jurídica. “Temos certeza de que essa proposta, se aplicada, terá efeitos benéficos nos serviços prestados pelos operadores do Direito e pelos delegados”, afirma D'Urso. “Sem dúvida, a adoção do critério de aprovação no Exame de Ordem qualificará melhor esses profissionais e será um viés de estímulo para que eles estudem e se aprimorem ainda mais”, ressalta D'Urso.

Segundo o presidente da OAB-SP, existe o mito de que o Exame é difícil, quando na verdade, é criterioso. “É a má qualidade do ensino jurídico que  se reflete diretamente no índice de reprovação de inscritos nos exames da OAB. Por isso, não recuo um milímetro na formatação atual do exame, que deve ser mantido como está, servindo para avaliar se o bacharel reúne condições mínimas para atuar como advogado. O índice de reprovação apenas reitera a absoluta necessidade de sua manutenção”, avalia. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-SP.

Revista Consultor Jurídico, 9 de outubro de 2009

Comentários

Comentários de leitores: 12 comentários

13/10/2009 17:24 Antonio Cândido Dinamarco (Advogado Autônomo - Criminal)
PROVA DA OAB ????
Se D'Urso fizesse uma prova da OAB e tivesse que responder quais os requisitos exigidos no Provimento 102/2004, do Conselho Federal da OAB, para um Advogado disputar vaga pelo 5o. Constitucional,ele seria aprovado ? DUVIDO !!!!!! E ele quer ser rerreeleito !!!
acdinamarco@aasp.org.br
13/10/2009 06:38 Wagner (Advogado Autônomo - Previdenciária)
REALMENTE É CASO DE POLÍCIA!
O Exame de Ordem é uma indústria milionária. Além das medidas legais na esfera cível, também cabe uma investigação na esfera criminal. Seria o caso de estelionato em nível nacional? Em todos os Exames são elaboradas, de forma proposital, questões passíveis de anulação. Digo de forma proposital porque não é admissível que possa haver erros em apenas 100 questões frente a centenas de advogados que compõem a estrutura administrativa da OAB em conjunto com os elaboradores da prova pela CESPE/UnB. Tais questões poderiam (deveriam) ser revisadas detalhadamente antes de aplicadas. Há pessoal disponível e tempo mais que hábil para tanto. Quem quer cobrar qualidade no ensino jurídico tem por obrigação dar o exemplo da melhor técnica jurídica. A prova é elaborada com vícios, ou seja, uma espécie de "jogo de azar com cartas marcadas", com o objetivo de permitir uma determinada porcentagem de aprovados. Tal controle é feito no momento da anulação das questões (apenas aquelas que possibilitarão o cumprimento da meta preestabelecida). Isto só leva a conclusão de que o alarmado mérito do Exame de Ordem não passa de discurso demagogo. Ao contrário do que a OAB quer que se acredite, o Exame de Ordem não apresenta um resultado de avaliação da qualidade do ensino, mas sim o resultado de uma avaliação direcionada. O simples fato da questão 1 do Exame de Ordem 2009.2 não ter sido anulada demonstra (e prova) de forma incontroversa o objetivo de tal avaliação, pois não é possível acreditar que a OAB e CESPE/UnB acreditem que não há vida inteligente entre os avaliados. São milhares de Bacharéis em Direito sendo lesados, tendo seu futuro profissional cerceado de forma brutal. É caso de Polícia e não para a Polícia. Algum especialista em Direito Penal para dar uma opinião?
12/10/2009 22:26 ANS (Advogado Autônomo - Previdenciária)
Resp.ao Júnior
É impressionante como seus argumentos são feitos?! Nunca houve uma revolução tão grande na educação nesse país.O que verdadeiramente acontece é que alguns hipócritas travestidos de educadores defendendo uma elitização de profissão! Não comenta-se quantos que estavam destituídos ao acesso de ensino superiores?!O que falta é um ensino de qualidade e não uma exclusão social que a elite desse país deseja! Agora, sobre o manto da má formação do bacharel se faz um verdadeiro concurso para um exame, o qual esse vai dizer se você tem ou não qualificação?! Hipocresia!!! Pergunto:porque a OAB junto com o MEC não faz um acompanhamento nessas tais faculdades de baixa qualidade? Resposta: Interesses financeiros,aliado a escravidão intelectual nos ditames de outrora!

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