Notícias
30 março 2009
Informática amiga
CNJ aposta em varas eletrônicas para execução fiscal
O Conselho Nacional de Justiça planeja instalar varas eletrônicas de execução fiscal no país. O objetivo da medida é desafogar a Fazenda Pública e manter maior controle sobre os processos relacionados à dívida pública. O Sistema Eletrônico de Executivo Fiscal, como é conhecido o projeto, já é desenvolvido por um grupo de trabalho do Conselho, coordenado pelo secretário-geral, Alvaro Ciarlinii. A proposta foi apresentada a juízes e representantes do setor de Tecnologia da Informação dos tribunais durante a terceira reunião do Comitê de Gestão dos Sistemas Informatizados do Poder Judiciário (CNG-TI).
Ciarlini aposta na informatização para garantir maior celeridade e eficiência à prestação jurisdicional. “Hoje os processos de executivo fiscal geram um impacto negativo no índice de congestionamento da Justiça no país. A adoção do processo eletrônico é indispensável para a solução desse problema”, declarou o secretário-geral. Representantes dos tribunais receberam uma minuta para aderir provisoriamente ao processo desenvolvido pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, enquanto o CNJ trabalha no sistema definitivo. O modelo paraibano já está em funcionamento nas 7ª e 8ª Varas da Fazenda Pública da Comarca de João Pessoa.
O CNJ também abriu oportunidade para os tribunais interessados integrarem o grupo que elabora o sistema definitivo. O modelo desenvolvido pelo CNJ pretende atender não só a tribunais de todos os portes, na tentativa de resolver as dificuldades enfrentadas na execução fiscal. “É uma maneira de recuperar os recursos que estão apodrecendo na prateleira das varas e dar maior efetividade à ação judicial”, destacou o diretor de projetos do CNJ, Ivan Gomes Bonifácio. Atualmente, as varas da Fazenda enfrentam problemas como a demora na localização dos contribuintes devedores e na listagem de seus bens.
Durante a reunião, também foi apresentado o peso de cada um dos indicadores de nivelamento dos tribunais, em relação à política institucional, tecnologia, pessoal de TI e automação judiciária. Ficou estabelecido o dia 18 de maio como prazo final para a apresentação deste mapa de nivelamento, que trará um diagnóstico do nível de informatização dos tribunais e de cada ramo do Judiciário brasileiro. O documento vai permitir ao CNJ definir estratégias na área de tecnologia de informação, focando esforços nas regiões em que o tema está menos desenvolvido. Com informações da Assessoria da Imprensa do CNJ.
Revista Consultor Jurídico, 30 de março de 2009
Arquivo
Leia também: Textos relacionados
- 29/03/2009 Entrevista: Marcos Nusdeo, procurador-geral do estado de São Paulo
- 27/03/2009 Embargos à execução fiscal têm efeito suspensivo com base na Lei 6.830/80
- 26/03/2009 Definição de meta para Judiciário marca gestão de Gilmar Mendes no CNJ
- 25/03/2009 Juízas federais discutem processo eletrônico no Rio
- 19/03/2009 Corte Especial do STJ edita a Súmula 375 sobre fraude de execução
Comentários
Comentários de leitores: 1 comentário
Mudança de mentalidade
Não pode o CADIN, não pode a penhora em dinheiro, não pode o redirecionamento... Chega-se ao absurdo de denominarem os executados de "clientes", esquecendo-se de quem postula a tutela jurisdicional é o credor, que deve ser tratado com mais respeito.
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 07/04/2009.