Notícias
16 janeiro 2009
Falta de compromisso
Advogado de ex-cirurgião plástico abandona defesa
O advogado Antônio Arantes de Paiva decidiu abandonar o caso do ex-cirurgião plástico Hosmany Ramos. Segundo o advogado, seu ex-cliente não cumpriu o compromisso que tinha com ele. Condenado a 43 anos de prisão pelos crimes de homicídio, sequestro, roubo e tráfico de drogas, o ex-cirurgião plástico estava cumprindo pena em regime semi-aberto. Após sair no Natal, Ramos não voltou à penitenciária e é considerado foragido. As informações são do G1.
“Ao conversar por telefone, ele havia dito que se entregaria ontem [quinta-feira]. Na quarta, porém, disse que não se entregaria mais”, afirmou o advogado. Segundo Paiva, o ex-cirurgião o induziu a erro.
Hosmany Ramos afirmou que a justificativa para não voltar à prisão é chamar a atenção para os problemas prisionais, como superlotação e más condições sanitárias. No início do mês, divulgou um manifesto sobre os problemas.
Para o advogado, seu ex-cliente já conseguiu atingir o objetivo. “Eu disse a ele: venha e se entregue. Você já denunciou, chamou a atenção”. Como Hosmany não se entregou, o advogado considerou o acordo descumprido e decidiu abandonar o caso. “O cliente tem de se submeter ao compromisso com o defensor”, observa.
O advogado afirmou, ainda, que já comunicou ao juiz sua saída e que, se houver algum problema com Hosmany Ramos, para que a Defensoria Pública fosse informada.
Ramos cumpria pena na Penitenciária de Valparaíso. Segundo ele, já foram cumpridos 26 anos. Como não voltou ao sistema na data certa, após o Natal, pode ser punido com o retorno ao regime fechado.
Revista Consultor Jurídico, 16 de janeiro de 2009
Comentários
Comentários de leitores: 1 comentário
Caso Hosmany.
Só falta agora dar férias aos presos no Dia das Crianças, Dia dos Namorados, Dia da Lavagem do Bonfim, dia de São João, etc. Como dizia o Stanislau Ponte Preta, "passarinho que come pedra sabe o que lhe advém". Quem comete um delito sabe o que lhe acontecerá (ou, pelo menos, deveria acontecer, se fosse um país sério, com uma "justiça" séria).
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 24/01/2009.