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Gilmar Mendes diz que é alvo de um movimento organizado
e ninguem esta me pagandao pra isso
e ninguem esta me pagandao pra isso
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Eles estão doutrinando seus alunos para MUDAR A REALIDADE via notícia, ou seja, através da manipulação, do escamoteamento, das meias-verdades. Isto significa que os jornalistas, ainda bem que não são todos, se acham donos da verdade. Estes jornalistas contrariados incitam rebeliões, perseguem pessoas ou idéias. No caso o Ministro Gilmar Mendes os contrariou ao conceder "habeas corpus" ao Daniel Dantas.
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E mais ainda, ao dizer que o governo não deveria dar dinheiro ao MST, que é uma organização criminosa, o Ministro selou a sua sorte: contrariou os jornalistas doutrinados, os petralhas & cia.
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Quando o Ministro Gilmar Mendes não se calou com as agressões do Ministro Joaquim, respondendo à altura, foi considerado inimigo dos doutrinados e petralhas.
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Somando a tudo isso ele é um grande jurista, não é um pseudo poeta, é um grande conhecedor da nossa Carta Magna e das leis, portanto, há muita gente contrariada e nas aparições públicas há sempre alguém querendo incitar uma rebelião.
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Ele é um dos grandes homens desta nação!
Muitas dessas coisas são simples como saber que 2+2=4. Ocorre que diversas teorias do mundo jurídico foram elaboradas para explicar o porque em alguns casos existe a necessidade de se considerar como certo 2+2=5. E quando a "massa ignara" (para que ofender o povo?) não aceita essa imoral falta de lógica, são tidos como deficitários intelectuais. Porém, quem é mais ignorante: aquele que não conhece o Direito ou aquele que endeusa uma ciência que ignora a realidade?
Também não resta nenhuma dúvida de que a autoridade da mais alta corte do País "é inequívoca", mas isso não significa que algum de seus ministros o seja.
Outra inconsistência do argumento diz respeito ao que teria dito o Ministro Joaquim Barbosa sobre as ruas.
JB não disse que GM ou o STF deva decidir atendendo ao clamor popular, referiu-se à imagem do Presidente do STF que realmente "queimou o seu filme" perante a população. E isso principalmente porque GM não se importa sequer minimamente em ser simpático, pelo menos diante das câmeras.
Falta assessoria de comunicação no STF para dar um upgrade na imagem pública do Presidente que aparenta para as pessoas que quer planar acima do bem e do mal e pode tudo. Assim não dá. É óbvio que se ele insitir nisso somente encontrará ainda maior resistência por parte da sociedade.
Fica aqui como colaboração esta sugestão para que o Presidente do STF reflita que a sociedade ou as ruas, como prefirir, refletem uma resposta a partir do estímulo que é dado pelo Ministro Gilmar Mendes. Se o Ministro continuar a criar essas resistências, vai estar cada vez mais dificultando o trabalho do STF e prejudicando a imagem da Justiça, porque aqui no Brasil ninguém tem súditos, nem o STF.
Finalmente, o maior problema da Justiça brasileira não é a morosidade; é falta de isenção. Já em 2005 um relatório das Nações Unidas citava a falta de imparcialidade como o grande problema da Justiça no Brasil e é verdade.
A morosidade é conjuntural e a injustiça é estrutural.
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Ouvir a “voz das ruas” como propôs o Ministro Joaquim Barbosa não passa de um expediente amesquinhado, próprio da mediocridade brasileira, um meio para eximir-se da responsabilidade de proferir um julgamento com base em convicções próprias e esclarecido conhecimento técnico do sistema jurídico. Qualquer magistrado que julgar conforme a “voz das ruas” não necessitará de nenhum conhecimento jurídico, muito menos notório saber, um dos requisitos para ser Ministro do STF.
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A “voz das ruas” produziu as maiores injustiças jamais testemunhadas pelo homem na história de sua existência social. Quando menos, ocultou a responsabilidade intelectual de indivíduos que manipularam e induziram a opinião pública com inigualável mestria.
