Em 22 dias, Duprat colocou PGR a favor de gays, aborto e Marcha da Maconha

24/07/2009 19:58Lisete (Outros)Uma cidadã de verdade
É um alento descobrir uma cidadã que , no exercício de seu munus, tem coragem suficiente para expor-se e levantar temas que o Judiciário e parcela da sociedade cismam em esconder debaixo do tapete.
Direitos individuais não são temas alheios à CF. Deixá-los à sombra é propiciar que os cabeças de planilha continuem querendo que todos obedeçam as SUAS escolhas.
Grande mulher, grande procuradora, grande cidadã.
Não fossem as pessoas corajosas ainda viveríamos com os valores medievais, como parecem gostar alguns.
24/07/2009 19:57servidor (Funcionário público)Minorias x tolerância
É maravilhoso, por si só, o ambiente democrático, como no caso da República Federativa do Brasil, onde todos têm o seu espaço (devido), inclusive, as minorias. Tanto é assim que o constituinte assegurou-lhes o direito à iniciativa de lei (CR, art. 61, § 2°). Portanto, caso não se conformem com o ordenamento vigente, podem propor a sua alteração. O que não devem é agredir, odiar, não tolerar, aqueles que não se alinham com a sua forma de pensar ou de ser. Para certas minorias, ser ou agir diferente delas é "crime". E isso não é ser democrático, nem razoável, nem aqui, nem na Grécia Antiga.
Quanto ao comportamento da Procuradora "relâmpago", não foi digno do cargo que ocupou. Ela não atuou conforme previsto na Constituição, ou seja, não se comportou como deveria. Isso não deve passar impune. Ela, simplesmente, quis impor um posicionamento ou preferências pessoais. E a PGR não é o espaço apropriado para esse tipo de manifestação. Lamentável!
24/07/2009 09:52Pragmatista (Procurador do Estado)Diferença e tolerância
Citar Sócrates, Platão, Aristóteles ou outro filósofo grego não traz nada de útil ao debate. O contexto social e cultural em que produziram suas especulações teóricas torna suas idéias muito pouco proveitosas para este debate. Não estamos em Atenas; o centro cívico de nossas vidas não é a pólis; nossa sociedade tem muito mais do que 300 mil habitantes; a dinâmica das relações econômicas é muito mais intensa, etc. O argumento de autoridade é inútil.
Estabelecer uma cooperação social no mundo de hoje depende do reconhecimento de um fato que não pode ser contornado: o pluralismo, seja ele religioso, cultural, político, etc. E a democracia é o regime de governo próprio para sociedades plurais como a brasileira. Reconhecendo esse fato, a Constituição de 88 estabeleceu que o Estado brasileiro (a República Federativa do Brasil) não adota nenhuma concepção de boa vida, ou seja, de como as pessoas devem conduzir suas vidas. O que é boa vida? É levar uma vida casta e de sacrifícios ou é levar uma vida promíscua e de luxúria? A Constituição não decide isso por nós.
Uma sociedade homogênea, como querem alguns, além de impossível na prática, somente poderia ser atingida se esmagassem a nossa liberdade individual. Será que é possível alcançarmos estabilidade institucional com uma Constituição que tente ordenar uma sociedade homogênea? É pouco provável. Nós já vimos essa imagem antes. Já vimos onde esse discurso pode levar: a tirania.
É por isso que a Constituição se volta apenas aos CONSENSOS MÍNIMOS: os assuntos sobre os quais todos nós podemos concordar: a proteção da dignidade humana, dos direitos fundamentais, etc. Decidir como viver cabe a cada pessoa. Mas o preço que se paga é termos que conviver com a DIFERENÇA. E isso impõe a todos TOLERÂNCIA.
24/07/2009 09:23Maurício (Advogado Associado a Escritório - Criminal)Mulher Coragem
Parabéns a Dra. Duprat. Fez muito em pouco tempo.
Agora, os ideais nazi-facistas camuflados nas palavras de alguns comentarista, sinceramente, me dá náuseas.
