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30 maio 2009
Dentes à mostra
Mainardi diz que pode esfregar focinhos no carpete
O colunista da Veja Diogo Mainardi aproveitou as referências feitas pelo juiz Ali Mazloum ao empresário Luiz Roberto Demarco — como suposto fomentador das operações da Polícia Federal contra o desafeto Daniel Dantas — para trazer à baila todos os personagens já citados na novela da Operação Satiagraha. O elenco vai aumentando. Leia abaixo o texto publicado no podcast do colunista.
Protógenes, blogueiros lobistas e telefonemas
Protógenes Queiroz acaba de ser indiciado criminalmente pelo juiz Ali Mazloum. Num dos trechos da denúncia, informa-se que, no período anterior à Satiagraha, houve uma troca de 50 telefonemas entre o delegado e as empresas pertencentes a Paulo Henrique Amorim e a Luiz Roberto Demarco.
Em 23 de julho de 2008, quando meu nome foi emporcalhado por um relatório de Protógenes Queiroz, eu disse o seguinte:
O relatório da PF sobre a imprensa, apesar de seu caráter grotesco, merece ser analisado porque ele mostra claramente quem foi o inspirador do inquérito. De um jeito ou de outro, todos os jornalistas citados pisaram no pé de Luiz Gushiken e seu bando. Eu pisei. Um bocado. Luiz Gushiken até mandou a PF me investigar. Pisei no pé também de seus blogueiros de aluguel. E no do atual diretor da Abin, Paulo Lacerda. E no de seu antecessor no cargo, Mauro Marcelo. E no de Luiz Roberto Demarco, denunciando a montanha de dinheiro que ele ganhou como lobista da Telecom Italia. Aliás, desconfio que o próprio Demarco tenha ajudado a fabricar o relatório sobre a imprensa. É um acerto de contas com alguns de seus maiores desafetos, tanto profissionais quanto pessoais, como Guilherme Barros, cuja única culpa foi ter se casado com sua ex-mulher.
Passaram-se dez meses e, agora, com todo o candor, posso esfregar o focinho dos cachorros sarnentos do petismo no carpete molhado. Minha suspeita, baseada na lógica mais elementar, foi robustecida pelo inquérito policial. Comicamente, Protógenes Queiroz, em seu relatório, chegou a reproduzir um de meus artigos. Qual? Aquele em que apontei a parceria entre Paulo Henrique Amorim e Luiz Roberto Demarco.
O juiz Ali Mazloum, depois de relacionar os 50 telefonemas entre Protógenes Queiroz, o blogueiro e o lobista, observou: "Esse inusitado fato deverá ser investigado, com rigor e celeridade, para apurar eventual relação de ligações com a investigação policial em questão, vez que inadmissível e impensável que grupos econômicos, de um lado e de outro, possam permear atividades do Estado".
Desde meados de 2005, quando comecei a narrar a disputa pelo controle da telefonia nacional, eu repito aborrecidamente que as atividades do Estado foram permeadas por interesses comerciais. De um lado e do outro. Do lado de Daniel Dantas. Do lado da Telecom Italia. Do lado da Oi. Denunciei José Dirceu, homem de Daniel Dantas. Denunciei Luiz Gushiken, homem dos fundos. Denunciei Lula e Lulinha.
Luiz Roberto Demarco, para defender os interesses comerciais da Telecom Italia, ganhou 500 mil dólares. Por mais que eu esfregue seu focinho no carpete molhado, ele continuará sendo apenas um tarefeiro que se serve de outros tarefeiros — na imprensa, na polícia, no Ministério Público, no governo. Mas é seguindo seu rastro, de poste em poste, que podemos chegar ao seu dono.
Revista Consultor Jurídico, 30 de maio de 2009
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Comentários
Comentários de leitores: 7 comentários
Diogo Mainardi e a elite que não existe!
sandices
Divergir é direito inalienável. Falar bobagem sobre conspirações do além é ignorância. Enfim, temos o povo que merecemos. Pelo menos deveria evitar o "bacharel",
ficava mais fácil de compreender e não constrangia ninguém.
A minha percepção é que tem muita gente no espaço Conjur atirando para todo o lado. Agora, consistência para fundamentar é artigo raro e em falta...
Sugestão(difícil de aceitarem pelo que li): mais leitura, mais conteúdo e se aterem na essencia e não no circunstancial. De qualquer forma, os "articulistas"
acima, travestidos de comentaristas, devem ter uma claque que os admiram.
O Diogo é apenas um bode expiatório para as sandices escritas, qualquer um serviria para malhar. O que procuram é um totem, ora para jogar pedras, ora para orar, tentando se livrar de uma culpa freudiana.
Diogo acertou
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