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Marília Scriboni
Desembargadores de SP dizem que CNJ não conhece maior tribunal do país
No caso de São Paulo, a existência do CNJ é salutar, diante da rebeldia da atual Eg. Presidência do TJSP.
Informo, ainda, que essa mesma anomalia vinha ocorrendo no TJ-RS, tendo cessado após reclamação ao CNJ feita por 1.297 advogados, alguns juízes e desembargadores aposentados, inclusive um ex-presidente e um ex-vice presidente do TJ-RS. O Tribunal gaúcho, não tendo como sustentar a ilegalidade, enviou projeto-de-lei à Assembléia, tendo sido aprovada a criação de cargos de desembargadores, que já assumiram os postos antes irregularmente ocupados por juízes de primeiro grau.
Os números dos processos no CNJ: 200810000011829 e 200810000010590. Nenhum deles está sob sigilo. Ante esses e outros atentados ao ordenamento jurídico, foi criada por um grupo de cidadãos gaúchos a Juslegal Associação Justiça e Legalidade, para promover a defesa do estado democrático de direito. Se já estávamos anestesiados pelas constantes afrontas à normalidade democrática, por parte dos executivos, legislativos e setores da vida privada, é demais ver a crescente escalada de anomalias travestidas de decisões judiciais. Desmoralizam o Judiciário, aprofundam a descrença nas instituições, corroem a própria noção de civilidade. Está na hora de reagirmos, o caldo de cultura para o autoritarismo está em pleno desenvolvimento. O que não se pode compreender é a omissão da OAB diante de tão grave realidade.
Como dizia o Eclesiastes: a vaidade é o mal do mundo!
Essa característica ditatorial fica claro com a declaração que ele faz esculhambando com os Juízes do Conselho Nacional de Justiça e dizendo que eles não sabem julgar. Acho que o Bellocchi nem sabe qual é a composição do CNJ, pois senão não falaria tamanha asneira.
O CNJ é composto por um Ministro do STF, um Ministro do STJ, um Ministro do TST,
um Desembargador, um Juiz de TRF, um Juiz de TRT, um Juiz Estadual, um Juiz Federal, um Juiz do Trabalho, entre os quinze integrantes do CNJ. Portanto, nove integrantes da Magistratura, sendo três deles de Tribunais Superiores, aonde, por certo, o Bellocchi nunca chegará. Portanto, dizer que NOVE MAGISTRADOS não sabem julgar mostra que o Bellocchi deve ser, imediatamente, expulso da Magistratura, pois uma ofensa dessas é intolerável.
Pensar que um cara descontrolado, arrogante e prepotente como esse chefia o Poder Judiciário Paulista!!! É por isso que o TJSP é odiado e está no limbo.
Assim falou Bellocchitustra. De fato, o Vallim Bellocchi e o Antonio Carlos Malheiros ridicularizaram a si próprios, com as paranóicas declarações de grandeza com que se auto elogiaram, ao mesmo tempo em que atacaram de maneira chula e grosseira o Conselho Nacional de Justiça. Essa dupla, Bellocchi e Malheiros, declaram que o Conselho Nacional de Justiça não sabe julgar, e, essa declaração, espelha uma característica deles próprios, já que, “gabolice em boca própria é vitupério”, o que, em outras palavras, significa: ninguém pode ser Juiz em causa própria. E, ao final, o Juiz Absoluto é o POVO, que tem demonstrado repúdio, revolta e repugnância pelos julgamentos do Órgão Especial do TJSP.
O Órgão Especial do TJ Paulista cuspiu na Constituição federal e escarrou em cima da Soberania do Júri quando absolveu o Coronel Ubiratan, e puniu a Juíza que presidiu esse julgamento no Tribunal do Júri, só porque ela repudiou essa monstruosidade praticada pelo Órgão Especial em favor do Coronel Ubiratan. Aliás, uma multidão de mais de trezentas pessoas, encabeçadas pelo Senador Suplicy, deitou-se em frente ao Tribunal em sinal de nojo e asco contra o Órgão Especial por causa dessa vergonhosa, ilegal e inconstitucional liberação do Coronel Ubiratan.
Do mesmo modo, causou ódio na população a escancarada violação da Constituição Federal e das Leis no caso da absolvição do assassino promotor Thales Schoedl. O Órgão Especial estava obrigado a esperar a votação no Supremo Tribunal Federal que decidiria se esse promotor estava ou não excluído do Ministério Público. Trocado em miúdos: o Órgão especial do TJSP se lixa para a opinião pública e para o POVO, que o sustenta com a monstruosa carga de pesadíssimos impostos.
O Conselho Nacional de Justiça é dez mil vezes superior ao TJSP, pois o CNJ é um Tribunal Democrático, uma vez que, ali, os Juízes são transitórios, com mandato de dois anos, enquanto que, no TJSP, os Desembargadores são perenes, eternos, com mandato vitalício, o que faz desse Tribunal uma tirania, uma ditadura. Portanto, não tem moral esse Tribunal para se atrever a criticar o CNJ.
O Tribunal de Justiça mostrou ser tirânico e monstruoso, pois, se teve o descaramento, a audácia, a ousadia, a petulância, o atrevimento, de sair a público para esculhambar com a mais Alta Corte Correcional de Justiça do país, então está comprovado que jamais Cidadão algum, Advogado algum, poderá apresentar reclamações contra Juízes ou Desembargadores nesse Tribunal, sem ser esmigalhado.
O Bellocchi e o Malheiros, bem como os demais integrantes do Órgão Especial do TJSP, que leiam os comentários aqui no ConJur, e façam a contagem para ver quantos estão favoráveis a esse TJSP, e quantos estão favoráveis ao CNJ. Pela amostra, está provado o sentimento do POVO pelo TJ Paulista: NOJO.
Imagine se nós advogados agissemos desta forma quando nossos honorários são reduzidos ao grau de esmola pela segunda instancia?
O "mesmo pau que bate em Chico, bate em Francisco"
Deixemos a empáfia de lado, dignos julgadores, desçam de seus tamancos de causar inveja à mais perua das mulheres e julguem, ajam, sem se preocupar com que o CNJ está controlando: basta seguir a lei e os anseios da opinião pública que está cansada de ver tamanha mediocridade.
O CNJ não precisa conhecer o TJSP. Este é que precisa conhecer as leis e a Constituição que regem as instituições republicanas.
Faltou explicar, por exemplo, qual o fundamento legal do pagamento do auxílio-voto.
O caso não está encerrado, pois a inspeção a cargo da Corregedoria do CNJ ainda nem começou.
Aliás, alguém precisa avisar o CNJ que o auxílio-voto também existe nos colégios recursais dos Juizados Especiais.
Mas lembrando sempre que seja um Tribunal da maior capital brasileira, seja o Forum da menor cidade do país, deve haver transparência e respeito as leis, normas e regras, a atitude de ignorar por 3 vezes a solicitação do CNJ, por si só já demonstra a necessidade da correta ação do CNJ.
Carlos Rebouças
Elas continuariam ilegais mesmo que os juízes que as integram votassem de graça!
Fora isso, o nível dos julgamentos das tais câmaras formadas pelos juízes do mutirão são simplesmente horríveis, abaixo da crítica. Votos onde ficam claríssimas a falta de vivência, de experiência, de independência, confundem aplicação da lei com aplicação de justiça! Um tumulto técnico!
Que vergonha!!!
Comentários encerrados em 4/06/2009
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