NotÃcias
16 fevereiro 2009
Grau de credibilidade
População confia mais em promotores que em juÃzes
Pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas, apresentada pelo conselheiro Joaquim Falcão, do Conselho Nacional de Justiça, revela que a sociedade reconhece a importância do Judiciário, mas quer agilidade. A pesquisa foi apresentada para os presidentes dos Tribunais de todo o país, no 2º Encontro Nacional do Judiciário, em Belo Horizonte.

A pesquisa de opinião, feita com 1.200 entrevistados, mostra o Judiciário está em 9º lugar entre 17 instituições no índice de confiança. Em relação à confiança em profissionais, os juízes ficam em quinto lugar. A pesquisa revela que em primeiro estão os professores, em segundo, os policiais federais, em terceiro, promotores de Justiça, em quarto, o presidente da República.
Segundo o conselheiro, apesar de 80% achar que vale a pena procurar o Judiciário, o principal problema apontado é a falta de agilidade. Para Falcão, agilidade, acesso ao Judiciário, conciliação, criança e adolescentes devem ser as prioridades. Quando a sociedade pede leis que limitem recursos ou mais conciliação, acredita Falcão, é porque querer uma Justiça ágil.
“O Judiciário é pouco conhecido”, afirmou o conselheiro Joaquim Falcão. Segundo a pesquisa da FGV, 36% conhece o Judiciário de “ouvir falar” ou não conhece. Uma questão colocada por Falcão é como os Tribunais e a prestação jurisdicional podem ser mais conhecidos. Dos que conhecem o Judiciário, citaram a Justiça do Trabalho, Eleitoral e Juizados. Quanto ao CNJ, 76% não conhece. Dos que conhecem, a maioria considera ótimo.
Joaquim Falcão afirmou que, apesar de o país discutir as reformas políticas e previdenciárias, a única que começou a ser feita é do Judiciário. O resultado, diz, é que a maioria está satisfeita com o Judiciário. Segundo o conselheiro, a pesquisa revela que a Justiça está melhor e que vale a pena procurar o Judiciário. Ele lembra que quanto mais funciona, mais demanda apresenta. “Isso é crescimento, importância, poder. Poder legítimo é aceitação e efetividade”, afirma. Sem um Judiciário “forte, poderoso e efetivo”, entende Falcão, não há democracia. Para o conselheiro, a proposta é a aceitação do Judiciário pela sociedade. “Se Judiciário não for aceito, o caminho será mais longo”, afirma.
Marina Ito é correspondente da Consultor JurÃdico no Rio de Janeiro.
Revista Consultor JurÃdico, 16 de fevereiro de 2009
Comentários
Comentários de leitores: 23 comentários
Dura realidade
Alegar a contrário senso, que no judiciário não há profissionais competentes e interessados não condiz com a realidade, haja vista, a dificuldade de se passar nos concursos e nas decisões que geram a jurisprudência nacional.
Interessante essa pesquisa, os pesquisados elegeram a escola no topo da confiança, escola esta que levou nossos alunos as últimas colocações em exames internacionais.
Essa é nossa dura realidade, como mudar uma escola que não ensina o básico a nossas crianças se a população confia tanto nelas.
Dura realidade
Por outro lado, como o judiciário tem a função de garante das leis e da constituição muitas vezes concede habeas corpus e liberdades provisórias, pois estas são as normas vigentes no paÃs, lógico que aos olhos da população que é informada por setores da mÃdia que ressaltam mais a liberdade concedida que a aplicação da lei, gera a percepção de que o judiciário vai contra a vontade da população.
Para resolver estes entraves basta a população cobrar mais dos polÃticos que elege para que alterem a legislação penal e não contigenciem verbas do judiciário.
Interessante que os pesquisados concedem nota máxima as escolas, apesar de diversas pesquisas internacionais sobre educação colocar o Brasil nas últimas posições em relação a interpretação de texto, matemática e ciências. Essa é a dura realidade brasileira, como vamos melhorar a educação de nossas crianças se a população confia tanto em nossas escolas.
Tudo certo
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