Notícias
9 maio 2009
Dia de revolta
Presidente da Itália reclama de "indulgência" brasileira
O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, criticou, neste sábado (9/5), o Brasil e a França por não extraditar dois condenados pela Justiça italiana, Cesare Battisti e Marina Petrella, segundo o site G1. Napolitano reclamou do que chamou de "indulgência inexplicável" de França e Brasil ao não extraditar dois "terroristas condenados".
Giorgio Napolitano declarou que foi obrigado a chamar a atenção dos chefes de Estado de Brasil e França "pelo tratamento inexplicavelmente indulgente reservado a terroristas condenados por crimes de sangue e que fogem há muito tempo da Justiça italiana". "Espero que minha voz seja ouvida com ânimo de amizade", disse em discurso em dia de homenagens às vítimas do terrorismo.
O Ministério da Justiça brasileiro concedeu, em janeiro, refúgio político a Cesare Battisti, sob a justificativa de que ele sofre fundado temor de perseguição política em seu país. Battisti foi condenado em 1993 à prisão perpétua por quatro assassinatos. Ele se declara inocente.
A França informou, em outubro do ano passado, que Marina Petrella, ex-integrante das Brigadas Vermelhas, condenada em 1992 à prisão perpétua por homicídios, por integrar um grupo armado e por tentativa de homicídio e sequestro, não será extraditada por "razões humanitárias".
As duas decisões irritaram as famílias das vítimas dos "anos de chumbo", o período de violência política na Itália de 1969 a 1988, que deixou 415 mortos em quase 15 mil atentados.
Revista Consultor Jurídico, 9 de maio de 2009
Arquivo
Leia também: Textos relacionados
- 07/05/2009 Leia parecer da PGR contra a extradição do italiano Cesare Battisti
- 06/05/2009 Conheça os principais argumentos da defesa do italiano Cesare Battisti
- 22/04/2009 Condenação de Battisti na Itália viola processo legal, diz Barroso
- 14/04/2009 Luís Roberto Barroso assume defesa de Battisti no Supremo
- 07/04/2009 Defesa de Battisti diz que PGR errou ao se manifestar contra liberdade
- 06/04/2009 Procuradoria-geral da República opina pela prisão de Battisti
Comentários
Comentários de leitores: 1 comentário
la e cá
O que deve ficar marcado é o fato referente a grande dificuldade que a Italia colocou naquele caso da extradição do "calhordi" italiano naturalizado brasileiro chamado de Salvatore Cacciola. Lembro que não tivemos nenhuma colaboração da Italia que usava o argumento de que não poderia extradita-lo para o Brasil , tivemos que aguardar pacientemente por uma bobeada dele dando "um pulinho" em Monaco para ai sim , a Interpol colocar as mãos nele. Depois foi aquela complicadissima novela de papel pra la , papel pra ca que se arrastou por incontaveis meses ate que finalmente o meliante foi transferido de volta para a "grade" brasileira onde provavelmente deverá sair em breve em vista da eterna leniencia e compreensão de nosso judiciario com os abonados na carteira.
Gostaria apenas de perguntar como ficaria a situação se o caso fosse inverso e em vez de termos que aturar esse meliante internacional defendido por variados merdalhões , digo , "medalhões" , o caso fosse do Fernandinho Beira Mar fugindo do Brasil , capturado na Italia e o "komissario" tarso genro, notorio e insuportavel capacho petista ficasse esbravejando contra o governo italiano por não quererem por algum motivo devolver o meliante. Como é que ficaria? Boa pergunta para um domingão não acham????
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 17/05/2009.