24/07/2009 09:13Patricio Leal (Advogado Sócio de Escritório)Brilhante e Corajosa
Brilhante e notável a atuação da Procuradora! O MP, como fiscal da lei não tem só o condão de acusar, mas de garantir os direitos dos cidadãos. Temas polêmicos como o que ela teve coragem de abordar são questões dolorosas levantadas isoladamente, quase sempre sufocadas por uma parcela conservadora e retrógrada que, infelizmente, ainda é maioria dentre os que tem poder para mudar alguma coisa. A dor da família de um anencéfalo, sem qualquer perscpectiva de reversão do quadro não pode ser sufocada pela "moralidade" burra dos que condenam sem conhecimento de causa. Assim como qualquer tipo de segregação/preconceito em virtude da "opção" sexual ou livre manifestação do pensamento, no caso dos que acham que reprimir não é a saída pra lidar com o problema das drogas. A maioria machista e conservadora no poder, finalmente está dando lugar a democracia. Não é surpresa que a bandeira da luta contra repressão venha de uma mulher, eis que estas foram e continuam por tanto tempo vítimas de preconceito, opressão e, portanto, conhecedoras do quão nocivo isso é pra o cidadão, bem como para a construção de uma sociedade justa e igualitária. A matéria se mostra até tendenciosamente conservadora quando se refere a "pressa" da Procuradora. Ela tinha que fazer o que podia pra mudar o que estava a seu alcance eis que tinha, como teve, pouco tempo. Se dependesse dos "homens" que estão no poder, nada mudará a não ser pra perpetuar injustiças, resguardando interesses escusos sob o manto da "justiça". É deprimente levantar-se uma bandeira de defesa de direito funadamental pra livrar um poderoso criminoso e ao mesmo tempo suprimir direitos de parcelas sofridas da população sob o manto da "moralidade".
24/07/2009 09:11Patricio Leal (Advogado Sócio de Escritório)Brilhante e Corajosa
Brilhante e notável a atuação da Procuradora! O MP, como fiscal da lei não tem só o condão de acusar, mas de garantir os direitos dos cidadãos. Temas polêmicos como o que ela teve coragem de abordar são questões dolorosas levantadas isoladamente, quase sempre sufocadas por uma parcela conservadora e retrógrada que, infelizmente, ainda é maioria dentre os que tem poder para mudar alguma coisa. A dor da família de um anencéfalo, sem qualquer perscpectiva de reversão do quadro não pode ser sufocada pela "moralidade" burra dos que condenam sem conhecimento de causa. Assim como qualquer tipo de segregação/preconceito em virtude da "opção" sexual ou livre manifestação do pensamento, no caso dos que acham que reprimir não é a saída pra lidar com o problema das drogas. A maioria machista e conservadora no poder, finalmente está dando lugar a democracia. Não é surpresa que a bandeira da luta contra repressão venha de uma mulher, eis que estas foram e continuam por tanto tempo vítimas de preconceito, opressão e, portanto, conhecedoras do quão nocivo isso é pra o cidadão, bem como para a construção de uma sociedade justa e igualitária. A matéria se mostra até tendenciosamente conservadora quando se refere a "pressa" da Procuradora. Ela tinha que fazer o que podia pra mudar o que estava a seu alcance eis que tinha, como teve, pouco tempo. Se dependesse dos "homens" que estão no poder, nada mudará a não ser pra perpetuar injustiças, resguardando interesses escusos sob o manto da "justiça". É deprimente levantar-se uma bandeira de defesa de direito funadamental pra livrar um poderoso criminoso e ao mesmo tempo suprimir direitos de parcelas sofridas da população sob o manto da "moralidade".
24/07/2009 09:03Recel (Servidor)Um salto gigante para o Brasil
Se "moderninha" e "avançada" significar sensata, atualizada, consciente e inteligente, também quero ser moderninha e avançada. Triste ver pessoas como o Dr. Freisler, que enxergam cara ou coroa, preto ou branco e se prendem a preconceitos datados... Só falta colocar a boina e reclamar que neste país o que falta é ordem e disciplina. Ainda bem que para compensar existem as Débora Duprat.
Já tenho uma nova ídola.
24/07/2009 01:13Pragmatista (Procurador do Estado)Diferença e tolerância
Citar Sócrates, Platão, Aristóteles ou outro filósofo grego não traz nada de útil ao debate. O contexto social e cultural em que produziram suas especulações teóricas torna suas idéias muito pouco proveitosas para este debate. Não estamos em Atenas; o centro cívico de nossas vidas não é a pólis; nossa sociedade tem muito mais do que 300 mil habitantes; a dinâmica das relações econômicas é muito mais intensa, etc. O argumento de autoridade é inútil.
Estabelecer uma cooperação social no mundo de hoje depende do reconhecimento de um fato que não pode ser contornado: o pluralismo, seja ele religioso, cultural, político, etc. E a democracia é o regime de governo próprio para sociedades plurais como a brasileira. Reconhecendo esse fato, a Constituição de 88 estabeleceu que o Estado brasileiro (a República Federativa do Brasil) não adota nenhuma concepção de boa vida, ou seja, de como as pessoas devem conduzir suas vidas. O que é boa vida? É levar uma vida casta e de sacrifícios ou é levar uma vida promíscua e de luxúria? A Constituição não decide isso por nós.
