Notícias
18 novembro 2009
Obras do PAC
TRF-1 anula gravação de conversas feita pela PF
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região anulou todas as interceptações telefônicas utilizadas pela Polícia Federal no inquérito da operação batizada como Pacenas — que investigou irregularidades em licitações de obras do PAC. As escutas eram consideradas pelas autoridades policiais as principais provas contra os acusados de fraudes em Cuiabá e Várzea Grande (MT). As informações são do Diário de Cuiabá.
O pedido de anulação foi feito pela defesa do ex-procurador de Cuiabá, José Antonio Rosa, um dos 11 presos durante a operação, em agosto deste ano, e depois indiciado pela Polícia Federal, junto com outras 21 pessoas.
A defesa de Rosa sustentou que as conversas interceptadas foram utilizadas fora do contexto, de forma tendenciosa pela PF. Também alegou que as escutas se estenderam por um período muito longo, de novembro de 2007 a agosto de 2008.
“Tudo que pedimos ao TRF foi atendido até agora, prova de que o processo da PF está cheio de vícios. As escutas, mesmo eu não entendendo como prova contra meu cliente, agora não existem mais para o Ministério Público”, disse.
O Ministério Público Federal ainda não ofereceu denúncia contra os envolvidos. O prazo para o MPF se posicionar terminou no dia 13 passado.
A operação foi deflagrada pela Polícia Federal neste ano. Segundo a PF, as investigações iniciaram em 2007 depois de denúncias do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público da União e do Estado sobre irregularidades em licitações de obras do PAC. De acordo com a PF, a fraude se dava por meio de indução nos editais de cláusulas restritivas que direcionavam determinadas empresas.
Revista Consultor Jurídico, 18 de novembro de 2009
Arquivo
Leia também: Textos relacionados
- 06/11/2009 Inquérito baseado exclusivamente em interceptação telefônica é nulo
- 02/11/2009 Desembargadores paulistas exigem mais rigor para autorizar interceptações
- 24/10/2009 Denúncia precisa conter íntegra de conversas gravadas, diz Marco Aurélio
- 29/08/2009 Projeto de reforma da lei dos grampos prejudica defesa, diz Ada Pellegrini
- 20/08/2009 Marco Aurélio suspende ação para garantir a réu acesso a grampo
Comentários
Comentários de leitores: 1 comentário
Déjà vu
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 26/11/2009.