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17 março 2009
Plano de reestruturação
Justiça aceita pedido de recuperação da Variglog
A 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo deferiu o pedido de recuperação judicial da VarigLog, apresentado no último dia 3 de março. A ex-subsidiária de transporte de cargas aéreas da Varig terá 60 dias para elaborar um plano de reestruturação, de acordo com informações da Agência Estado.
A proposta deverá ser aprovada pelos credores da empresa. A dívida da VarigLog é estimada em R$ 370 milhões. A empresa é controlada pelo fundo de investimentos norte-americano Matlin Patterson, representado no Brasil por sua subsidiária Volo Logistics. Durante o período de elaboração do plano de recuperação, a empresa fica protegida contra execuções judiciais.
A VarigLog começou a entrar em crise desde que vendeu a Varig para a Gol em março de 2007 por US$ 320 milhões. A partir daí, teve início um litígio judicial entre o fundo americano Matlin Patterson e seus três sócios brasileiros (Marco Antonio Audi, Marcos Haftel e Luiz Eduardo Gallo), que em meados de 2006 constituíram a empresa Volo do Brasil. Em julho daquele ano a Volo comprou a Varig por US$ 24 milhões.
Acusações mútuas de desvio de dinheiro e gestão temerária, entre outras suspeitas após a venda da Varig para a Gol, causaram um racha na Volo do Brasil. De um lado, o investidor Lap Wai Chan, representante no Brasil do Matlin Patterson. Do outro lado, seus ex-sócios brasileiros. Esse duelo resultou em ações judiciais e afastamento de Audi, Haftel e Gallo da VarigLog, além de contas bloqueadas e dificuldades de fluxo de caixa.
Com a saída dos brasileiros, que tinham 80% do capital da VarigLog, a empresa passou a ser controlada 100% pelo fundo americano de investimentos. Com isso, a Anac estabeleceu um prazo limite, vencido no dia 7 de julho do ano passado, para a VarigLog se readequar às regras da legislação aeronáutica, que fixa limite de 20% de participação de capital estrangeiro em companhia aérea.
O Matlin Patterson propôs uma mudança na composição acionária da Volo do Brasil, que passou a contar com a irmã de Lap Chan, Chan Lup Wai Ohira, como acionista. Ela é naturalizada brasileira. Peter Miller, funcionário do Matlin com nacionalidade brasileira também entrou como acionista.
A Anac pretendia avaliar essa nova composição acionária e iniciar o processo de cassação da concessão da VarigLog, mas uma liminar obtida pelos investidores brasileiros afastados da companhia impediu que a Anac começasse esse processo até que o litígio judicial se resolva.
No dia 15 de julho do ano passado, o Ministério Público Federal recorreu da liminar obtida pelos ex-sócios brasileiros da VarigLog, mas ainda não houve nenhuma decisão a respeito. O litígio judicial permanece indefinido.
Revista Consultor Jurídico, 17 de março de 2009
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Comentários
Comentários de leitores: 2 comentários
bandalheira 2 o retorno!
Em 2007 quando a roubalheira "intra-socios-quadrilheiros" chegou ao apice , foram literalmente "escondidos" no exterior quatro aeronaves Boeing 757 cargueiras para que não fossem retomadas pelos credores. 2 voaram para Caracas onde ficaram quase 2 meses estacionados aos "cuidados" do "titio" hugo chavez e outras 2 aeronaves do mesmo tipo na longinqua e isolada Ilha do Sal no arquipelado do Cabo Verde. Esta senhores , é uma pequena "amostra" de como se faz "business-bandido" no Brasil , cada um arma o seu esqueminha e "engraxando" as mãos corretas , jamais algum tipo de fiscalização baterá na porta. Quando finalizado o saque da grana restante , basta sair pela porta e deixar todo mundo com o pirulito na mão , tem sido assim desde a epoca das caravelas e sinceramente , acho quase impossivel mudar em vista da nossa historica cultura de aceitação e adulação de tudo que é formato de imundicie , vide os famosos "84%". Ja que falamos no lulinha paz e amor , convem tambem não esquecer que TODA essa bandalheira teve a mão suja da quadrilha petralha em seu longo caminho, começando pelo "zezinho dirceu" e acabando pelo ensaboado roberto teixeira e sua "famiglia" com tão bons contatos no palacio do planalto.
Se algum dia alguem serio e pesquisador aprofundado quiser cavocar , certamente aparecerão coisas dignas de acharmos Collor , Malluf e outros "notorios" , meras freirinhas por comparação. Paizinho nojento esse!
a bandalheira continua
Mister se faz lembrar da espalhafatosa participação do "cumpadi" do lulinha 9 dedos que ficou a vontade "igual a pinto no lixo" como dizia o saudoso Jamelão , neste FRAUDULENTO e ESCANDALOSO processo que foi a destruição e venda "entre amigos" da VARIG e suas subsidiarias , no qual se envolve a Varig Log , é uma vergonha para a categoria que procura se livrar de "rabulas picarescos" como o elemento em questão. Infelizmente o futuro para a LOG é bem escuro pois com a divida atual confrontada com o faturamento , a conta não fecha NUNCA o que vai tornar a eventual venda da empresa para outro grupo minimamente serio proxima do impossivel ,CONTINUA NA SEGUNDA PARTE......
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