Uma sociedade homogênea, como querem alguns, além de impossível na prática, somente poderia ser atingida se esmagassem a nossa liberdade individual. Será que é possível alcançarmos estabilidade institucional com uma Constituição que tente ordenar uma sociedade homogênea? É pouco provável. Nós já vimos essa imagem antes. Já vimos onde esse discurso pode levar: a tirania.
É por isso que a Constituição se volta apenas aos CONSENSOS MÍNIMOS: os assuntos sobre os quais todos nós podemos concordar: a proteção da dignidade humana, dos direitos fundamentais, etc. Decidir como viver cabe a cada pessoa. Mas o preço que se paga é termos que conviver com a DIFERENÇA. E isso impõe a todos TOLERÂNCIA.
24/07/2009 01:12Pragmatista (Procurador do Estado)Diferença e tolerância
Citar Sócrates, Platão, Aristóteles ou outro filósofo grego não traz nada de útil ao debate. O contexto social e cultural em que produziram suas especulações teóricas torna suas idéias muito pouco proveitosas para este debate. Não estamos em Atenas; o centro cívico de nossas vidas não é a pólis; nossa sociedade tem muito mais do que 300 mil habitantes; a dinâmica das relações econômicas é muito mais intensa, etc. O argumento de autoridade é inútil.
Estabelecer uma cooperação social no mundo de hoje depende do reconhecimento de um fato que não pode ser contornado: o pluralismo, seja ele religioso, cultural, político, etc. E a democracia é o regime de governo próprio para sociedades plurais como a brasileira. Reconhecendo esse fato, a Constituição de 88 estabeleceu que o Estado brasileiro (a República Federativa do Brasil) não adota nenhuma concepção de boa vida, ou seja, de como as pessoas devem conduzir suas vidas. O que é boa vida? É levar uma vida casta e de sacrifícios ou é levar uma vida promíscua e de luxúria? A Constituição não decide isso por nós.
Uma sociedade homogênea, como querem alguns, além de impossível na prática, somente poderia ser atingida se esmagassem a nossa liberdade individual. Será que é possível alcançarmos estabilidade institucional com uma Constituição que tente ordenar uma sociedade homogênea? É pouco provável. Nós já vimos essa imagem antes. Já vimos onde esse discurso pode levar: a tirania.
É por isso que a Constituição se volta apenas aos CONSENSOS MÍNIMOS: os assuntos sobre os quais todos nós podemos concordar: a proteção da dignidade humana, dos direitos fundamentais, etc. Decidir como viver cabe a cada pessoa. Mas o preço que se paga é termos que conviver com a DIFERENÇA. E isso impõe a todos TOLERÂNCIA.
23/07/2009 22:48Lucas Janusckiewicz Coletta (Advogado Autônomo)Estado tutelando o horrendo
Se depender desta bruxa e de tipos como ela o estado brasileiro estará tutelando tudo que tem de pior. Se a mulher quer matar seu filho então que faça sob as penas da lei natural, se dois pervertidos querem se unir como pseudofamilia, que se una, se querem fumar toda a maconha que fumem, agora não pode o advogado ou magistrado, Defensor da Ordem Juridica como dizia o Prof. Goffredo Telles Jr, defender e impor a desordem. Como brasileiro defenderei até a ultima gota de meu sangue o direito de as crianças nascerem, de a familia ser a instituição entre homem e mulher e sua prole e, quanto a maconha dispenso maiores comentários.
23/07/2009 22:18www.eyelegal.tk (Outros)A Lei do Cão
Até o advogado do diabo renunciou.
.
Fique de olhos bem abertos com o Senado e o Supremo Tribunal Federal para acompanhar as mudanças no Direito de (nova?) Família.
O lobby gay no Congresso e no STF com o apoio do Planalto e o que a Lei Maria da Penha tem a ver com tudo isso.
O que há por trás da posição da Igreja sobre o casamento gay?
.
Equipe eyeLegal
Rede Global de Direitos Civis
Pessoas comuns de todos os países podem ser membros.
http://www.eyelegal.tk
23/07/2009 21:33rodrigomesquita (Advogado Associado a Escritório - Eleitoral)MP de verdade
Talvez lhe falte compreensão das atribuições do MP delineadas no texto constitucional, sr. j.alvaro.
Ao que me consta, o Parquet tem por mister o zelo pelo ordenamento jurídico, e não pela moral e bons constumeos, sejam eles de quem forem: meus ou seus.
