Ressocialização de presos é quimera e progressão da pena é insuficiente

4/11/2009 13:27Zerlottini (Outros)O reverso da moeda
Diz-se que no Brasil não existe pena de morte. Existe sim - só que está nas mãos erradas. O bandido, quando assalta alguém, se veste de promotor, júri, juiz e carrasco. Ele mata! Ele executa. Por que a SOCIEDADE não tomar PARA SI (para nós) a pena de morte? Lei de Talião: "olho por olho, dente por dente". Antes que o próprio povo tme em suas mãos a Lei de Lynch: "uma árvore, uma corda... e fim". Aquela cena do sequestrador com uma granada na mão, sendo atingido por uma bala de um "snipper", não devia ser única. Devia ser rotineira. Como foi dito durante aquele sequestro de Santos, por um policial: "o sequestrador, depois de 5 minutos de negociação, tem de virar alvo". A grande maioria dos que estão nas cadeias não tem mais resuperação. Então, mata-se e não se fala mais nisso.
Ainda me lembro de quando eu era universitário e fazia parte do Movimento Estudantil. Num daqueles malditos IMP's da época, o cel., que era seu "presidente", disse, em alto e bom som: "A única forma de se acabar com o Movimento Estudantil é pegar os líderes, colocar num helicóptero do PARASAR e jogar em alto mar..."
Por que não fazer o mesmo com quem não tem mais jeito? O Tim Lopes, repórter da Globo, estava trabalhando, quando foi pego e colocado em um "microondas".
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.
3/11/2009 21:44Antonio Carlos de Holanda Cavalcanti (Servidor da Secretaria de Segurança Pública)A pena de prisão não ressocializará nunca
E tem gente que mistura ideologia política, com termos ofensivos e ultrapassados. Mas vamos tentar abordar a questão com algum nível.
Entendo que a pena de prisão, mesmo que cumprida em penitenciárias modelo, como as que existem em países como a Suécia, Suíça e outros, jamais atuará como ressocializadora. Esse é um termo politicamente correto, que soa bem aos ouvidos da população, em uma sociedade que adora soluções rápidas para tudo. Bota o indivíduo no presídio para se tratar e voltar bonzinho à sua vila e nunca mais descer o morro para nos agredir, assaltar, matar. Se voltar a nos agredir, então matem o meliante, afinal, bandido bom é bandido morto. Meus caros, presídio nunca funcionará como um hospital, em que o doente entra com uma doença e ganha alta de pois de curado, ou morre. O que é preciso é que todos nós, não só os governos, abramos os olhos para esses bolsões de miséria em todas as cidades brasileiras, onde nascem e crescem milhões de crianças desassistidas, abandonadas, negligenciasdas pelos pais, abusadas sexualmente, sofrendo todo o tipo de violência, gerando seres que logo que crescem um pouquinho, logicamente ultrapassarão a fronteira entre os excluídos e os incluídos sociais buscando mesmos direitos. É muito mais difícil procurar fazer o Estado entrar nessas comunidades miseráveis, como polícia comunitária, escolas, praças, creches, urbanismo, etc. Mais fácil é não vê-los, ou por que estão presos, ou mortos, ou fincados em seus guetos.
http://achcavalcanti.blogspot.com
3/11/2009 15:37Flores da Cunha (Juiz Federal de 1ª. Instância)Parabéns ao Dr. Glauber
Gostaria apenas de parabenizar o autor do excelente artigo, que trata de forma franca, como poucos ou ninguém tem tratado, de assunto tão sensível como este.
Como Juiz Federal, tenho orgulho de ser colega de alguém que possui os atributos pessoais e técnicos que Glauber possui, e por isto não me surpreendo, mas antes me regozijo ao ler mais uma obra de sua excelência.
Continue a instigar-nos ao bom debate, Glauber.
3/11/2009 12:23ARI (Estudante de Direito)Um bom debate de idéias
O artigo se direciona a custo do preso e não a finalidade da pena. Com certeza os extremos são perigosos, mas, o debate sério tem e deve ser realizado; para onde caminhamos?; queremos realmente continuar construindo cadeias e mais cadeias?; queremos continuar a superlotar essas cadeias com reles furtadores? Como todos sabemos, cadeia não ressocializa ninguém, afinal, o que é ressocializar? Acredito que ao invés de continuarmos a fornecer mão de obra para as facções existentes, devemos sim, reservar a prisão para os realmente perigosos. Nada como um amplo debate sobre as penas alternativas. E uma pergunta ao nobre Juiz, quantos réus realmente perigosos ele já encarcerou? Quanto criminoso graúdos?
3/11/2009 11:39daniel (Outros - Administrativa)excelente artigo....
excelente artigo...
Afinal os comunistinhas querem que os presos virem heróis e as vítimas de seus crimes sejam condenadas. Uma total inversáo de valores.
3/11/2009 11:27Cananéles (Bacharel)A ficção dourada
A exclusão social capitalista cria e empurra para as penitenciárias do Brasil os rebotalhos da sociedade de consumo e, depois, de forma cínica e brincalhona, almeja que o sistema penitenciário do país "ressocialize" (o que é isso?!) os eternos cidadãos de terceira classe, já discriminados desde o nascimento, bem antes de qualquer estada na cadeia, portanto. O discurso figurativo da elite continua a sua escalada feérica, sempre tão animado a criar subterfúgios delirantes, a desviar e colocar a solução dos problemas sociais numa espécie de mundo ficcional "high society", que pode ser tido como algo sem nenhum compromisso com a realidade social brasileira, algo com o propósito único de manter os privilégios de casta.

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