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18 novembro 2009
Eleições da OAB
DUrso lidera apuração oficial em São Paulo
Numa disputa voto a voto, Luiz Flávio Borges D’Urso lidera a corrida para exercer um terceiro mandato como presidente da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, agora de acordo com os dados oficiais da apuração. Às 3h, quando foi suspensa a apuração oficial, D'Urso somava 46.033 votos contra 41.066 conferidos ao candidato de oposição Rui Celso Fragoso. Falta ainda totalizar os boletins de 119 urnas de pequenas cidades do interior, mas os votos restantes parecem insuficientes para mudar o resultado. A apuração será retomada na manhã desta quinta-feira (19/11).
Depois de perder a eleição na capital para Fragoso por cerca de 2 mil votos, D’Urso conseguiu reverter a contagem à medida que a apuração avançava no interior. Em terceiro lugar na apuração oficial, aparece o candidato Hermes Barbosa, com 16.911 votos e em quarto Leandro Pinto, com 10.565. Os votos nulos somavam 7.994 e os brancos 6.622. Foram computados já 129.191 votos de 373 urnas eleitorais. Somados os votos da oposição chegam a 68.542. Estavam habilitados para votar 186 mil advogados de todo o estado.
Na noite de terça-feira (17/11), dia de votação em São Paulo, os dois candidatos chegaram a anunciar a própria vitória no pleito com base em apurações paralelas feitas pelas equipes de campanha. Segundo D’Urso, a vitória estava assegurada por uma diferença de 7 mil votos. Nas contas de Fragoso, sua vantagem definitiva ficaria na casa dos 2 mil votos. Apesar da votação usando as urnas eletrônicas da Justiça Eleitoral, a apuração das eleições em São Paulo se desenrola lentamente. Mesmo com o clima tenso da apuração, a votação transcorreu de forma tranquila na terça-feira. Bem mais agitados foram os últimos dias da campanha, com acusações de parte a parte.
Tocantins
Ercílio Bezerra foi reeleito para a presidência da seccional da OAB em Tocantins, colocando uma diferença de 358 votos sobre o conselheiro federal Julio Solimar. Apesar da pequena diferença, Bezerra venceu em 11 das 13 subseções do estado, inclusive a capital O processo eleitoral transcorreu sem incidentes, das 8h às 17h. O resultado final com todos os votos apurados foi divulgado às 19 horas.
Eleições da quinta
Nesta quinta-feira, estão programadas as eleições em Goiás e Mato Grosso. Em Goiás, quatro candidatos disputam a presidência: Henrique Tibúrcio, João Mendes de Rezende, Márcio Messias Cunha e Leon Denis Bueno da Cruz. Em Mato Grosso, a corrida é entre dois concorrentes: Cláduio Stábile e João Vicente Scaravelli.
Os eleitos
AC - Florindo Silvestre Poersh
DF - Francisco Queiroz Caputo Neto
MS - Leonardo Avelino Duarte
PA - Jarbas Vasconcelos
PR - José Lucio Glomb
RJ - Wadih Damous
RS - Cláudio Lamachia
RO - Hélio Vieira
SC - Paulo Roberto de Borba
TO – Ercílio Bezerra
Maurício Cardoso é diretor de redação da revista Consultor Jurídico
Revista Consultor Jurídico, 18 de novembro de 2009
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Comentários
Comentários de leitores: 3 comentários
Brasil tem brasileiro até o osso!!
Não tiveram coragem. E pobre de mim, que não tenho nada a ver com isso. Não tenho? Tenho, e tudo a ver. Lei é o que limita e delinea o caráter de nós. Meu dia-a-dia depende de vocês, cada § de um documento qualquer passa pelo aval de um de vocês.
Não sou esquerda nem direita, sou a favor da democrácia. Sei, em minha ignorância, que aquele que senta ao trono deve ser trocado quanto vezes for preciso pela saúde da democracia.
"quem senta no mais alto trono, sempre sentará em cima do próprio rabo"
Oposição
Três candidatos da oposição?Qualquer cientista político amador saberia com antecedência que a situação venceria.
Aliás,agradeço a campanha do Durso por ter me dado uma garrafa de água:um calor desértico,e a mocinha foi super simpática dando a água que pedi...não foi compra de voto,pq já havia votado...contra o Durso.
Olhando friamente...
Acho que não estou sozinho quando digo ser um absurdo pagar uma anuidade de mais de R$ 700,00. Sempre tem aqueles que justificam tal exagero com 2 argumentos: CAASP e manutenção das subseções.
Com relação à primeira, preferiria guardar boa parte deste dinheiro na poupança e usar para comprar livros e remédios quando necessário do que ser compelido a pagar em troca de um dsconto pífio.
Já a segunda demonstra um paralelo assistencialista usado e abusado pelo governo federal. Lula galgou seu governo em algumas bolsas e, em troca, teve a eterna gratdão de uma massa que pode reelege-lo.
Talvez a atual gestão da OAB paulista tenha descoberto esse filão: dando vez às subseções do interior do Estado que, embora inexpressivas isoladamente, podem virar o jogo de uma eleição quando seus votos unidos sobrepujam o desejo dos advogados da Grande São Paulo, que manifestaram preferência pela oposição. Nessa queda de braços, teremos que aguentar mais 3 anos de anuidades exorbitantes destinadas a patrocinar uma maior atenção às subsistentes subseções interioranas.
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