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Impostos latinos

Brasil tem maior carga tributária do continente

A carga tributária no Brasil corresponde a 36% do PIB do País e é a maior da América Latina, segundo dados divulgados pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), instituição de pesquisa econômica da ONU para a América Latina. A pesquisa indica que, apesar da alta carga tributária ou em decorrência disso mesmo, a arrecadação de tributos do país é a que tem menor grau de risco diante da crise econômica mundial.

A pesquisa foi apresentada durante o Fórum da Europa e da América Latina, que termina nesta quarta-feira (20/5), em Montevidéu, Uruguai. No ranking dos países com maior carga tributária a Argentina, com 29%, aparece em segundo lugar e o Uruguai em terceiro (24%. Em último lugar, vem o Haiti, com carga tributária correspondente a 10% do PIB.

O estudo intitulado O Papel da Política Tributária diante da Crise Global: Consequências e Perspectivas, analisou 19 países da região e considerou dados de 2007.  Segundo os autores Juan Pablo Jiménez, da Divisão de Desenvolvimento Econômico da Cepal, e Juan Carlos Gómez Sabaini, consultor do organismo, os países que mais cobram impostos hoje são os "menos expostos" aos efeitos da crise econômica internacional. Eles fizeram uma comparação entre os efeitos macroeconômicos sobre a arrecadação fiscal.

A pesquisa caracteriza o Equador, Panamá, México e Bolívia como os mais expostos, "por sua alta dependência de receitas provenientes da exploração de recursos naturais", baixo nível de carga tributária e "peso significativo do imposto sobre importações nos recursos tributarios (com exceção do México). O Brasil está entre os países com menor exposição à crise, junto com Costa Rica, Uruguai, Nicarágua, Peru e Argentina.
 

Tabela Taxa de Exposição da Arrecadação Tributária diante da Crise Internacional - Jeferson Heroico

Revista Consultor Jurídico, 20 de maio de 2009, 16h44

Comentários de leitores

1 comentário

AOS DAS DITAS VARAS ESPECIALIZADAS

José R (Advogado Autônomo)

Os que são implacáveis com o empresariado brasileiro (que gera riquezas, cria empregos e abastece o Estado com recursos (impostos) advindos de sua atividade produtiva, não se "tocam" diante dessa extorsão praticada pelos sucessivos Governos tupiniquins?
Conservam-se punitivos, burocratas e insensíveis diante de um Estado extorsionário que vai esterelizando a cadeia produtiva, que não aguenta tantos impostos e sucumbe?
Patriotas, não?
Logo não seremos mais a última fronteira produtiva, industrial, agrícola e tecnológica (bom dia, EMBRAER), desta esquecida América do Sul de veias abertas (vejam Bolívia, Paraguai, Colômbia, Venezuela, Equador, Uruguai etc)...mas uma REPÚBLICA DOS HOLLERITHS", em que todos serão fiscais, repressores, "barnabés" etc. Comeremos, então, papel...Viva o Tio Sam que nos chama (e paga as despesas) periodicamente para ensinar a "repressão aos delitos econômicos" (Alô Dr. Morghentau, ou Morghental?).

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