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Faixa de Gaza

Guerra só acaba com criação do Estado da Palestina, diz ativista

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O Hamas é um grupo de resistência que existe porque os palestinos não têm governo, armas, segurança e direitos. Por isso, o histórico conflito com Israel somente acabará quando o povo palestino conseguir o reconhecimento legal de seu Estado. É o que pensa o analista político Husam Bajis, diretor-executivo do Comitê Brasileiro de Interesse Nacional Palestino. “A Faixa de Gaza não tem nenhuma autonomia jurídica e social. Só um governo de unidade dará dignidade a todos os palestinos”, afirma o palestino que mora nos Estados Unidos.

Segundo Bajis, o grupo que comanda a Faixa da Gaza não pratica terrorismo. “Por não ter um governo e um exército, os palestinos não têm proteção. Antes jogavam pedras, agora o Hamas solta foguetes como resistência. É única forma de se defender de Israel”, diz. Para ele, Israel tenta colonizar os territórios palestinos, violando o artigo 49 da 4ª Convenção de Genebra, que proíbe a anexação de territórios por força.

Ele argumenta que o baixo número de israelenses mortos com os foguetes mostra que os atos do Hamas não são terroristas, mas uma atitude de oposição. Dados da ONG Israel Project revelam que, desde 2003, mais de 10 mil foguetes foram lançados no sul de Israel, causado a morte de 28 pessoas.

O analista diz que Israel comete crime de guerra na atual ofensiva, que dura 13 dias e já matou mais de 700 palestinos e 10 israelenses. “Como um país pode atacar um povo que nem exército tem? Isso é um crime de guerra”, afirma. Segundo Bajis, para Israel é interessante mostrar o Hamas como um grupo terrorista para os outros países, já que assim pode justificar seus ataques.

Bajis diz defender a paz. “É preciso um acordo para parar a guerra. Quem está sofrendo com essa situação são mulheres e crianças, que não têm poder para falar.” O analista entende que não adianta acabar com o Hamas. “Se Hamas é eliminado, aparece outro grupo”, avalia. Bajis defende a unidade dos palestinos. “O mundo vai defender a Palestina apenas quando os palestinos demonstrarem união”, conta.

Para o analista, Barack Obama, que assume a Presidência dos Estados Unidos este mês, não ajudará a mudar a situação. “Eles têm muitos problemas na economia. Não vão fazer coisas diferentes”, explica.

Bajis acredita que o Brasil pode ter papel de destaque neste conflito, lembrando que o país defende tanto a legalidade da Organização para Libertação da Palestina quanto da Autoridade Nacional Palestina. Por isso, o comitê que dirige defende a entrada do país no Conselho de Segurança da ONU. “O Brasil é um exemplo de país onde a convivência entre árabes e judeus é pacífica”, afirma o palestino.


 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 8 de janeiro de 2009, 19h22

Comentários de leitores

45 comentários

Israel não terá paz...

Mig77 (Publicitário)

Vi no fantástico de domingo11/01/09 um frangote de nome Bruno, não sei o sobrenome, em Israel, dizendo que não foi lá para lavar pratos...Entendi que queria matar crianças palestinas, como os seus donos fazem.É mais um carinha de cabeça feita pela vagabunda"mais a direitinha" sionista que pegam suas crianças e deixam como esse Bruno.Garoto, vc não impressionou, achei até que foi ridículo, pois acho que o que te ensinaram não terá nenhum valor para vc usar como ser humano, como homem ou como cidadão.Puseram vc lá, prá fazer "bonitinho" para seus pais, parentes e arredores.Se um dia o poder estiver de outro lado, quero ver o frangote ir no front...

(Continuação) Imagine-se um soldado em sua c...

Jaderbal (Advogado Autônomo)

(Continuação) Imagine-se um soldado em sua coluna de tanques entrando num lugar desses. Transpira-se ódio ali. Mesmo estando muitíssimo bem armado, escoltado por uma coluna de tanques, passando pela terra arrasada... Deve dar um frio na barriga... De repente algo. O quê? Ali, um tiro, uma explosão... É muito fácil errar. Dizer que é proposital é algo que demanda provas. E mais, para ser imputado ao Estado, deve ser algo sistemático; algo que vem de cima, do comando. O que me parece muito mais fácil de verificar e a história mostrará a verdade, é se os israelenses estão usando bomba de fósforo. Eu nunca vi aquelas bombas que estão sendo mostradas na TV que se fragmentam em um espetáculo pirotécnico sinistro e caem até explodirem de forma não muito convencional. Além disso há relatos de médicos que afirmaram haver ferimentos atípicos atribuídos aos efeitos de tais artefatos. Isso sim, é uma “pega” para condenar Israel. A comprovação do uso de armas extremamente cruéis e banidas por convenções internacionais. Do ponto de vista jurídico, temos que ver se Israel aderiu a tais convenções. De qualquer modo, são moralmente injustificáveis.

Sunda e outros: não adianta repetir argumentos....

Jaderbal (Advogado Autônomo)

Sunda e outros: não adianta repetir argumentos. Tem gente que não é capaz de compreendê-los. Repare que muitos não contra-argumentam aquele de quem discordam. Limitam-se a repetir fatos notórios, sem encadeá-los logicamente. Ou soltam brados de indignação, rotulando tudo. Devem ser excelentes advogados. Quanto à morte de civis, crianças, bombas em escolas, comboios humanitários, a questão central é: Israel atacou de propósito? Quem responder a esta pergunta, deve ter um argumento verossímil. O efeito colateral de combates em um território com altíssima densidade populacional é muito mais do que algo previsível; é algo inevitável. Um lugar onde há milhares de pessoas que se dizem soldados de uma Jihad, “Guerra Santa”; um lugar onde milhares de pessoas já perderam tudo: mulheres que perderam filhos, maridos e casas; homens que perderam emprego, esperança, um irmão, uma família inteira.

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