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18 março 2009
Fora dos tribunais
Goldman leva suas razões ao Conselho da Criança
A briga pelo menino Sean Goldman saiu dos Tribunais e foi parar nas mais diferentes esferas. Além da discussão judicial, a guerra de versões alcançou os jornais brasileiros e norte-americanos e agora chega ao Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Os interessados, o pai biológico David Goldman e o padrasto João Paulo Lins e Silva, enviaram cartas ao conselho, defendendo cada qual sua posição.
Depois que soube da carta enviada pelo padrasto de Sean, Goldman, através de seu advogado Ricardo Zamariola Junior, resolveu escrever uma também. Nela (clique aqui para ler), a defesa contesta as afirmações do padrasto de que David não se importou com o filho.
“Em cerca de quatro meses desde que recebeu a notícia de que seu filho não retornaria voluntariamente aos Estados Unidos, o Sr. David Goldman acionou o mecanismo de cooperação judiciária internacional cabível e, não bastasse, adiantou-se e se envolveu em três demandas judiciais, duas delas num país distante do seu dezenas de centenas de quilômetros, cuja língua não falava e onde tinha estado anteriormente apenas em férias, e por poucos dias. A única coisa que o Sr. David Goldman não fez, foi Justiça com as próprias mãos”, afirma a carta.
A defesa também diz que David não pensou em vir ao Brasil retirar o filho sem o consentimento da mãe, por confiar nas instituições do país. “Preferiu confiar no império da lei, que lhe parecia muito clara”, disse. O advogado também sustenta que, quando a mãe de Sean era viva, David nunca foi acusado por ela ou pela família dela.
“Tudo isto que o Sr. João Paulo afirma em sua correspondência a este Conselho, e tudo isto que os familiares brasileiros de Sean têm espalhado à elite carioca e à mídia, tudo isto é novo. Jamais houve acusações contra o pai de Sean, enquanto viva a mãe da criança”, diz a carta. Segundo a defesa, Bruna elogiava David em ligações feitas depois que ela já estava no Brasil. O advogado diz que as gravações estão no processo judicial. “Bruna deixou David acusando-o de dar atenção apenas ao filho, de ser ‘melhor amigo’ apenas do filho, esquecendo-se da mãe. Agora, em busca do filho, David é acusado de não amá-lo”, escreveu.
A carta explica também que ao aceitar receber US$ 150 mil para excluir do processo os avós de seu filho, Goldman acabou obtendo recursos para continuar a luta judicial para recuperar a guarda do menino. Diz ainda na carta, que já gastou mais de US$ 360 mil com advogados, viagens e custas judiciais em processos que correm no Brasil e nos Estados Unidos.
Revista Consultor Jurídico, 18 de março de 2009
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Comentários
Comentários de leitores: 8 comentários
Capacidade aos oito aninhos
O MENINO É AMERICANO
Já o advogado brasileiro, é simplesmente o viúvo da mae do garoto. Mas não é seu pai. Esse negócio de paternidade sócio-afetiva é muito bonito em casos de menores abandonados por seus pais biológicos, Mas não quando o pai ama e quer o filho junto a si, depois de ter sido ludibriado pela ex-mulher. A torpeza não deve ser recompensada, em que pese o alto quilate econômico dos eventuais beneficiários.
Fatos e argumentos.
Reafirmo, será aplicada a Convenção de Haia.
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