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Marília Scriboni
Defesa de Cesare Battisti pede nova revogação de prisão no Supremo
Tudo isso prova o quanto o Tasso decidiu isoladamente, que seus parcos argumentos esbarram nos incisos acima, flagrantemente errônea atitude, deixando crer que não passou de ingerência ideológica e capricho petista.
Todos sabem que essa não é nem de longe o pensamento nacional, nem tampouco o do atual governo que embora vermelho. Quem acompanha o destrabalho que vem realizando esse ministro ao longo de sua permanência nesse governo, em diversos postos, dar para medir quão fraca vem sendo suas gestões. Acredito que embora o STF venha se posicionando politicamente, não dar para pensar que não enxergará a letra da lei, como o fez o MJ; com isso tenderá votar pela extradição.
Fabricio M Souza, é vendedor de ostras, na praia de Coqueirinho - PB
"Acho que a Europa não pode permitir que não se escute sua própria voz em apoio às razões de um Estado membro e em defesa de sua própria imagem", declarou Ronchi na carta.
"A recusa do Governo brasileiro de conceder a extradição ao terrorista Cesare Battisti é uma grave ofensa a nosso país. Acho, além disso, que o que representa é um ato inaceitável de desconfiança para as instituições européias", acrescenta.
E por que será? Por situações como esta que vemos aqui. O problema é que quando se contesta a condenação imposta por um Estado estrangeiro, não se está apenas discutindo a pena em si, mas sim a retidão de conduta do Estado que a preferiu. E quem é o Brasil para julgar a Justiça italiana? Somos a palmatória do mundo em questões politico-administrativas, em eficiência estatal, em retidão do Poder judiciário?
E nesse julgamento velado de regimes, optamos por duvidar da democracia italiana, mas aplaudimos Cuba como exemplo de liberdade. Negamos asilo aos lutadores de boxe, mas estamos de braços abertos para os acusados de assassinato, os ladrões de trens, os ditadores de países vizinhos e tantos outros cuja "capivara" daria inveja ao próprio Lúcifer.
O Brasil é o país da impunidade sem fronteiras. Aqui a não-justiça é democrática. Qualquer estrangeiro tem o mesmo direito que um brasileiro rico de não ser punido, seja qual for a gravidade de seu crime.
Depois reclamamos da nossa imagem lá fora. Ficamos ofendidos com "Os Simpsons" quando nos retratam como uma republiqueta bizarra.
Estou cansado de viver em um país que é visto pelo resto do mundo como o paraíso da criminalidade. Mas é o preço que o Estado brasileiro paga por ter como princípio a idolatria de leis que facilitam a impunidade. Enterramos nosso passado de vergonha em uma lei de anistia que colide com a visão de justiça do mundo. Depois criamos um sistema penal que, com a desculpa de proteger os inocentes, acaba por blindar não só o criminoso mas sim a própria criminalidade. Pensem bem: merecemos outra coisa que não a fama de paraíso do crime? Eu acho que não.
Além disso, ainda que os crimes que lhe são imputados sejam verdadeiros, tiveram motivação política e isso faz com se viabilize a possibilidade de concessão de asilo político, que tam na sua base o intuito de livrar o sujeito da perseguição interna que pode sofrer em sua terra natal.
Andará bem o STF se negar o pedido formulado pelo governo italiano, ainda mais agora, que tentaram encilhar o governo brasileiro com atitudes hostis que confundem alhos com bugalhos.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Diretor do Depto. de Prerrogativas da FADESP - Federação das Associações dos Advogados do Estado de São Paulo – Mestre em Direito pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
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