Presidente do TJ-RS responde a críticas de presidente do TRF-3

7/07/2009 02:22Sandro Couto (Auditor Fiscal)Cidadão brasileiro
Que lindas palavras de nosso genuíno cidadão brasileiro, o Drº Rodolpho. Paulista e amante do Rio Grande do Sul e, me parece, de todo nosso grande país. Que beleza se todos fossem como este incrível poeta e advogado e grande cidadão desta Nação. Quanto à querela, assim como o Drº Rodolpho, só tenho a lamentar a posição irônica do presidente eleito do TRF-3 quanto ao fantástico alternativismo dos corajosos, ousados e inovadores magistrados do RS, que fazem o verdadeiro Direito Vivo, são efetivos agentes políticos que, com sua ação no dia-a-dia, criam polêmicas, debates e transformam nossa sociedade, fazendo com que avanços sejam alcançados. Parabéns à Justiça gaúcha.
5/07/2009 10:35rodolpho (Advogado Autônomo)EIA, QUE ME ESPALHO!
Não sou gaúcho, sou paulista, mas desde criança aprendi a amar o Rio Grande do Sul, sendo que meu primeiro contato com esse Estado foi através do Érico Veríssimo, que li de cabo a rabo, notadamente “O Tempo e o Vento”, e que reli e tornei a reler, ficando-me na mente, para sempre, a imagem de Eugenio e Olívia, em “Olhai os Lírios do Campo”, de Vasco e Clarissa, em “Clarissa” e “Música ao Longe”, e do inesquecível Capitão Rodrigo, com a eternamente apaixonada Bibiana.
Rio Grande, Rio Grande . . .
Fui lá, e conheci: Uruguaiana, São Borja, Dom Pedrito, Porto Alegre, Passo Fundo, Caxias do Sul, a Lagoa dos Patos, a Lagoa Mirim. Ah! Rio Grande do Sul, dos tempos de inverno do sul e ventania dos pampas.
O que esperar do Rio Grande do Sul, a não ser a coragem para pelear, na vanguarda? É da natureza, é do sangue, é da geografia!
Acho que só tem uma coisa de que gosto no Rio Grande do Sul: TUDO!
Quanto à tremenda polêmica, notadamente a levantada por comentaristas que falam muito sem dizer nada, que esbravejam e vociferam sem resultado algum, só vejo nisso uma luta de egos inflados.
Este espaço é público, e, portanto, manterei em segredo absoluto o meu apoio integral à nota expedida, aqui publicada, de lavra do Doutor Armínio José Abreu Lima da Rosa, Presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
5/07/2009 10:34rodolpho (Advogado Autônomo)EIA, QUE ME ESPALHO
(continuação)
E para epitáfio dos egos vociferantes que geraram as tremendas ofensas ao Rio Grande do Sul, deixo aqui um poema da minha lavra:
RECONSTRUÇÃO DO EU
Eu quis vender o meu Eu
Mas não surgiram compradores
E o meu Eu apodreceu no abandono
No lixo dos Eus descartados.
De posse dessa invisibilidade
Senti-me livre na totalidade
Da construção de uma nova essência
Cobiçada e facilmente vendável.
Notei que a provisoriedade
Aliada a mutabilidade
Criando mil aparições ambíguas
Aos olhos dos incautos compradores
Daria a mim o reinado da aparência
Garantidora de uma esplêndida existência
Num mercado adorador do descartável.
5/07/2009 02:26Carolaine ()é necessário analisar com reservas
O problema é querer misturar avanço, vanguarda com outras coisas.Com liberalismo que talvez não caiba em certas ocasiões.
5/07/2009 01:22Nado (Advogado Autônomo)O Rio Grande deturpou a idéia de avanço
O RS exagerou e partiu para o absurdo. Não por esta história de se separar. Para mim a globalização é uma agressão assim como o bairrismo. Que se separem os que quiserem, pois a sociedade já não serve para unir, mas apenas agrupa individualistas, egoístas e conformados consumistas. O RS exagerou foi na concepção do que seria vanguarda e passou a ferir os prinípios, os alicerces do Direito. Hoje, os vejo como lunáticos que, ao invés de contribuírem para uma evolução, tendem a impor a banalização que anula a dignidade humana, enquanto filosoficamente agasalhada no Direito para fazer surgir as garantias da cidadania. Há um bom tempo não ligo a mínima para as decisões gaúchas e nem as coleto mais. O RS deve questionar qual sociedade quer sem confundir liberdade com libertinagem. O desembargador trabalhista, ainda mais considerando que decisões trabalhistas tem mínimo impacto nas demais relações humanas, parece ser mais um gaúcho com o ego superafetado, porque devaneia como um alienado que não sabe que o resto do país perde cada vez mais o interesse pelo frio e distante Rio Grande do Sul, que nem é mais visto como um privilegiado, mas como um carente.

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