23/07/2009 19:50Republicano (Professor)parecer demorar onze anos
O MP é só estilingue, não é mesmo? Quando vai ser vidraça, heim? Quem fiscaliza o fiscal, como no caso de parecer demorar onze anos, ou aquele outro de cinco anos?
23/07/2009 19:37j.alvaro (Outros)Uma Vergonha
Além de meteórica, a passagem da sra. Duprat foi vergonhosa. Vergonhosa para os pais de familia. Vergonhosa para as entidades sérias que lutam contra o definhamento de jovens drogados. Vergonhosa para o MPF que sempre zelou pela moral e bons costumes. Isto só pode ser piada, e de muito mau gosto.
Que Deus nos ajude...
23/07/2009 18:57Upp (Advogado Assalariado - Criminal)Brilhante
Atuação meteórica e brilhante. Tanto que foi escolhida para Vice-PGR. Por tratar de temas polêmicos, é claro que parcela da população reacionária e desligada dos avanços sociais irá reclamar. Assim funciona a história. Mas, como fez questão de mostrar na ação acerca da liberdade de expressão, ela pode não concordar com o que é dito, mas morre pelo direito de outrem de dizê-lo.
23/07/2009 18:33Vinicius Dornelas (Estudante de Direito)Só pode ser piada !!!
Muito bom sr. Freisler.
Considerando que Roland Freisler foi um notório juiz e secretário de Estado da Alemanha Nazista, fico perplexo ao me deparar com as palavras do Dr. Freisler.
Pela ótica distorcida devemos chegar a conclusão de que o sr. ao deliberar pela escolha de tal "apelido" claramente faz apologia ao nazismo e assim deveria ser sumariamente processado e condenado por apologia ao crime.
O senhor deveria é agradecer a douta Procuradora, que neste caso, apenas está tentando garantir um direito fundamental, este mesmo que o sr. acabou de criticar que é a liberdade de expressão. Ou acha que tal direito só pode ser invocado de acordo com o que Vsa. Senhoria acha pertinente?
Parabéns pelo ilustre trabalho Dra. Debora. Sem dúvidas, um passo à frente para sepultarmos de vez esse falso moralismo que só prejudica e emperra o debate.
23/07/2009 17:38Roland Freisler (Advogado Autônomo)Platão
Fico com Platão: "Quando um povo, devorado pela sede de liberdade, tem por acaso dirigentes que lhe dão tanto quanto queiram até se embriagarem, acontece que, se os dirigentes resistem às reclamações cada vez mais exigentes, são chamados de tiranos. No meio de tal licença, nasce e se desenvolve uma má erva - a tirania". O filósofo, nada mais nada menos demonstra uma coompreensão extraordinária do comportamento coletivo. A liberdade sem limites leva à tirania.
23/07/2009 17:10Luís Alexandre Rassi (Advogado Sócio de Escritório)Incrível
Tão bom saber que têm pessoas ligadas em questões sociais e não populares. Não é só de ação penal que deve viver o Parquet. A agressão constante nos comentários é fruto de uma visão deturpada. Ninguém deixa de fumar machonha por ser proibido, ninguém deixa de fazer aborto em razão da Lei e é injusto o preconceito contra homossexuais. A sociedade precisa discutir todos os temas.
23/07/2009 16:54Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)Nova Era
O mundo, felizmente, não tem mais espaço para cabeças tacanhas contrárias a liberdade individual. Em pleno século XXI a atitude da procuradora da república Duprat é apenas um reflexo da Nova Era. Aceitem quem quiser,critiquem negativamente quem quiser. Essa é a beleza da livre liberdade de expressão. A Procuradoria Geral da República demonstrou absoluta independência de seus membros, assumida corajosamente pela Dra. Duprat que passa a limpo a história desse país levantando o tapete da hipocrisia moral de uns e outros. Ao bem da verdade, da pura verdade, aqueles que desencorajam a liberdade de escolha íntima e privativa da própria vida deveriam fazer uma autoreflexão sobre aspectos ligados a própria intimidade, talvez um tanto quanto reprimida. Quem muito fala das escolhas alheias, mostra-se como um espelho de suas falações....coisas do mundo antigo.
Parabéns Sra.Duprat. Corajosa pessoa, honrando a classe das mulheres e da Instituição que ocupa relevantíssimo cargo.
Otávio Augusto Rossi Vieira, 42
Advogado Criminal em São Paulo.
23/07/2009 16:42Roland Freisler (Advogado Autônomo)correção
"ato público EM FAVOR da legaslização das drogas".

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