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9 fevereiro 2009
Justa causa
Edmar Moreira pede no TSE para sair do partido
Com a alegação de que foi pressionado pelo próprio partido a abandonar a legenda, o deputado federal Edmar Moreira (DEM-MG) pediu nesta segunda-feira (9/2) ao Tribunal Superior Eleitoral que reconheça a justa causa de sua saída do partido. A saída por justa causa é a única forma de um parlamentar deixar um partido e manter o cargo eletivo conquistado, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a fidelidade partidária. Moreira afirma sofrer “perseguição política com grave discriminação pessoal”.
O pedido se baseia em declarações dadas à imprensa pelo presidente do partido, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do líder do DEM na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (DEM-GO). Eles teriam dito que a permanência de Moreira no partido é insustentável e que ele seria expulso sumariamente devido às acusações de haver omitido um castelo em sua declaração de Imposto de Renda e por ter investigação tramitando no Supremo Tribunal Federal sobre apropriação indébita previdenciária.
Para Moreira, a implicância do partido se deve também à sua candidatura avulsa para 2º vice-presidente da Câmara, cargo que pertencia ao partido. O DEM lançou outro deputado como candidato, Vic Pires Franco (DEM-PA), mas ele foi derrotado por Moreira, que teve 283 votos. Na sua opinião, o partido não respeitou garantias de contraditório e de ampla defesa, e o submeteu à “execração pública capitaneada pelo próprio partido”.
Ele também se defende das acusações sobre a falta de informações à Receita. Afirma que o Castelo Monalisa pertence desde 1993 a seus dois filhos, e que por isso não poderia ser informado em sua Declaração de Ajuste Anual ao fisco. “Desde quando a mera existência de uma denúncia é óbice legal ou fático à exercício de qualquer cargo na mesa diretora da Câmara?”, questionou.
Segundo ele, como não foi comunicado oficialmente pelo partido de sua exclusão, senão apenas pela imprensa, é o partido quem está sendo infiel, e não o filiado.
Pet 2.980
Revista Consultor Jurídico, 9 de fevereiro de 2009
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Comentários
Comentários de leitores: 3 comentários
O Sr. Feudal
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.
FALTA DE RESPEITO
Assim, devemos tomar mais cuidados em saber em quem votar.
E por isso, os Eleitos não devem as suas tramoias.
Depois, alegam que é culpa dos eleitores.
E isto não é verdade.
A cada legislatura mudamos, mais eles continuam a fazerem das suas nas casas legislativa do País.
A cada dia que se passa lemos nos jornais, revistas e nos meios de comunicação em geral, vemos que tal político fez isto e aquilo. Mais não é punido.
Porque, seus pares lhes dão o voto minerva.
Isto é Democracia.
NÃO.
Neste caso o mandato é do deputado ! ! !
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