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O Ministro Gilmar Mendes é um gigante do conhecimento jurídico. Poucos ostentam um currículo tão rico. E provou ser um gigante como magistrado. Estrênuo, sereno, temperante, tolerante, mesmo recebendo críticas acerbas, manteve a sobriedade e o recato que sói caracterizar os homens que excelem no que fazem, pois não precisam demonstrar seu conhecimento, não precisam provar nada a ninguém. Basta empregarem-no nas suas atividades, no mister que lhes incumbe.
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(continua)...
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Já tive a oportunidade de demonstrar para os leigos e leguleios que a liminar concedida pelo Ministro Gilmar Mendes no caso do banqueiro Daniel Dantas foi um ato de pura e esmerada técnica. Se alguém errou naquele episódio, foram o juiz federal De Sanctis, o procurador da república de Grandis, o delegado federal Protógenes, que queriam fazer uma justiça sorrateira, que não se extrai dos compêndios postos pelo legislador e assegurada na Constituição Federal, cuja supremacia incumbe ao Ministro Gilmar Mendes e demais ministros do STF garantir.
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No entanto a mídia e alguns grupos de interesse que não têm a coragem de se mostrar insuflaram a massa ignara para que adotasse como seus os anelos dos seus condutores e tomasse a dianteira na perturbação da ordem e na tentativa de desestabilizar o sistema sob a conotação de uma aspiração popular.
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Embora numa democracia o poder se origine no povo, o sistema é construído para garantir os direitos das minorias, ou não haveria democracia, mas sim ditadura da maioria.
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O Ministro Joaquim Barbosa ao invocar a “voz das ruas” mostrou que sua estatura jurídica não passa de uma anã no confronto com o Ministro Gilmar Mendes, e que jamais terá coragem de decidir tecnicamente, quando a aplicação técnica da norma constitucional estiver em conflito com o clamor popular. É uma pena, pois é justamente nessas ocasiões que um ministro tem a oportunidade de exceler a exuberância do seu notório saber jurídico.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
Déficit intelectual ou déficit de legalidade? Que para se beneficiar do déficit de legalidade não precisa haver déficit intelectual, basta parecer que haja algum para desta torpeza sendo alegações vir tentar se beneficiar.
Vamos ouvir as vozes das ruas? Então fica valendo, na próxima vez que a ignara plebe de uma favela parar o trânsito, jogar pedras na polícia, incendiar ônibus por conta da morte de um traficante, vamos ouvir as vozes que ecoam das ruas e soltar os outros líderes locais puxando sua cana nos presídios.
A concluir, no caso do Ministro Tarso Genro houve uma confissão explícita, de voz própria, fazendo apologia da figura típica de um crime de responsabilidade, e a AJUFE, AMB, ANPR, MPR, e outros ficaram quietos como se não fosse uma Magistrada que foi desacreditada, destituído o poder de sua decisão não por revisão de instância judicial superior, mas por ato ilegítimo e notadamente ilícito.
Ao que parece enquanto a torpeza que é o sistemático desprezo pela legalidade vier a muitos beneficiar, as reações seram seletivas e sem nenhuma preocupação com a lógica, com a coerência lógica. Para quê? Chamem as emissoras de TV, apelem à passionalidade de um povo muito mal instruído, que agora vive uma felicidade da apologia da ignorância e analfabetismo funcional como virtudes, e então há quem se beneficie. A legalidade dá um tremendo trabalho e é perigosa, a exceção não vira a regra fácil e a regra não vira a exceção igualmente fácil.
http://www.conjur.com.br/2009
A notícia acima, onde a AJUFE e a AMB estavam, onde estava o MPF e a ANPR? Com estrelinhas petistas na lapela do terno ou tailleur? Para isso há bases jurídicas, Lei 1.079/50
Art. 12. São crimes contra o cumprimento das decisões judiciárias:
1 - impedir, por qualquer meio, o efeito dos atos, mandados ou decisões do Poder Judiciário;
2 - Recusar o cumprimento das decisões do Poder Judiciário no que depender do exercício das funções do Poder Executivo;
Em suma, cade a valentia da AMB, da AJUFE, da ANPR, do MPF? Aí não houve achincalhe à Magistratura?
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