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Marília Scriboni
Advogados são contra emenda que cria regra para serem recebidos no STF
1) Os magistrados atualmente estão sobrecarregados de processos;
2) Todavia, dispondo de ótima assessoria, talvez podessem programar horários especiais para atendimento de advogados;
3) Com razão o comentarista FernandoJr, pois a medida
acabaria com o "despacho auricular";
4) Entendo que o advogado deve usar essa modalidade de audiência pessoal só em caso extremo, para evitar perecimento iminente de direito do seu cliente;
5) E como fica a maioria dos advogados brasileiros que nem sempre tem condições financeiras para custear a possibilidade de conversar pessoalmente com Ministros de tribunais superiores?
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Agora aonde que o COnjur apurou que os advogados são contra a medida? De todos os comentários aqui, a maioria é favorável.
Parabéns ao STF pela medida moralizadora que, a olhos vistos, só faz respeitar a garantia fundamental do contraditório. Copiar essa prática do direito anglo-americano é altamente salutar.
Por outro lado há a chicana. Ia bem que se for impossível reverter a tendência, que ficasse claro, muito bem configurado no Estatuto do STF, em que agendada a audiência os representantes de ambas as partes se comprometem a estarem presentes na data marcada, e em caso de o causídico de uma das partes, ou o membro do MP deixar de comparecer, a entrevista com o Advogado se dará com as partes presentes, não sendo cancelada pela ausência de qualquer um que seja. Força maior? Designa-se substituto...
O que é totalmente contra o bom senso é criar uma regra que permita ao MP ou advogado da parte que não tenha interesse em andamento do processo faltar e por sua ausência ser impossibilitada a audiência com os Ministros do STF. Seria o STF inverter valores e fazer perder o sentido um velho brocardo do Código de Justiniano.
"nemo auditur propriam turpitudinem. allegans"
Acredito que para tudo haja bom senso. É para agendar e receber os representantes de ambas as partes, aquele que se ausentar então fica ciente que a audiência com os Ministros se dará em sua ausência. Caso contrário, precedente que não não tem coerência lógica com as posturas da maioria do STF.
Correta a norma do STF, pelo menos trata de maneira igual quem está em igual situação, além do mais se os ministros forem atender todos os advogados que representam partes nos seus processos terão inviabilizados os seus trabalhos.
No elemento mais intrísseco e recôndito do juiz, é possível que o clamor e rogo ora apresentados possam pesar na decisão do julgador.
Apesar de considerar que o advogado mais diligente e laborioso é que mereça lograr êxito em suas ações.
Mas imaginem 11 homens para atender demanda de um país inteiro. Estes teriam que estudar os processos em horáro interno e que não seja no expediente forense...
Rogério Lima
Bacharelando em Direito
Penso que até juízes que antes recebiam bem os advogados vão se portar assim.
lastimável
1 - A ruim: aumenta o pedestal do magistrado (juiz, desembargador ou ministro);
2 - A boa: Acaba com o Despacho de "Pé de orelha" - o famoso "despacho auricular".
É o comentário!
Comentários encerrados em 17/02/2009
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