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Eleições OAB: por que votar a favor da “re-reeleição”?
Se é legal, democrático ou não pouco importa, pois o Advogado respeita a prática republicana, que é a alternância no cargo.
Como a grande e expressiva maioria, vamos todos dizer não ao 3º mandato e impedir a perpetuação no cargo, pois só assim poderemos ser sempre respeitados pela sociedade paulista e nacional. Não ouçam os contrários, pois todos eles são apegados a velhos conceitos e teses tão defendidas por tiranos e déspotas.
A hora da renovação é agora!
Se é legal, democrático ou não pouco importa, pois o Advogado respeita a prática republicana, que é a alternância no cargo.
Como a grande e expressiva maioria, vamos todos dizer não ao 3º mandato e impedir a perpetuação no cargo, pois só assim poderemos ser sempre respeitados pela sociedade paulista e nacional. Não ouçam os contrários, pois todos eles são apegados a velhos conceitos e teses tão defendidas por tiranos e déspotas.
A hora da renovação é agora!
A reeleição ou re-reeleição ou re-re-reeleição (etc) na OAB não é ilegal nem inconstitucional. Embora, neste último caso, dependendo do método de interpretação constitucional que se dê (sistemática, teleológica, integradora, etc), pode haver sérias controvérsias. Mas vamos partir do pressuposto também que não seja inconstitucional.
Pergunta: é ética? (a reeleição)
É ético a OAB defender o fim da reeleição no Executivo (por exemplo), quando ela mesmo sequer discute esse tema em seu próprio seio? Quando sabemos que a MAIOR PARTE dos advogados brasileiros são contra a reeleição na OAB?
Não é.
É isso que está em jogo, e me parece que os companheiros que defendem a idéia ainda não se aperceberam disso; ou por mera conveniência pessoal, não querem se aperceber.
Se tiverem dúvidas, faço um desafio: que o Conselho Federal da OAB providencie um PLEBISCITO entre os mais de 500 mil advogados brasileiros a respeito da matéria. Se são a favor ou contra a reeleição, sucessiva ou não; ou se admitem a reeleição indefinidamente; ou se são a favor de apenas um mandato.
Colegas, não quero abordar o tema sobre o enfoque do CONTINUISMO!
Mas, Colegas, as lições que tivemos nos anos da DITADURA JÁ NOS BASTARAM para nos mostrar que é MISTER que se RENOVEM nossas LIDERANÇAS, se MODERNIZEM nossos SISTEMAS e se VENTILEM as IDÉIAS.
É necessário que surjam os NOVOS para aprenderem com os VELHOS e desconstituam a velhas práticas!
É óbvio que temos que buscar LIDERANÇAS, mas CARECEMOS de DAR um BASTA naqueles que acabam por se considerar "bons bastante para NÃO DEIXAREM o posto"!
Colegas, que atrativos tão fantásticos existem na presidência de uma Entidade de Classe, que torne aquele posto tão apaixonaante e amoroso que o Exercente se "COLE" no ACENTO da PRESIDÊNCIA e decida "investir" seus próprios fundos financeiros, como também os daqueles que os apoiam, para NÃO DEIXAR que OUTRO se destaque na LIDERANÇA de uma CATEGORIA PROFISSIONAl?
Colegas, é um APELO VEEMENTE: VOTEM NÃO, VOTEM PELA RENOVAÇAO! __ NÃO VOTEM pelo CONTITUÍSMO, seja de um só mandato, seja de mais que um mandato, o que é MUITO PIOR!
Não tenho NADA contra os CANDIDATOS CONTINUÍSTAS.
NÃO os CONHEÇO e, confesso, NÃO QUERO CONHECER os CONTINUÍSTAS, mas, por favor, Colegas, NÃO PERMITAM que repitamos o que a DITATURA nos fez, DESTRUINDO as LIDERANÇAS POTENCIAIS que tínhamos NAQUELA ÉPOCA.
Os resultados dessa experiência estão hoje aí: POLÍTICOS INCOMPETENTES e MAIS PREOCUPADOS com seus PRÓPRIOS INTERESSES; CANDIDATOS a ÓRGÃOS CORPORATIVOS que NÃO QUEREM descer de seus "cavalos alados"!
TODOS "VELHAS RAPOSAS"!
Vamos dar lugar a NOVAS LIDERANÇAS.
Uma nova liderança, por ruim que possa inicialmente ser, será sempre MELHOR que um CONTINUÍSMO DESTRUTIVO do espaço das novas lideranças.
Creio que ninguém alegará que a re-eleição seja obstáculo à democracia.
É, em tese, um ato democrático a partir do momento em que a opção pela re-eleição é ofertada ao eleitor.
As normas da OAB, aliás, possibilitam mais de uma re-eleição.
O que se questiona não é a DEMOCRACIA ou a LEGALIDADE da re-eleição, mas a sua MORALIDADE.
Ocorre que EM TESE seria um ato democrático se a re-eleição não concedesse enorme vantagem ao respectivo candidato que encontra-se no cargo e, portanto, com a "máquina" administrativa a seu favor, colocando-o em evidência em razão do cargo que ocupa. Os demais candidatos, via de regra, ficam ofuscados e em injusta desvantagem.
Hoje em dia, aliás, a grande luta dos candidatos não é bem para eleger-se, mas sim para retirar àquele que está sentado na cadeira...
No mais, que me perdoem os colegas que são favoráveis ao terceiro mandato, mas comungo da opinião de Eça de Queiroz, para quem "Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão"...
Abraços!
Regis Cardoso Ares
Advogado - Santos-SP
Democracia significa alternância de poder. Três mandatos para um presidente de entidade de classe, com todo respeito, significa perpetuação, falta de “oxigenação”, de renovação. Sabemos que essa prática não é ilegal, porém, acredito seja imoral.
Comentários encerrados em 13/11/2009
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