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4 novembro 2009
Questão controvertida
Ex-governador deixa de ser réu em ação popular
A 1º Seção do Superior Tribunal de Justiça excluiu o ex-governador de Minas Gerais, Newton Cardoso, do pólo passivo de ação popular que questiona a legalidade da transferência do controle acionário do Banco Agrimisa S/A. Depois de longa disputa judicial, a 1ª Seção pôs fim a essa questão, controvertida até mesmo no STJ.
O ex-governador foi excluído da ação em primeiro grau. Na apelação, ele foi incluído no pólo passivo e depois novamente excluído no julgamento de Embargos de Declaração. Quando o caso chegou ao STJ, a 1ª Turma decidiu pela procedência da ação popular e pela legitimidade de Newton Cardoso para figurar como réu. O caso subiu para a Seção, que divergiu da decisão anterior e excluiu o ex-governador da ação.
O acórdão da Seção foi mais uma vez embargado e dado efeito modificativo para tornar a incluir o ex-governador no pólo passivo da demanda, “sem qualquer razão plausível”, afirmou no voto a ministra Eliana Calmon, relatora do caso. “Surpreendentemente, os Embargos tomaram um rumo inteiramente diverso do que foi decidido soberanamente pela Seção”, reclamou a ministra.
Diante dessa situação, a ministra Eliana Calmon acolheu os Terceiros Embargos declaratórios para fazer prevalecer a decisão da Seção que, após intenso debate, excluiu Newton Cardoso do pólo passivo da ação popular. A decisão foi unânime. Com informações da Assessoria de Imprensa do Superior Tribunal de Justiça.
EREsp 295.604
Revista Consultor Jurídico, 4 de novembro de 2009
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Comentários de leitores: 1 comentário
O ex-governador de MG
Em Pitangui, onde fica uma de suas maiores fazendas, o povo vivia reclamando que a ligação entre a cidade e a BR 262 era de terra. Ele mandou asfaltar. Inaugurou. O povo fez festa. No dia seguinte, ele simplesmente cercou a estrada, dizendo que ela fazia parte de sua fazenda. E o povo de Pitangui continua a usar a estrada de terra... Por essas e por outras é que este nosso pobre país não vai pra frente. É muita gente "metendo a mão" e ficando impune.
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.
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