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Mercado de grampo

Nove pessoas são presas por vender sigilo bancário e telefônico

Nove pessoas acusadas de integrar um esquema de venda ilegal de grampos telefônicos e de sigilos bancários foram presas, nesta quarta-feira em São Paulo. Entre os presos estão detetives particulares, funcionários de bancos e de operadoras de telefonia. Policiais também são suspeitos de participar do esquema. O grupo forjava autorizações judiciais de quebra de sigilo telefônico que eram enviadas às operadoras e depois vendiam as escutas e os dados.

Entre as vítimas da quadrilha estão pelo menos 100 pessoas, como empresários, maridos e mulheres suspeitos de infidelidade e políticos. Nesse último caso está o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, José Anibal (SP), informa a Folha de S.Paulo.

De acordo com a Polícia Civil, detetives particulares conseguiam quebrar o sigilo bancário e telefônico das pessoas com a ajuda de funcionários de bancos e de operadoras de telefonia. Para conseguir essas informações, eles pagavam comissões que variavam de R$ 200 a R$ 2 mil.

“O cliente contatava o detetive, que conseguia dados com funcionários de bancos e de operadoras de telefonia para depois revendê-los", disse o delegado Ruy Ferraz Fontes, da divisão de roubo a banco do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado).

Investigação

Segundo a polícia, as investigações começaram em 2004 com a suspeita de fraude nos ofícios de quebra de sigilo telefônico enviados para as operadoras de telefonia. “Descobrimos duas grandes redes principalmente formadas por detetives particulares, que comandavam o esquema", disse o delegado à Folha.

A Polícia Civil informou que há suspeita de que policiais teriam "forjado" as determinações judiciais enviadas para as operadoras de telefonia. Os policiais suspeitos não foram presos. Eles vão ser investigados pela Corregedoria.


Revista Consultor Jurídico, 7 de janeiro de 2009, 19h26

Comentários de leitores

6 comentários

Prender é bem facil, dificil é manter preso est...

Dr. Marcelo Galvão SJCampos/SP - www.marcelogalvao.com.br (Advogado Sócio de Escritório)

Prender é bem facil, dificil é manter preso estes quadrilheiros...

"Parabéns a polícia civil que agiu hábilmente d...

futuka (Consultor)

"Parabéns a polícia civil que agiu hábilmente demonstrando inclusive que usaram todo esse tempo a sua estrutura profissional em investigações,, enfim e agora apresentaram a sociedade através da mídia que apanhou um monte de bandidos quadrilheiros!" .."Segundo a polícia, as investigações começaram em 2004".. Que eficiência!..já estou acostumado a ouvir o inimaginável da mídia, mais eu espero que haja um grande dicernimento por parte das autoridades constituidas que sejam ou estejam responsáveis pelo 'caso' em questão e respeitem a categoria profissional dos detetives particulares, não são todos que trabalham na ilegalidade ou fora dos padrões e conceitos éticos sociais. "É um crime e sou totalmente contra a invasão de privacidade, no entanto respeito todos os profissionais de classe que trabalham dentro da lei, seja êle público ou privado"

enquanto se discuti os grampos telefônicos( coi...

Gabriel (Estudante de Direito)

enquanto se discuti os grampos telefônicos( coisa que quem tem vida transparente não se preocupa), abstrai-se todas as fraudes finaceiras e corrupções.

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