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Marília Scriboni
Supremo converte ADPF sobre união homoafetiva em ADI
Seria instituir um apartheid reconhecer alguns ou todos os direitos do casamento aos casais gays, menos o direito de ter sua união chamada de casamento pelo estado, enquanto aos casais héteros é reconhecido esse direito. Estabelecer essa distinção seria tão odioso quanto não reconhecer o direito dos negros de se casarem, ou dos judeus, ou dos paulistas, ou de qualquer outro grupo de casais que em nada se difere dos demais.
Não existe diferença alguma entre casais gays e héteros, e não existe nenhuma justificativa racional para que haja qualquer diferença de tratamento entre casais gays e héteros pelo estado. O único argumento para tratar os gays de forma diferente é o ódio irracional.
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