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10 novembro 2009
Crianças em casa
Toque de recolher será decidido por cada comarca
O Conselho Nacional de Justiça decidiu nesta terça-feira (10/11), em sessão plenária, que o limite de horário para adolescentes e crianças permancerem na rua ficará a critério das comarcas. A informação é da Agência Brasil.
O pedido para a suspensão da medida foi feito pelo empresário paulista Luis Eduardo Auricchio Bottura. Ele solicitou a anulação da iniciativa nos municípios de Santo Estevão (BA), Itajá e Patos de Minas (MG), Nova Andradina e Anaurilândia (MS) e Fernandópolis e Ilha Solteira (SP).
A recomendação dos conselheiros é submeter o assunto à análise da Comissão de Acesso à Justiça e Cidadania do CNJ, presidida pela conselheira Morgana Richa, com o intuito de estabelecer regras para que as Corregedorias dos Tribunais de Justiça acompanhem a adoção do toque de recolher.
"Não cabe ao CNJ atuar diretamente nessa matéria, mas estabelecer parâmetros gerais que sirvam para que cada Tribunal de Justiça verifique se o juiz está estabelecendo regras gerais ou resolvendo um problema específico", disse o ministro Ives Gandra Martins Filho, conselheiro relator da matéria.
Revista Consultor Jurídico, 10 de novembro de 2009
Comentários
Comentários de leitores: 4 comentários
aprovação popular e resultados
O dado objetivo que observo aqui em Ilha Solteira (SP) é que a medida teve e continua a ter imensa aprovação popular, sobretudo das famílias. Isso pode ser explicado, ao menos por aqui, pelos ótimos resultados práticos que a medida tem trazido, a saber: a) redução significativa nas ocorrências de atos infracionais registradas pelas polícias; b) redução nas ocorrências relativas a entorpecentes tendo menores como vítimas; c) diminuição das ocorrências de prostituição infantil.
A título de contribuição ao debate, informo que a medida do juiz local, admirado pela população, está longe de ser despótica ou tomada de surpresa na solidão do gabinete. A edição da medida, repito, ao menos em Ilha Solteira, foi acompanhada de amplo debate local, do qual participaram Ministério Público, Conselho Tutelar, polícias civil e militar, diretores de escola e pais. Enfim, houve toda uma "consertação" de variados atores interessados em de algum modo atacar sobretudo a prostituição infantil e o consumo de drogas nessa faixa etária, e ao que nos parece, a medida tem sido exitosa.
Sem querer opinar pela inconsitucionalidade ou não, o que não caberia a este humilde advogado nas barrancas do Rio Paraná, nos confins de nosso Estado de São Paulo, observo que em nenhum país sério ou "de primeiro" mundo, criança ou adolescente passa a madrugada na ruas, qualquer que seja a justificativa.
na minha cabeça está a liberdade
Na minha cabeça está que com base nesse autoritarismo judicial foi a base para abusos com Hitler e vários outros sempre com o intuito de "proteger".
proteger
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