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Caso Isabella

Juiz adia decisão sobre novo exame de DNA

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A Justiça de São Paulo adiou decisão sobre novo exame de DNA no sangue encontrado nas roupas e no carro de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá, acusados de matar Isabella Nardoni, filha de Alexandre. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (21/5) pelo juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri da Capital. O pedido foi feito pelo advogado Roberto Podval.

O juiz determinou que o material já periciado permaneça guardado pelo Instituto de Criminalística (IC) e pelo Instituto Médico-Legal (IML), para que, no momento oportuno, seja confrontado com os novos testes. Clique aqui para ler a decisão. 

No despacho, Maurício Fossen disse que é preciso ter cautela “antes de lançar uma grave acusação” contra os peritos. O magistrado se refere ao fato de a defesa do casal ter afirmado que o sangue usado para a análise não foi o do casal, pois o pai e a madrasta da menina não tinham recolhido sangue para o exame de DNA feito pela perícia.

A alegação da defesa toma por base o fato de as guias de recolhimento do sangue dos réus não terem sido achadas no IC e no IML, o que poria em dúvida o resultado e a idoneidade dos exames. Para o juiz, é necessário antes ouvir o que os peritos têm a dizer. Ele afirmou ainda não entender a pressa da defesa.

A alegação de Roberto Podval é de que o sangue examinado pelos peritos não era de seus clientes. "Eles não forneceram o material sanguíneo utilizado como parâmetro de confronto (exame de DNA) com as amostras coligidas no apartamento e nas roupas ali encontradas", afirmou o criminalista.

O defensor do casal Nardoni, acusado de atirar pela janela do prédio a menina Isabella, de cinco anos, em março do ano passado, tem por base a alegação da falta do termo de coleta de sangue no processo contra o casal. Também se apresentou cópia de declarações dos réus, afirmando que em nenhum momento os peritos retiraram sangue deles. Segundo Podval, apesar disso, o laudo constatou a coincidência do perfil genético dos materiais biológicos examinados, determinando que eles pertenciam à madrasta e ao pai de Isabella.

Notícia alterada às 22h de quinta-feira (21/5) para correção de informação.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 21 de maio de 2009, 20h49

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