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Recuperação judicial

Alcopan consegue recuperação judicial na Justiça

 A usina de álcool Alcopan — Álcool do Pantanal Ltda. — teve seu pedido de recuperação judicial aprovado pela Justiça. Como parte do Grupo Zulli, que acumula dívidas de mais de R$ 150 milhões, a usina entrou com pedido de recuperação judicial para tentar reestruturar as finanças do grupo. Para isto, está procurando novos investidores ou até mesmo a "desmobilização de seus ativos através da venda", disse o advogado Euclides Ribeiro, da ERS Consultoria e Advocacia, responsável pelo plano de reestruturação do grupo. As informações são da Agência Estado.

Localizada em Poconé, Mato Grosso, a 100 quilômetros de Cuiabá, a Alcopan tem capacidade de produção de 60 milhões de litros de álcool, mas na atual safra deverá produzir apenas 20 milhões de litros, de acordo com Ribeiro. "A falta de recursos deixou a empresa com capacidade ociosa", disse. O advogado informou que a dívida da usina soma R$ 60 milhões, mas o grupo Zulli tem débitos que totalizam R$ 150 milhões junto a bancos, factorings e outras empresas.

Ribeiro informou que a usina Alcopan é uma das 13 empresas do grupo que estão no pedido de recuperação judicial. Entre as empresas foram incluídas as fazendas dos cinco sócios. "Pela nova legislação o produtor rural passou a ser visto como empresário, então é possível pedir a recuperação judicial de uma fazenda", explica o advogado.

O patrimônio dos cinco sócios do Grupo Zulli soma R$ 130 milhões. No prazo de sessenta dias esses produtores apresentarão um plano de recuperação, com proposta de pagamento a todos os credores, e será iniciada então uma negociação coletiva, explicou o advogado.

Revista Consultor Jurídico, 20 de janeiro de 2009, 16h32

Comentários de leitores

2 comentários

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dinofarias (Advogado Autônomo - Criminal)

enviei um comentário há pouco tempo, alguns minutos, nao quero trocar o nome de identificacao. A divulgacao do comentário, caso aprovada, deve ser creditada a Edno Damascena de Farias, como de costume.
grato, edno.

Juiz de ms aplica LRJ considerando seu espírito e objetivo

dinofarias (Advogado Autônomo - Criminal)

Mais interessante que o deferimento de recuperacao judicial, sao as decisoes proferidas pelo Juizo de Maracaju/MS, que determinou, em acoes cautelares, que os credores e o SERASA se eximissem, inclusive, de lancar o nome da empresa em recuperacao, e de seus sócios, em entidades de controle de acesso ao crédito, mesmo com informaçoes de que a empresa se encontra em recuperaçao. Mais informacoes, consultar www.tjms.jus.br, comarca de maracaju, processos números 014.08.005285-5; 014.08.002551-3; 014.08.002550-5 e 014.08002068-6. Seria inportante os correspondentes/jornalistas da Conjur acompanhar o caso para melhor divulgaçao.
Edno

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