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Droga boliviana

PF prende acusados de tráfico internacional de droga

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19/1), uma operação batizada como Alfa na cidade de São José do Rio Preto, no interior paulista. A intenção é combater o tráfico de cocaína. De acordo com a PF, há “quatro organizações criminosas de tráfico internacional, notadamente a cocaína de origem boliviana”. Foram expedidos, pela Justiça Federal de São José do Rio Preto, 85 Mandados de Prisão Temporária e 89 Mandados de Busca e Apreensão, além de ordens para o seqüestro de bens móveis e imóveis e o bloqueio das contas correntes dos investigados em vários estados.

Foram apreendidos 903 quilos de cocaína em 16 flagrantes ocorridos em vários Estados. Também foram apreendidas metralhadoras, pistolas, revólveres, munições de diversos calibres, além de petrechos para secagem, mistura e embalagem de drogas.

Os policiais federais afirmam que a droga era trazida ao Brasil por meio aéreo e terrestre pela região de Cáceres (MT) e Corumbá (MS). A partir daí, a cocaína era distribuida para São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

A PF informa, ainda, que dentre os 47 presos “estão empresários das áreas de construção civil, turismo, comércio de automóveis, além de advogados”. Os presos responderão pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico de drogas, financiamento para o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas.

A PF afirma que as investigações iniciaram em abril de 2007. E que “levantamentos da PF em Brasília identificaram que traficantes do Mato Grosso estavam comercializando drogas com compradores da cidade de São José do Rio Preto. A partir daí, informações foram repassadas para a unidade da Polícia Federal na cidade, que de pronto instaurou inquérito policial que culminou com a expedição das ordens judiciais de prisões e buscas”.

Segundo relatório da Polícia Federal, o grupo era fatiado em quatro segmentos. “O primeiro grupo, cujos membros são da mesma família, utilizavam de uma empresa de construção civil sediada em Curvelândia (MT), que mantinha obras na região de San Matias, na Bolívia. A droga era ocultada nos veículos da firma para ingresso em território nacional. Uma vez de posse do entorpecente a organização deliberava pelo melhor momento para a revenda a seus associados que atuavam em vários Estados”, relata a PF.

O relatório diz ainda que o segundo grupo utilizava duas aeronaves, marca Cesna, modelo 210, para o transporte da cocaína da região de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para Mato Grosso e Goiás, onde o entorpecente era lançado em fazendas da organização. E, depois, eram feitas a revenda e a distribuição. O terceiro grupo, segundo a PF, atuava na região de Cáceres e comercializava a cocaína no estado de São Paulo. O quarto grupo adquiria cocaína em Porto Soares, na Bolívia, por Corumbá (MS), para revenda também em São Paulo, após processamento em laboratórios clandestinos identificados na região de Uchôa (SP), de acordo com as investigações.

Em São Paulo, estão sendo cumpridos mandados nas cidades de Colina, Guariba, Lavínia, Pracinha, Ribeirão Preto, Riolândia, Salto de Pirapora, São Carlos, Sumaré, Tanabi, Uchoa, Urupês, além de São José do Rio Preto. No Estado de Goiás, em Abadia de Goiás, Abadiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Britânia, Corumbaíba e Goiânia. Em Minas Gerais, as equipes de policias federais atuam em Contagem, Ituiutaba, Santa Vitória e Uberlândia. No Distrito Federal, as ações ocorrem em Taguatinga, Águas Claras, Gama e no plano piloto. Em Mato Grosso, há mandados sendo cumpridos em Barra do Garça, Cáceres, Cuiabá, Curvelândia, Porto Jofre, São José dos Quatro Marcos e Várzea Grande. Na Bahia, está sendo cumprido um Mandado de Busca e Apreensão em Salvador.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 19 de janeiro de 2009, 12h10

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