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18 março 2009

Sala de aula

Câmara Cível não pode mandar juiz estudar

A decisão da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão errou ao recomendar que um juiz se inscrevesse em um Curso de Direito Processual Civil. O entendimento foi dado pelo Conselho Nacional de Justiça em julgamento desta terça-feira (17/3). Segundo os conselheiros, a atitude foi uma medida administrativa disfarçada de decisão judicial. 

Ao julgarem uma apelação contra ação cível analisada pelo juiz Gilberto de Moura Lima, os desembargadores maranhenses decidiram encaminhar o processo à Corregedoria-Geral de Justiça do estado, com recomendação de que ele fosse inscrito no “módulo de recursos (coisa julgada), na Escola da Magistratura”. Eles ficaram inconformados com o fato de o juiz atribuir efeitos infringentes a embargos declaratórios para modificar parte da sentença.

O juiz Gilberto de Moura Lima afirmou que o fato teve ampla repercussão e, por isso, feriu a intimidade do juiz. Ele acrescentou que a Câmara não tem a competência de impor penas administrativas, função exclusiva do Plenário do TJ-MA.

Segunda a relatora do processo no CNJ, Andréa Pachá, “o prejuízo causado ao juiz poderia ser facilmente constatado, considerando a grande repercussão dada à decisão, que foi divulgada em inúmeros sites, principalmente jurídicos, e listas de discussão”, disse em seu voto. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

Procedimento de Controle Administrativo 2008.10000027217

Revista Consultor Jurídico, 18 de março de 2009

Comentários

Comentários de leitores: 2 comentários

18/03/2009 15:40 Vianna (Advogado Autônomo)
Se a moda pega...
Acho justíssima a medida, conquanto impertinente, se partida de uma Turma cameral e não do Plenário do TJ/MA,de certos juízes voltarem para as salas de aulas, já que alguns deles nunca encontram ´tempo` nem disposição para debruçar o cerebro e a mente sobre os tratados jurídicos.Acham que depois de ungidos pela toga a vida segue imutável e sempiterna...
18/03/2009 12:17 Republicano (Professor)
Depois não reclamem, ok?
Enquanto os juízes brigam, os promotores estão de olho nas aprovações de aumento de poder junto ao Legislativo. Depois não reclamem, ok?

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