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Demora na investigação

Acusado de mandar matar freira é libertado

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região aceitou o pedido de liberdade do fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão. Ele é acusado de mandar matar a missionária americana Dorothy Stang e estava preso desde dezembro de 2008, por grilagem e estelionato por apropriação de terras públicas. A decisão é desta segunda-feira (16/2).

O principal fator levado em consideração pela 3ª Turma do TRF-1 na decisão foi o extenso prazo para a conclusão do inquérito policial, de acordo com a Agência Brasil. Com a decisão, Taradão vai aguardar em liberdade o fim das investigações, que deve acontecer em 60 dias.

O processo ainda será encaminhado para Procuradoria Regional da República da 1ª Região para que um procurador analise a possibilidade de entrar com um recurso contra a decisão.

Em 2006, o Galvão conseguiu Habeas Corpus no Supremo Tribunal Federal depois de ficar preso por mais de um ano pela morte da missionária. Ele responde ainda a outras ações por acusação de trabalho escravo, crimes ambientais e fraudes contra a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

Dorothy Stang, 73 anos, freira catolica nascida nos Estados Unidos e naturalizada brasileira, foi assassinada em fevereiro de 2005, em Anapu, no sul do Pará. A morte se deu num contexto de conflito de terras que opunha de um lado trabalhadores e pequenos produtores rurais que participavam de um projeto de assentamento agro-ecológico comanddo pela  freira, e de outro fazendeiros e madeireiros com interesse na região.

Rayfran das Neves e Clodoaldo Batista, os dois pistoleiros acusados de executar o crime, foram condenados a 27 anos e a 18 anos de prisão, respectivamente. O fazendeiro Amair Fajoli, que confessou ter pago R$ 50 mil aos pistoleiros para matar a freira, também foi condenado a 18 anos de prisão. Em seu julgamento ele acusou os fazendeiros Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, e Regivaldo Galvão, o Taradão, de serem os mandantes do crime.

 

Revista Consultor Jurídico, 17 de fevereiro de 2009, 8h07

Comentários de leitores

4 comentários

sem novidades no front

hammer eduardo (Consultor)

Infelizmente enquanto a nossa justiça??????continuar funcionando nesta criminosa e lenta velocidade , o crime continuará a valer a pena, aqui temos mais um exemplo bem acabado disso sem margem a discussões adicionais.

Isso é o Brasil!

Ricardo (Auditor Fiscal)

Quem sabe daqui a uns 20 anos, quando tudo transitar em julgado, esse sujeito vai passar uns tempos na cadeia.
E assim vai...

Presos !!!

Marcelo Bona (Outros)

Nesta terra de ninguém só vai preso ladrão de galinhas e a pessoa que foi assassinada!
Pois jogam-na numa cova com terra em cima do caixão e dali não sai mesmo!

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