NotÃcias
11 junho 2009
Súmula das algemas
Réu sem algemas tenta agredir juiz em julgamento
Um julgamento que seria feito na terça-feira (9/6), na 1ª Vara Criminal de Campos dos Goytacazes (RJ), quase acabou em agressão. O réu Fábio Roberto Martiniano, que estava sendo julgado por homicídio, tentou atacar o juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves com o microfone. Foram necessários cinco policiais para contê-lo. Martiniano estava sem algemas com base na Súmula 11, do Supremo Tribunal Federal. A súmula não proíbe o uso de algemas. Apenas prevê que elas somente serão usadas quando o acusado oferecer risco.
O juiz conta que o réu já chegou alterado ao Fórum e que os policiais responsáveis por sua custódia avisaram que seria melhor que ele fosse mantido algemado para evitar incidentes no julgamento. Diante da informação, o juiz conversou com a Defensoria Pública e disse que, se o réu causasse problemas, iria mantê-lo algemado, lavrando-se a informação em ata.
As defensoras públicas alegaram que Martiniano estava mais calmo e que só estava nervoso pelo julgamento no Tribunal do Júri. "Em razão disso, procurei o réu e disse que iria deixá-lo solto, ressaltando que eventual problema que causasse poderia ensejar o uso das algemas e que isso só iria prejudicar a ele próprio, ocasião em que o réu me assegurou que permaneceria quieto em Plenário e que não causaria problemas", conta o juiz Leonardo Grandmasson.
No início do julgamento, o réu já causou um embaraço, recusando-se a assinar o termo de depoimento dos policiais por não concordar com a versão deles. As oficiais de Justiça explicaram que a assinatura traduzia apenas a presença dele e que não significava aquiescência com o conteúdo. Martiniano começou a responder rispidamente ao juiz, que o advertiu diversas vezes, dizendo que se continuasse com aquela postura não poderia continuar. Ele disse que então não responderia a nenhuma outra pergunta.
O juiz estava transcrevendo para a ata os fatos de que Martiniano já tinha narrado quando percebeu que ele estava ficando alterado. O juiz ordenou que os policiais o algemassem. "Desta forma, no momento em que dei a ordem para que o réu fosse algemado, ele se levantou com o microfone na mão e partiu em minha direção como um louco, desferindo um golpe contra a minha pessoa, vindo a atingir a mesa por mim ocupada, quebrando o copo d'água e derrubando tudo, momento em que foi contido com muita dificuldade por nada menos do que cinco policiais", narrou o juiz.
Leonardo Grandmasson deu voz de prisão em flagrante ao réu por tentativa de lesão corporal e por dissolver o Conselho de Sentença, encerrando o julgamento. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.
Revista Consultor JurÃdico, 11 de junho de 2009
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Comentários
Comentários de leitores: 13 comentários
Porque não video conferência
Bom, estamos na era da informática, não era hora do STF dizer que os meliantes presos seriam mantidos nas cadeias (onde só oferecem perigo para quem ali trabalha, ou outro meliantes) e fazer as oitivas através de video-conferência?
Será que é pedir demais? Segurança é primordial.
Ou estou enganado, quando nosssos nobres deputados, ou senadores querem, ou é do interesse deles as leis são votadas quase que intantaneamente, mas quando é do interesse dos eleitores (há, porquê esta lei é de interesse dos eleitores sim) ai não tem pressa.
Ou seá que estou errado?
Se alguém acha que estou errado me corrija e eu ficarei extremamente agradecido.
E a polÃcia para quê?
tanto barulho por nada
é muito mais importante seguir os ensinamentos do Supremo e sua bondade, seu modo peculiar de ver o preso, pricipalmente se suas iniciais forem DD., do que se preocupar com o nariz de um juiz.
Afinal, ser juiz so precisa cursar 5 anos de direito, ralar para passar nos exames da Magistratura, de certo modo uma moleza, encarar varas distantes e agressivas. E o pobre do reu, injustiçado ao ser algemado, embora tenha matado a mãe, vale muito mais que o nariz do juiz.
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