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Marília Scriboni
De Sanctis faz suposições contra Camargo Corrêa e defende preventiva
No mais os Tribunais Superiores apreciam matéria apenas de Direito.
Sim, apenas matéria de direito.
Uma situação hipotética, nem tanto. O sujeito confessou sob tortura, o laudo do IML desapareceu de repente, antes de ser dado direito de cópias ao advogado, alega-se que decorreu tempo demais para outro lado conclusivo, e que o fato de o laudo ter se perdido não configura culpa do Estado, e nem desqualificaria a confissão, e os Tribunais Superiores para se esmiuçar na questão teriam de entrar em análise de provas, o que é vedado por súmulas, logo a alegação de "cerceamento de defesa" seria nula.
O STF anula tudo... começa os histrionismos das viúvas de Stalim.
Quando um Magistrado Criminal recusa que sejam juntadas aos autos provas que indicam, por análise técnica de ruído de fundo das gravações, que pode ter havido montagem nos diálogos, alegando que não foi contestada a autoria das vozes, logo seria prova despcicienda, pode cair no gosto do povão, mas é abusar muito da inteligência e da capacidade de impor sua autoridade por parte dos Ministros do STF.
Quanto tortura e confissão, vi na TV Justiça um injuriado Ministro Celso de Mello lembrando de teratologia do gênero de Tribunal ad quo.
Há a questão de exequibilidade em jogo. Pode se conseguir milhares de prisões de pobres "caídos", defendidos por profissionais que me abstenho de comentar algumas teses de defesa. E ainda querem acabar com o concurso da OAB. Temos uma Defensoria Pública da União onde o Chefe Máxima afirma que acusado de processo que nunca existiu é culpado até prova documental que seria impossível em contrário. Errou ao apostar na inércia do acusado. Mas ao caso concreto.
É absolutamente impossível se fazer em mera estatística, ao estilo stalinista, cem mil grandes empresários, primeiro que não entraram desamparados nos Tribunais. Não escolherão advogados daqueles responsáveis pelos mais de 97% dos recursos aos Tribunais Superiores não apreciados. Não está se lidando com um acusado de estupro cujo defensor diz que é crime impossível pois o réu seria impotente, desconhecendo papaverina e prostaglandina como provas técnicas. Provar um crime financeiro de fato não é fácil. E uma pergunta que sempre me faço, após ter visto um REsp subir pela falta de perícia técnica das gravações. Essas gravações foram periciadas em relação ao ruído de fundo e continuidade, para garantir que não sejam montagens?
Ah, me esqueci, o ínclito magistrado afirma que tais métodos "civilizados" não funcionam no Brasil que nãos eria país civilizado, e em caso anterior fiel ao seu ideário, diante de prova técnica indicando por análise espectral do ruído de fundo montagens de diálogos, alegou que ninguem contesta de quem são as vozes, e negou anexar nos autos o laudo pericial. Depois o STF baixa cerceamento de defesa...
Nós bem sabemos o que o dr. Fausto e sócios - dr. Protógenes e outros - fazem: proselistismo ideológico vagabundo, luta de classes travestida de "justiça". Dr. Fausto não conduz processos com réus, mas com "inimigos".
No mais, não se deixem intimidar: a patrulha do petralhismo eletrônico sempre se faz presente nessas ocasiões, e aí aparecem os "professores" de analfabetismo ideológico e, pasmem!, agora até um "engenheiro". Eles são como o demônio, são legião.
A uma o STF não precisa da opinião pública, a duas, essa história ainda tem desdobramentos que não estão sendo pesados no caso concreto.
E acreditar que opinião pública vai carregar Juiz Criminal nos braços.
Interessante o tom de novela rocambolesca onde no fundo há visível um ranço de querer se desqualificar o STF. O STF tem muita munição, e munição pesada, para reagir...
Quando a corrupção vem da esquerda, predomina o sensacionalismo que joga no lixo o amplo direito à defesa, a presunção da inocência etc.
Quando a corrupção vem da direita, predominam as críticas infundadas aos denunciantes.
Dois pesos e duas medidas. Só aqui nesta democracia de araque, os julgamentos precipitados vivem em plena harmonia com o patrocínio da impunidade.
E dando uma olhada geral nos comentários, Conjur, vê-se que estes malabarismos jornalísitcos não estão colando.
Porém, os 90% dos leitores indignados reclamam justamente da reportagem passional que ultimamente vem aparecendo frequentemente nesse site.
Mas não há como não se indignar com a matéria do Sr.
Maurício Cardoso, diretor de redação da revista Consultor Jurídico, que por ser um site de cunho jurídico se porta de forma tendenciosa e passional.
É surpreendente a cobrança desse senhor em relação ao Sr. Juiz De Sanctis uma vez que ainda ainda não houve julgamento!
A matéria deixou claro que seu objetivo era mostrar um juiz "indeciso", e juizes devem mostrar firmeza em decisões TOMADAS.
Grifo meu: - Tomadas, O verbo está no passado!
Perceba que não sou da área jurídica, sou leigo! Imagine os profissionais da área!
Rui Barbosa estará se revirando em seu túmulo.
Comentários encerrados em 3/04/2009
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