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17 novembro 2009
Imprensa calada
Estadão recorre ao Supremo contra censura
O jornal O Estado de S. Paulo recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra a censura imposta e mantida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Liminar do TJ-DF proíbe o jornal de publicar informações sobre as investigações da Polícia Federal contra Fernando José Macieira Sarney, filho do presidente do Senado Federal, José Sarney. Para o jornal, a decisão do tribunal de Brasília é um “flagrante caso de censura judicial”.
O desembargador Dácio Vieira do TJ-DF determinou à empresa jornalística que “se abstenha quanto à utilização ou publicação dos dados relativos ao agravante, eis que obtidos em sede de investigação criminal sob sigilo judicial”. Foi imposta multa de R$ 150 mil para cada caso de desrespeito à decisão. Após a decisão liminar, a 5ª Turma do mesmo tribunal julgou ser incompetente para analisar o mérito do caso e encaminhou o processo à Justiça Federal do Maranhão.
Em sua defesa, o jornal alega que o TJ desacatou o “histórico julgamento” da suprema corte, relatado pelo ministro Carlos Britto, que resultou na revogação da Lei de Imprensa. Para a defesa do jornal, trata-se de um flagrante caso de “censura judicial”, comparável àquela perpetrada durante os tempos de autoritarismo castrense e do Ato Institucional 5, quando os jornais publicavam receitas culinárias ou versos de Camões, “medida que se pensava definitivamente proscrita pelo Estado Democrático de Direito acolhido e ordenado pela ‘Constituição Cidadã’”. O relator do caso será o ministro Cezar Peluso, vice-presidente do STF. Com informações da Assessoria de Imprensa do Supremo Tribunal Federal.
Revista Consultor Jurídico, 17 de novembro de 2009
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Comentários
Comentários de leitores: 2 comentários
chiqueiro putrido do Maranhão
A CENSURA do ESTADÃO, SARNEY e o TRIBUNAL do DF
Não acredito que o tal "cala a boca, porque nos incomoda", emitido pelo Inclito. Tribunal de Justiça de Brasília seja mantido.
Ficará a VERGONHA para o referido TRIBUNAL e, em especial, para os Desembargadores que não aplicaram o DIREITO, preferindo, contra todas as evidências publicadas pelos jornais, se postar ao lado da Família Sarney.
Nesse meio tempo, o ESTADÃO pode arrolar o depoimento de Juristas de renome e líderes nacionais que buscaram transmitir aos CIDADÃOS a informação de que a CENSURA já foi ultrapassada, sendo demonstração ESCLEROSADA de PODER aquela de CALAR os MEIOS de COMUNICAÇÃO para evitar a propagação das evidências catastróficas cometidas pelos HOMENS PÚBLICOS no EXERCÍCIO direto ou indireto de FUNÇÕES PÚBLICAS.
Valeu o ESTÁGIO em PROCESSO DEMOCRÁTICO por que passamos todos.
Pelo menos, os que s interessam puderam melhor se aprimorar com as lições propagadas.
O Inclito. Tribunal de Brasília perdeu muito do respeito que os Cidadãos eventualmente lhe tinham.
Mas mereceu.
Certamente a história colocará no seu devido lugar o Tribunal e aqueles que TENTARAM CALAR os JORNAIS.
Como estou convencido de que o EG. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL não acolherá, NÃO ABRIGARÁ a CENSURA, especialmente quando ela é IMPOSTA para ACOBERTAR as mazelas praticadas pelos HOMENS PÚBLICOS ou por suas SUAS RESPECTIVAS FAMÍLIAS, em breve TODOS SABEREMOS um pouco - nada mais que um pouco, porque tudo nunca saberemos! - de TUDO que TENTARAM subtrair dos CIDADÃOS BRASILEIROS.
E que DEUS possa AJUDAR o MARANHÃO a se livrar de seus políticos.
Finalmente agiu bem, embora tenham sido preciosas as aulas sobre DEMOCRACIA e CENSURA que foram publicadas na forma de depoimentos. PARABÉNS!
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