Impedir a exposição de crucifixos em escolas italianas não é hostil à religião

11/11/2009 14:10Nado (Advogado Autônomo)Europa usa Cristo para fazer sua propaganda
A verdadeira liberdade religiosa não é a liberdade da religião, afirma o historiador Martin Kugler. “O direito à liberdade religiosa pode significar somente seu exercício, não a liberdade de confrontar; o significado de ‘liberdade de religião’ não tem nada a ver com a criação de uma sociedade ‘livre da religião’. Eliminar à força o símbolo da cruz é uma violação, como seria obrigar os ateus a pendurarem este símbolo. A parede branca também é uma declaração ideológica, especialmente se nos primeiros séculos não podia estar vazia. Um Estado neutro com relação aos valores é uma ficção frequentemente utilizada com um objetivo de propaganda. Não se pode combater os problemas políticos lutando contra a religião. O fundamentalismo antirreligioso se torna cúmplice do fundamentalismo religioso quando provoca com a intolerância. A maior parte das pessoas afetadas gostaria de manter a cruz. É também um problema de política democrática, dando descaradamente prioridade aos interesses individuais. Kugler indica que a cruz é o Logos da Europa, um símbolo religioso, mas também muito mais que isso. Um Estado neutro na confrontação dos valores é simplesmente ingênuo, e o resultado é uma miragem. É como uma brincadeira. Um Estado neutro quanto aos valores? Contra a fraude e a corrupção? Contra a xenofobia e a discriminação? Diante dos pecados contra o meio ambiente e as conquistas sexuais no trabalho? Um Estado que abençoa os neonazistas, permite a pornografia, favorece certas formas de ajuda ao desenvolvimento e outras não, tudo por valores neutros? Alguém está tentando nos enganar. Obviamente, os pais ateus podem sentir que seu filho é molestado pela cruz na sala de aula, mas é inevitável. Pode me incomodar uma fotografia do presidente federal no qual não votei."
10/11/2009 18:35ajfn.advogado hotmail.com (Advogado Autônomo - Administrativa)IMBECILIDADE
SOB O PRETEXTO DE SE VIOLAR A LIBERDADE DE UMA MINORIA SE RESTRINGI A LIBERDADE DE AMBOS. PROIBI-SE. VEDA-SE. CENSURA-SE. ESSAS DEFESAS NÍTIDAMENTE SEDENTAS POR UMA ESPECIE DE DESEJO DE SEREM RECONHECIDAS COMO DE TEOR ERUDITO, NÃO PASSAM, NA VERDADE, DE TEXTOS OPORTUNISTAS. NAO PRIMAM PELA ANALISE APROFUNDADA DA QUESTAO, MAS, SIMPLESMENTE, REPRESENTAM UM DISCURSO MACAQUIADO, TRAVESTIDO DE UMA INTENÇAO DEMOCRÁTICA, QUANDO, NA VERDADE, SUSTENTAM (AINDA QUE INCONSCIENTEMENTE) UM DISCUSSO INTOLERANTE E TOTALITÁRIO.
ORA, SE A RETIRADA DOS CRUCIFIXOS NAO OFENDEM AS RELIGIOES CRISTAS, DA MESMA FORMA, A SUA MANTENÇA NAO PODERA OFENDER AS DEMAIS RELIGIOES. SE A RETIRADA SIGNIFICA TOLERAR E RESPEITAR AS DEMAIS EXPRESSOES RELIGIOSAS, A SUA MANTENÇA É PROVA AINDA MAIOR DESSA LIBERDADE, MESMO PORQUE NAO ESTAO OS DEMAIS PROIBIDOS DE MANIFESTAREM SUAS CRENÇAS.
AS RAZOES EXPENDIDAS PARA QUE O ESTADO VEDE A EXIBIÇAO DE TAIS SÍMBOLOS EM SUAS REPARTIÇOES, NA VERDADE, CONTRIBUI PARA ESTABELECER UMA POSTURA ODIOSA DE INTOLERANCIA E REPRESSAO DAS MANIFESTAÇOES RELIGIOSAS.
9/11/2009 16:52Ismercio (Outros)Garantir o direito da minoria ferindo o direito da maioria?
Não sou advogado, apesar de admirar os profissionais desta área e gostar de ler sobre o assunto, mas me parece que esta decisão vai de encontro ao direito de uma grande maioria para satisfazer o desejo da minoria. Se os pais têm o direto assegurado por lei de educar seus filhos de acordo com seus conceitos religiosos, como estão se sentindo sendo obrigados a retirar o símbolo maior da doação de Deus pela humanidade que é dar seu filho para salva-la, creio que é este o significado do crucifixo (fixo na cruz) para eles.
Como se explicar a uma criança ou um jovem que ele tem que abrir não do que lhe é sagrado e de direito, para satisfazer o outro?
Porque o outro não pode aceitar e eu tenho que aceitar?
Parece-me que estão dizendo para eles, os que abriram mão do símbolo: -- Você é o errado.
Dai como os pais destes poderão ensinar-lhes seus conceitos religiosos se estão castrados de seu maior símbolo.
Se o crucifixo não estivesse lá há anos e fossem decidir entre colocá-lo ou não dai seria viável, mas mandar retirar fere um direto que já era garantido, ou no mínimo uma tradição antiga, isto para satisfazer o que esta chegando agora?
