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Imagem do Judiciário

Para brasileiro, Justiça é lenta, cara e parcial

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A Justiça, além de lenta e cara, se deixa influenciar pela imprensa, empresários e políticos e beneficia alguns setores. Esta é a imagem do Judiciário desenhada por 1,2 mil brasileiros entrevistados pela FGV de 9 a 11 de fevereiro. Apesar dessas características, 80% ainda acham que vale a pena procurar o Judiciário e 67% confiam nos juízes.

A aparente contradição pode ser explicada pelo fato de que apenas 16% conhecem bem o funcionamento da instituição. Dos entrevistados, 36% não conhecem ou só ouviram falar sobre como funciona a Justiça brasileira. O restante conhece mais ou menos.

Os números foram apresentados por Joaquim Falcão, membro do Conselho Nacional de Justiça, durante o 2º Encontro Nacional do Judiciário, que aconteceu em Belo Horizonte no início da semanae teve a presença de ministros, desembargadores e juízes. De acordo com a pesquisa, o CNJ não está entre as instituições mais conhecidas pela população brasileira: 76% só conhecem de ouvir falar ou desconhecem completamente.

A lentidão da Justiça foi a característica mais citada pelos entrevistados: 88%. Em seguida, os altos custos para seguir com uma ação judicial (78%), a falta de imparcialidade (69%) e a influência sofrida pelos juízes na hora de decidir (63%).

Entre as instituições que inspiram mais confiança nos brasileiros, o Judiciário se encontra em 9º lugar, depois das Forças Armadas, da escola, Polícia Federal, Igreja Católica, Ministério Público, imprensa, sindicato de trabalhadores e governo federal. Os juízes são respeitados por 67% dos entrevistados. Os juízes estão em quinto lugar na lista de profissionais em que a população mais confia. À frente deles, encontram-se professores, policiais federais, promotores de Justiça e o presidente da República. Os advogados aparecem na 12ª colocação.

INSTITUIÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO QUE TEM A MELHOR ATUAÇÃO (%) (ESTIMULADA) - Jeferson Heroico

A atuação da Justiça do Trabalho é a que mais agrada a população, com voto de 41% dos entrevistados. A Justiça Estadual, que de acordo com dados do CNJ apresenta 74% de congestionamento, é a que menos agrada. Aparece depois dos Juizados Especiais, Justiça Federal, tribunais superiores, Justiça Eleitoral e Militar.

Uso do Judiciário

A FGV perguntou aos entrevistados o que costumam fazer quando sentem que seus direitos foram desrespeitados. Quase metade, 43%, respondeu que procura por conta própria uma solução amigável, principalmente a população que tem renda familiar de dois a cinco salários mínimos (R$ 920 a R$ 2,3 mil).

Apenas 11% recorrem aos advogados, 10% à Justiça — especialmente entre os que ganham mais de cinco salários mínimos — e 9% à Igreja. Os demais se dividem entre as opções: procurar a polícia, deixar para lá, pedir um defensor público ou usar a força.

Das pessoas que recorreram à Justiça nos últimos cinco anos, 46% se sentiram satisfeitas com a resposta recebida e 23% ficaram insatisfeitos.

Violência

A pesquisa também quis saber quais as ações mais eficazes no combate à violência. A maior parte (58%) acredita que a criação de leis mais rigorosas pode ajudar. A solução do problema, de acordo com 48% dos entrevistados, também passa por uma Justiça mais ágil e pelo aumento do número de policiais nas ruas (43%). A soma é maior de 100% porque cada um pode apresentar mais de uma resposta.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 22 de fevereiro de 2009, 3h54

Comentários de leitores

19 comentários

Soluções

A (Funcionário público)

A percepção da sociedade em relação ao judiciário é essa mesmo, o que é necessário é exigir das autoridades responsáveis são as soluções para uma justiça mais célere.
O poder legislativo poderia alterar a legislação proc. para torná-la mais célere, e aumentar o rigor na progressão penal.
O executivo poderia liberar as verbas dos orçamento do judiciário e repassar integralmente as custas judiciais ao judiciário, estimular a conciliação pré processual, além de estruturar as defensorias públicas, para que todos os cidadãos tenham acessoa aos tribunais superiores.
E o judiciário deveria elaborar metas de produtividade como critério de promoção por merecimento, e no processo seletivo observar além do saber jurídico, a praticidade e agilidade do candidato para dar bom andamento em seu trabalho (através de profissionais qualificados para esta seleção). Isto porque candidatos muito perfeccionistas não dão conta do grande número de feitos das varas judiciais do país.
Portanto, não basta por somente a culpa da morosidade da justiça no juiz, que pelas diversas pesquisas realizadas é um dos magistrados que mais trabalha no mundo, haja vista, o STF que julgou mais de 100.000 casos no mesmo ano em que a Suprema Corte americana julgou 100 casos.

“O retardamento da justiça é injustiça.” Landor

Edu BCS (Consultor)

Nós vítimas da morosidade e da procrastinação dos processos no judiciário estamos cidadãos órfãos de justiça.
Numa desapropriação iniciada em janeiro de 1983 e transitada em julgado em abril de 1997. Portanto, processo com 26 (vinte e seis anos) e 12 (doze anos) do TRANSITO EM JULGADO neste ano de 2009.
Petições no processo são muitas, queixas feitas à Ouvidoria e à Corregedoria do Tribunal de Justiça da Bahia, também. E nada adianta.
Representamos junto ao CNJ - Conselho Nacional de Justiça através do PROCESSO nº 200810000029470(processo eletrônico) em 15 de outubro de 2008 e estamos aguardando JUSTIÇA.
Quando o CNJ, STF, STJ ou os MEMBROS do Judiciário forem céleres e julgarem respaldados na legislação vigente, e quando não houver legislação julgarem com bom censo, nós os cidadãos estaremos tendo JUSTIÇA.

EU POSSO TUDO

não (Advogado Autônomo)

A JUSTIÇA NÃO É CARA NÃO, É INTOCAVEL, QUASE UM IMPERIO, CONTRA ELA NIGUEM PODE, AFINAL,PODE-SE TUDO. E, SE NÃO PODE SER A FAVOR, POR FAVOR NÃO SEJA CONTRA.

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