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Contas rastreadas

Operações financeiras suspeitas quase dobraram

O número de operações financeiras suspeitas de lavar dinheiro ou crimes correlatos quase dobrou em 2008 em relação ao ano anterior. Os dados são do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Fazenda, que revela terem sido rastreadas 44.817 operações suspeitas. Em 2007, não chegaram a 24 mil.. As informações são da Agência Brasil.

Em 2003, eram apenas 1.344 operações, com o suposto envolvimento de 3.271 pessoas. No ano passado, foram identificadas mais de 12 mil pessoas (físicas ou jurídicas) suspeitas de envolvimento com essas operações financeiras. O presidente do Coaf, Antonio Gustavo Rodrigues, explica que as operações suspeitas não configuram necessariamente um crime. De acordo com ele, elas apenas apontam a existência de movimentações de dinheiro que precisam ser investigadas. Para ele, o aumento do número de operações é resultado de melhorias na capacidade de rastreamento do órgão.

A pesquisa sobre operações suspeitas é incluída em relatórios. Em geral, estes são encaminhados, posteriormente, para a Polícia Federal e para o Ministério Público Federal. Em situações específicas, outros órgãos recebem os relatórios. É o caso também da Controladoria-Geral da União, quando envolve funcionário público.

Segundo o presidente do Coaf, as origens do dinheiro que entra, de forma suspeita, na legalidade no país, são as mais diversas. “No Brasil, a economia informal representa entre 40% e 50% [da economia], então a sonegação é um fator importante. Mas também têm corrupção e outros crimes contra a administração pública, tráfico de drogas, casos de seqüestro, crimes contra o sistema financeiro”, afirma Rodrigues.

Alguns relatórios do Coaf resultam em operações policiais e prisões dos suspeitos, caso da Operação Uniforme Fantasma. A partir de um relatório do Coaf, o Ministério Público Federal começou a investigar um suposto esquema de corrupção em prefeituras do interior do Rio de Janeiro. Mais de 20 pessoas foram presas, entre elas secretários municipais.

Revista Consultor Jurídico, 30 de janeiro de 2009, 21h30

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