Se eu não quisesse que meu filho estudasse em uma escola onde se coloca símbolos religiosos na parede o matricularia em outra escola, e não criaria tamanho caso por isto.
A mim me parece impor o que a minoria quer, digo minoria porque me faço entender que na Itália a maioria deve ser católica.
E este mundo está mudando mesmo, será que pra melhor? ? ? ? ?
9/11/2009 10:52Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)CRUCIFIXO, DIGNIDADE HUMANA e EXPOSIÇÃO PÚBLICA
É extraordinária a facilidade como MANIPULAM os CIDADÃOS, no seu próprio interesse, vocábulos e conceitos como DIGNIDADE HUMANA e CIDADANIA.
Ora, se somos todos SERES HUMANOS, vivendo em COLETIVIDADES SOCIAIS, não se pode deixar de considerar que a REGRA da MAIORIA tem que prevalecer.
O que leva um PAÍS, uma COMUNIDADE ou uma ENTIDADE a eleger símbolos para seu uso, por convicção política, por convicção social?
Quando a existência de um crucifixo, numa sala de aula, pode representar uma "capitis deminutio" ao exercício de outra religião que não utilize o crucifixo dentre os seus sígnos?
O Artigo 19, da Constituição italiana assegura o "direito de professar lvremente a sua fé religiosa, em qualquer forma, ....". Ora, se uma minoria professa fé religiosa diferente e, pois, no local de sua profissão fizer figurar signos DIFERENTES daquele da COMUNIDADE LOCAL, majoritária, a CONSTITUIÇÃO LHE ASSEGURA tal DIREITO, mas o FATO é que a COMUNIDADE MAJORITÁRIA deverá respeitar tal direito.
Portanto, "data venia", NÃO FERE, NÃO MACULA a DIGNIDADE HUMANA e NEM REPRESENTA, a menos que o Cidadão Idigitado NÃO TENHA CERTEZA de sua PROFISSÃO, uma OFENSA à sua DIGNIDADE, o fato da maioria do local por ele frequentado fazer figurar, onde ela é maioria, as cores, os sinais, a música que é do gosto dessa MAIORIA!
Note que é essa mesma CONSTITUIÇÃO DEMOCRÁTICA ITALIANA que PROÍBE "Os membros e os descendentes da CASA de SABÓIA ..." de serem eleitores, estabelecendo que tais membros " .... não podem desempenhar cargos públicos, nem cargos eletivos.
Senhores, com a decisão ora proferida, por que NÃO OFENDERIA à MAIORIA, que professa outra religião, o USO OSTENSIVO, pelas mulheres mussulmanas do VÉU que lhes cobre o ROSTO, tornando-as INIDENTIFICÁVEL, na sociedade?
7/11/2009 17:39Nado (Advogado Autônomo)Manipulação ideológica
Comentar manipulação cansa. Quantas pessoas com título de entendidos ou estudiosos da religião só estão ali ou acolá apenas para destruírem a liberdade religiosa. Retirar crucifixo de escolas católicas ou de escolas públicas em um país ainda predominantemente católico significa retirar identidade da maioria para contemplar uma minoria apenas pelo desejo de destruir de vez tanto a identidade como a herança cultural e o resto de referência de fé da mesma maioria. É óbvia a intenção ideológica de extinguir uma referência que confronta a ideologia do poder unificado e alinhado que propugna compor uma administração globalizada. E esta administração não quer antever a moderação da Igreja, muito menos suas denúncias desmascaradoras, assim como não quer considerar a prática metafísica da cidadania, pois quer castrá-la, apesar de ser uma necessidade humana que o Estado deve preservar. Ou seja, a única espiritualidade que se pode ter é aquela que não prejudique a ideologia mercadista, materialista, libertina e consumista do Estado alinhado e globalizado. Aí, uma senhora esotérica, agnóstica ou atéia qualquer, num país que já pertenceu por livres doações quase que totalmente à Igreja, e que dela foram brutalmente subtraídas, percebe um crucifixo numa escola de maioria católica e quer retirá-lo com alegação de seu direito minoritário. Como bem observou um cardeal: retiram-se os crucifixos, mas os símbolos da bruxaria do Halloween permanecem nas mesmas salas de aulas. É a minoria não identificada a mandar na maioria ao gosto do poder ideológico legalizado, porém, efetivamente ilegitimado. E ainda vem um comentário acima tentar manipular nossa opinião. Lembrem-se como nos manipularam para permitirmos as privatizações.

Comentários encerrados em 15/11/2009

A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.