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Marília Scriboni
Ressocialização de presos é quimera e progressão da pena é insuficiente
Ainda me lembro de quando eu era universitário e fazia parte do Movimento Estudantil. Num daqueles malditos IMP's da época, o cel., que era seu "presidente", disse, em alto e bom som: "A única forma de se acabar com o Movimento Estudantil é pegar os líderes, colocar num helicóptero do PARASAR e jogar em alto mar..."
Por que não fazer o mesmo com quem não tem mais jeito? O Tim Lopes, repórter da Globo, estava trabalhando, quando foi pego e colocado em um "microondas".
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.
Entendo que a pena de prisão, mesmo que cumprida em penitenciárias modelo, como as que existem em países como a Suécia, Suíça e outros, jamais atuará como ressocializadora. Esse é um termo politicamente correto, que soa bem aos ouvidos da população, em uma sociedade que adora soluções rápidas para tudo. Bota o indivíduo no presídio para se tratar e voltar bonzinho à sua vila e nunca mais descer o morro para nos agredir, assaltar, matar. Se voltar a nos agredir, então matem o meliante, afinal, bandido bom é bandido morto. Meus caros, presídio nunca funcionará como um hospital, em que o doente entra com uma doença e ganha alta de pois de curado, ou morre. O que é preciso é que todos nós, não só os governos, abramos os olhos para esses bolsões de miséria em todas as cidades brasileiras, onde nascem e crescem milhões de crianças desassistidas, abandonadas, negligenciasdas pelos pais, abusadas sexualmente, sofrendo todo o tipo de violência, gerando seres que logo que crescem um pouquinho, logicamente ultrapassarão a fronteira entre os excluídos e os incluídos sociais buscando mesmos direitos. É muito mais difícil procurar fazer o Estado entrar nessas comunidades miseráveis, como polícia comunitária, escolas, praças, creches, urbanismo, etc. Mais fácil é não vê-los, ou por que estão presos, ou mortos, ou fincados em seus guetos.
http://achcavalcanti.blogspo
Como Juiz Federal, tenho orgulho de ser colega de alguém que possui os atributos pessoais e técnicos que Glauber possui, e por isto não me surpreendo, mas antes me regozijo ao ler mais uma obra de sua excelência.
Continue a instigar-nos ao bom debate, Glauber.
Afinal os comunistinhas querem que os presos virem heróis e as vítimas de seus crimes sejam condenadas. Uma total inversáo de valores.
Comentários encerrados em 11/11/2009
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