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Marília Scriboni
Para cada profissão, tem uma proposta de regulamentação no Congresso
As atividades ligadas a área de segurança (dever do Estado) que precisam mesmo ser regulamentadas ficam a mercê dos grupos corporativistas, que ficam cercando os parlamentares no congresso criando distorções legais.
O projeto de lei 1.759/2007 é um bom exemplo. Mesmo cheio de falhas (graves), o projeto poderá se tornar lei regulamentar a atividade de segurança eletrônica no Brasil. Mesmo diante das mensagens, das recomendações citadas no livro "Gestão de Condutas na Segurança Eletrônica" e dos gritos de alguns especialistas, o "trator" não pára e segue seu curso.
Com maior peso eleitoral, os vagabundos talvez tenham mais chances de obter sua carteirinha e receber o "Bolsa quadrilha", que seria um incentivo do governo para quem exercer a atividade de forma organizada...
Apenas, deve-se destacar que, no Brasil, ao contrário do resto do MUNDO, as PROFISSÕES, sim, serão todas regulamentadas.
No final, POUCOS SERÃO os PROFISSIONAIS, porque estaremos REPLETOS de OCUPAÇÕES!
E as OCUPAÇÕES levam às IMPROVISAÇÕES e à MARGINALIDADE FUNCIONAL!
Sim, porque é isso que estamos criando: MARGINAIS FUNCIONAIS.
Na MAGISTRATURA, a cada concurso reduzem-se os aprovados. Em contrapartida, a CADA DIA, aumenta o número dos ASSESSORES de MAGISTRADOS, que são aqueles que, de fato, ELABORAM as SENTENÇAS e, para tal mister, ANALISAM os AUTOS, DECIDEM osbre PROVAS e, enfim, executam o papel que os CÓDIGOS de PROCESSO tinham destinado aos MAGISTRADOS ou aos MINISTROS!
O que é muito engraçado e doloroso é que os CIDADÃOS buscam, no exterior, modelos de atividades, como é o caso do chamado PARALEGAL, e ao invés de deixarem que a atividade se desenvolva naturalmente, como ocorre no País em que surgiram, logo querem transformar a atividade numa PROFISSÃO.
Daí, logo aquela atividade, porque será sempre uma ATIVIDADE, que pode ser desempenhada por um ESTAGIÁRIO, por um RECÉM-FORMADO, por um BACHAREL, se transforma numa OCUPAÇÃO, e o exequente dela passa a ser um MARGINALIZADO, porque ele se "conforma" com a atividade e passa a ter, em caráter permanente a chamada OCUPAÇÃO.
Por que o BRASILEIRO não consegue entender que NÃO É ASSIM que se formam as PROFISSÕES e a DIGNIDADE HUMANA, supondo-se que só através dos IDEAIS PROFISSIONAIS livremente construídos, o HOMEM se transforma num CIDADÃO, pleno, pois, em sua DIGNIDADE?
Que tal deixarmos as atividades crescerem livremente?
Comentários encerrados em 12/07/2009
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