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Triste partida

Morre em São Paulo Maria Aparecida de Almeida Melo

Faleceu em São Paulo neste domingo (10/5), aos 75 anos, a advogada e procuradora do Estado aposentada, Maria Aparecida de Almeida Melo. Irmã do ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello Filho, Cidinha, como era conhecida formou-se pela Escola de Direito do Largo São Francisco (USP), em 1966, tendo ingressado em seguida na Procuradoria-Geral do Estado, por concurso.

Seu corpo será velado em Tatuí, sua cidade natal, no Velório Municipal. O enterro está previsto para acontecer entre as 11h e as 12h. Internada há três semanas por conta de pneumonia dupla, Cidinha experimentou uma série de complicações que redundaram em falência múltipla dos órgãos. Seu coração parou às 13h18 deste domingo, para tristeza de seus amigos e familiares que acompanharam sua agonia nos últimos dias.

Ela passou seu 75º aniversário, no dia 24 de abril, em coma profundo, estado em que mergulhara três dias antes.

Cidinha atuou em órgãos estratégicos da Procuradoria-Geral do Estado, como a Assessoria Técnico-Legislativa do governo — onde se fazem os estudos que amparam os vetos e sanções assinados pelo governador. Esse cargo ela ocupou durante o governo Franco Montoro.

Na São Francisco, ela foi colega de turma de nomes igualmente respeitados como o falecido ministro Superior Tribunal de Justiça, Hélio Quaglia Barbosa e da professora Maria Sylvia Zanella di Pietro.

Celso e Cidinha foram os únicos filhos de José Celso de Mello e Maria Zenaide de Almeida Mello, os dois professores em Tatuí — carreira em que Cidinha se iniciou, até decidir-se pela Advocacia, no que foi seguida pelo irmão mais novo. Os dois mantiveram permanente e forte amizade, apoiando-se mutuamente.

Revista Consultor Jurídico, 10 de maio de 2009, 20h28

Comentários de leitores

1 comentário

A fragilidade humana deve ser fonte de intensa reflexão

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O passamento de todo ser humano, principalmente daqueles que estão próximos e são encarecidos, expõe com rudez a fragilidade que nos caracteriza, a insignificância da vida diante da eternidade da inexistência, e a rapidez implacável e atormentadora com que chegamos e nos despedimos.
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Diante do fenômeno maravilhoso que é a vida, e do desastre que é a morte, devemo-nos mergulhar em reflexões para entender melhor esse passeio terreno, nossos objetivos e a legitimidade que os ordena, nossas relações com nossos semelhantes. A complacência, a indulgência, a tolerância, a moderação, o despojamento material, entre outras coisas parece ser o caminho para alcançar aquilo que deveria ser nossa única preocupação: a felicidade.
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Mesmo sem ter conhecido a Dra. Maria Aparecida de Almeida Melo, presto à sua memória e a seu familiares meus sinceros sentimentos.
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Como diziam os antigos: “Mors certa, hora incerta. Sed omnes finis unus manet. Levius fit patientia quidquid corrigere est nefas. Memoriam sororis recte vivendo cole.”
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

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