NotÃcias
9 novembro 2009
Miss Uniban
Diante de inquéritos, Uniban readmite aluna expulsa
A aluna Geisy Arruda, expulsa da Universidade Bandeirante de São Paulo depois de ser hostilizada e xingada por centenas de alunos por assistir aulas com um vestido curto, poderá voltar à faculdade. A reitoria da Uniban decidiu rever a expulsão depois que o Ministério Público Federal em São Paulo instaurou Inquérito Civil Público para apurar os detalhes da demissão. O intuito do MP era saber se a estudante teve o devido direito de defesa garantido. Outro inquérito será aberto pela Polícia Civil de São Bernardo do Campo para apurar crime de injúria contra a estudante, de acordo com a Delegacia de Defesa da Mulher no ABC paulista.
O Ministério da Educação também deu prazo de dez dias para que a Uniban explique o caso, já que a expulsão da aluna foi divulgada por meio de um anúncio da universidade em jornais de São Paulo, no último domingo (8/11). Segundo a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Educação Superior do MEC, a notificação será entregue esta semana à universidade. Se as explicações não forem satisfatórias, deve ser aberto um processo de supervisão especial para avaliar se a aluna teve direito a defesa.
Geisy estava matriculada no curso de Turismo do campus São Bernardo do Campo da universidade. No dia 22 de outubro, ela teve de deixar a faculdade escoltada pela Polícia, com medo de ser agredida pelos alunos. Eles gritavam palavrões e a ofendiam por ela estar com um vestido um pouco acima do joelho. Segundo testemunhas, Geisy se insinuou aos rapazes, que começaram a humilhá-la.
Na nota da universidade publicada nos jornais, a instituição responsabilizava exclusivamente a aluna pelo episódio. "Foi constatada atitude provocativa da aluna, que buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar", diz a nota da Uniban, que considerou ''flagrante desrespeito aos princípios éticos, a dignidade acadêmica e a moralidade''. A instituição considerou ainda que a atitude dos outros alunos foi uma "reação coletiva de defesa do ambiente escolar".
De acordo com o procurador-regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, Jefferson Aparecido Dias, que conduz a investigação, o objetivo do inquérito do MP é investigar se foi adotado o devido processo legal e respeitados os princípios do contraditório e da ampla defesa e se a Uniban agiu de forma discriminatória.
“O que se espera de uma universidade é que ela tenha condições de formar cidadãos. No presente caso, é bastante preocupante a postura da Uniban, que pode indicar que ela não está preocupada com essa formação integral. Além disso, aparentemente, a vítima foi transformada em culpada sem que tivesse a condição de expor a sua versão dos fatos”, disse.
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, também comentou a expulsão. Segundo ele, o gesto consagra "uma mentalidade obscurantista e nefasta, que há muito se supunha extinta deste país". Para a OAB, segundo Britto, houve no episódio intolerância, discriminação e violência contra a mulher, por parte também do Ministério da Educação da União Nacional dos Estudantes.
Em discurso no Plenário do Senado, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) chamou de "ato de vandalismo e histeria coletiva" a agressão dos estudantes da Uniban contra Geisy, segundo o Estadao. "Aqui, a questão central, a ferida aberta é o preconceito, a intolerância, o desrespeito, a injustiça que ainda se esconde na cabeça e no coração de alguns poucos. A jovem Geisy deve ser protegida e seus direitos garantidos contra essas ofensas e arbitrariedades", discursou Serys. Com informações das assessorias de imprensa do MPF-SP, OAB e MEC.
Revista Consultor JurÃdico, 9 de novembro de 2009
Comentários
Comentários de leitores: 11 comentários
Na UniBan inexiste Educadores?
Senhor Diretor:
É a UniBan empresa no sentido literal da palavra. Por isso, não causa espécie a ausência de Educadores. Portou-se não como Instituição de Ensino Superior mas tão-somente como empresa privada voltada única e exclusivamente para o lucro. Aà ela é vitoriosa. Despreocupada com a formação profissional e humanÃstica dos jovens alunos universitários, voltou-se especificamente para o crescimento empresarial. Por isso, tomou medidas absurdas e nitidamente covardes ao punir a aluna Geyse Arruda.
Todo empresário sério e Ãntegro deve evitar a contratação de alunos formados por esta empresa cognominada UniBan (Ela se diz Universidade mas não é não!). Além disso, ausência de bom senso do profissional da Advocacia é um espanto!
A única solução para a jovem Geysa Arruda,que foi humilhada tanto por colegas como pela empresa UniBan, é o acolhimento fraterno e humano por Instituição de Ensino Superior de 1a. Grandeza. Há duas na cidade de São Paulo, com décadas de experiência na formação profissional com ética e com humanismo. A UniFMU/SP e a UNIP/SP. Logo, qualquer uma delas, ou ambas, poderiam oferecer BOLSA INTEGRAL DE ESTUDO para que a aluna possa prosseguir regularmente os estudos, com paz de espÃrito. Afinal, a humilhação de que foi vÃtima, COVARDEMENTE agredida, injuriada e desrespeitada, principalmente pela empresa educacional denominada UniBan, é motivo muito justo e humano para que seja acolhida por Instituição de Ensino Superior digna e séria. Na UniBan o ambiente nada sério é também perigosÃssimo!
Respeitosamente,
Antonio de Assis Nogueira Júnior
Analista Judiciário do Egrégio TRT/SP - 2a. Região
INVERSÃO DE VALORES
unibandidos
na minha empresa nao entra alunos e nem ex desta universidade
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