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Vaga de Obama

Governador de Illinois está a um passo de sofrer impeachment

A Assembleia do Estado de Illinois, nos Estados Unidos, aceitou nesta sexta-feira (9/1) o pedido de impeachment do governador Rod Blagojevich, acusado de negociar a cadeira do presidente eleito, Barack Obama, no Senado. Na votação, 114 deputados pediram o impeachment do governador. A decisão final está nas mãos do Senado estadual. Para o processo ser aceito, são necessários 60 votos. Apenas um voto foi declarado contra.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, os membros da Assembleia encontraram evidências de abuso de poder, incluindo violação de regras do estado e adoção de programas sem autorização do Legislativo.

O escândalo em torno de Blagojevich começou em 9 de dezembro com a divulgação de grampos telefônicos do FBI. Os agentes apresentaram provas que o governador pressionou para a elaboração de uma “campanha de contribuição” para a vaga no Senado.

As acusações apresentadas nesta sexta incluem que Blagojevich tentou expandir um programa de saúde sem autorização, para oferecer emprego a possíveis aliados. Ele também teria feito gastos milionários em um programa de vacinas.

De acordo com a Folha, Blagojevich criticou a decisão e disse que espera reverter o resultado no Senado. No entanto, o governador não apresentou nenhuma alegação à Assembleia e aos agentes federais. “O silêncio dele é um modo de se defender”, analisou a democrata Barbara Flynn Currie.

Indicação

Roland Burris, 71, indicado por Blagojevich para ocupar a cadeira de senador, não foi aceito. No entanto, nesta quinta-feira (8/1), senadores democratas saíram de uma reunião abertos à possibilidade de Burris assumir a cadeira.

Na última terça-feira (6/1), Burris tentou participar da primeira sessão do ano, mas foi impedido. Burris é ex-procurador por Illinois. Caso seja empossado, será o único negro na Casa — antes, o ‘título’ pertencia a Obama que, em 20 de janeiro próximo, será o primeiro negro a assumir a presidência dos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 9 de janeiro de 2009, 17h28

Comentários de leitores

1 comentário

Não podia mesmo ser no Brasil

J.Henrique (Funcionário público)

Antes de clicar na matéria, pensei 'Deixa eu ver que "um passo" é esse em se tratando do Brasil'. Lógico que não era daqui que a notícia se refere pois se fosse só lá pra 2015, vários anos após o término do mandato, é que alguma decisão seria tomada.

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