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Advogado assassinado

OAB pede ação da PF para encontrar autor do crime

A Ordem dos Advogados do Brasil quer que a Polícia Federal apure o assassinato de um advogado em Pernambuco. O presidente da OAB, Cezar Britto, pediu ao ministro da Justiça, Tarso Genro, a indicação de um delegado especial da PF para solucionar o caso. Membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PE, Manoel Bezerra Matos Neto, de 44 anos, foi morto em uma casa de veraneio na praia de Pitimbu (PB), por dois homens encapuzados. Eles entraram na casa onde o advogado estava com a família e atiraram várias vezes contra Manoel Bezerra.

"É lamentável que um profissional do Direito sofra uma violência tão grande. Vamos acompanhar de perto o caso, certos de que os assassinos e os possíveis mandantes do crime serão descobertos pela polícia", afirmou Britto. Ele garantiu que o crime não ficará impune. Britto pediu ao presidente da seccional pernambucana, Jayme Asfora, que fosse transmitida à família do advogado os pêsames de toda a advocacia brasileira.

Assessor do deputado federal Fernando Ferro (PT-PE), o advogado Manoel Bezerra, morava em Itambé (PE). Ele ficou sob proteção policial por um ano por ser um dos denunciantes do grupo de extermínio na cidade. Segundo o deputado federal, o advogado estava sofrendo ameaças de morte há vários meses.

Revista Consultor Jurídico, 25 de janeiro de 2009, 17h39

Comentários de leitores

2 comentários

OAB-SP

acdinamarco (Advogado Autônomo - Criminal)

A OAB deveria solicitar investigação para apurar os motivos que levaram o Conselho Seccional da OAB-SP a desobedecer o Provimento 102/2004, do Conselho Federal, e indicar um advogado sem condições legais, para a vaga do 5o. Constitucional.
acdinamarco@aasp.org.br

Presunção de inocência

Cananéles (Bacharel)

É bom lembrar ao Sr. Cezar Britto que não se pode chamar de "assassino" o respeitável cidadão que, supostamente, ceifou a vida do advogado Manuel Bezerra Matos Neto, pois tal açodamento fere de morte (agora, sim!) a democracia brasileira e o estado democrático de direito. Como bons profissionais do Direito, temos a obrigação legal de, no mínimo, aguardar o final do devido processo legal para que se façam tais afirmações, pois a dignidade humana do referido cidadão está acima dos anseios terrenos e justiceiros da OAB, mais ou menos como ocorre com o Daniel Dantas. Ah!, tem mais: é bom cuidar para evitar a exposição do cidadão quando da sua prisão cautelar.

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