Entrevista: Maria Teresa Sadek, cientista política

11/02/2009 17:49marcia helena (Outros)SURREAL
Não sei em que "país" a "douta" articulista vive, pois na republiqueta "terra brasilis" NADA, ABSOLUTAMENTE NADA FUNCIONA direito, se as tais Agências, ANEL,ANATEL "et alii", que todos sabemos tratar-se de "cabides de emprego" funcionassem, pois eu própria, por DIVERSAS VEZES, como consumidora e cidadã tentei recorrer a elas e não consegui nada, restando, graças a Deus por isso, pleitear meus direitos no Juízado, realmente muita coisa poderia ser resolvida. A quantidade de leis,Dec. etc...q. existe nesse país é absurda, muitas delas nem são conhecidas e atá mesmo aplicadas. Sugiro a "Ilustre pesquisadora" que leia o Brilhante, ousado e corajoso artigo publicado no CONJUR sob o título: "O JUIZ QUE DISSE QUE CONFIA NA JUSTIÇA BRASILEIRA COMO INSTITUIÇÃO, MENTE", talvez esse artigo brilhante e abrangente a faça "repensar" as suas idéias sobre o contexto em que vivemos. M. Helena-Prof. Univ. em Direito
9/02/2009 17:25Republicano (Professor)és promotora?
analucia, o que se passa? Odeias a Defensoria, por quê? Tentou fazer concurso e não passou? Ou és promotora?
9/02/2009 13:42fcl (Juiz Federal de 1ª. Instância)Algumas reflexões
Concordo com diversos pontos da entrevista, mas ela vai na contramão quando pretende deslocar o poder de decisão para as instâncias superiores. É sabido que a instância superior passa por problemas também com sobrecarga de trabalho. A par disso, existe um movimento de valorizar a 1ª instância que está em contato direto com as partes e é o primeiro a resolver a controvérsia. As ACP´s devem ser estimuladas pela possibilidade de desafogar o Poder Judiciário, principalmente diante das questões de massa.É preciso lembrar que o juiz de 1ª instância não é menos magistrado do que o que compõe o Supremo Tribunal Federal. É preciso estimular o estudo continuado e ampliar o leque de opções ao magistrado para que não fique restrito a questão jurídica. Na verdade, o Judiciário é bastante criticado porque tem suprido o vácuo de outros Poderes, principamente diante da omissão e prática de condutas abusivas, a exemplo, o direito de greve do Poder Judiciário. É importante frisar que o Poder Judiciário não pode se negar a decidir, mas deve estar consciente dos efeitos de sua decisão na sociedade. Em hard cases, a opinião pública constitui um termômetro na hora de decidir, mas não pode se afastar do arcabouço jurídico e de livre convencimento.
9/02/2009 08:34analucia (Bacharel - Família)Meu caro ágora
Meu caro ágora, a defensoria é assessora jurídica, logo náo é parte. Ademais, as grandes causas sociais estáo sendo defendidas pela advocacia privada e náo por este sindicato de defensores conhecido como Defensoria. Ora, quem tem que ser exaltado é o pobre, o cliente, e náo os membros da Defensoria, oriundos da Elite financeira, e que pensam apenas em status para si e mais dinheiro nos seus bolsos !! A defensoria vai mostrar a sua verdadeira face, e náo vai demorar muito tempo !! E as pessoas váo perceber que Defensor apenas usa os pobres para se beneficiar !!
9/02/2009 08:29analucia (Bacharel - Família)parabéns
Parabéns à pesquisadora pelo trabalho e pela coragem !!
8/02/2009 16:06Republicano (Professor)Esqueceu a professora
Esqueceu a professora que o MP é parte e não julgador, daí a formação dos respectivos profissionais serem diferentes, pois, o juiz é pago para fazer justiça e não para condenar. Outra questão que ficou na superfície é quanto à Defensoria, e a professora, esperamos, deve enaltecer mais esta nobre instituição.
8/02/2009 14:48Armando do Prado (Professor)Jaboticaba
É preciso que a "jaboticaba" sirva a todos, e não apenas a um extrato da sociedade. A justiça continua srvindo aos poderosos e não à sociedade como um todo.
8/02/2009 14:34Ramiro. (Advogado Autônomo)Concluindo o comentário.
Um primeiro ponto, ficou obscuro, falei do Teste T, é o que em geral se aprende no final do curso de um único semestre em Economia e Engenharia, só é útil para comparar apenas dois grupos de médias de variáveis dependentes em relação a uma mesma variável independente.
A autora como cientista política, se realizou pesquisas mais complexas, em algum momento por certo esbarrou com a difícil situação de ter uma massa de dados brutos, e precisar transformar em dados analisados. E certamente deve ter experiência com MANOVA e MANCOVA, análises multivariadas. Um dos softwares mais usados em estatística analítica, o SPSS, foi desenvolvido focando nas ciências sociais.
E pelo que escreve, o que expõe o faz com clareza. O escondimento, a falta de dados analisados, a falta de uma análise científica, como é a análise da estatística adequada, desfaz sofismas, desconstrói falácias e achismos.
Dei-me ao trabalho de ver as estatísticas do TJERJ, o Tribunal que se ufana o mais informatizado, mais transparente, mais eficiente do Brasil.
Não vi mais que estatística descritiva, e pior, apenas médias, e médias.
Nenhuma análise de correlação, nenhuma análise estatística de concordância, análise estatística multivariada nem pensar. São métodos que permitem identificações seguras de origem de gargalos, de problemas.
E isso desagrada? O que pode ser identificado pela estatística analítica, por certo pode ferir suscetibilidades e interesses de Desembargadores que lideram Tribunais. Antes uma dúvida, em cima da qual pode se sofismar plausibilidades, do que uma análise irrefutável, qual pode contrariar teses visceralmente defendidas como certas, e.g., dano moral cada vez mais baixo desestimula a corrida ao Judiciário. Com que base analítica se não achismo?
8/02/2009 14:17Ramiro. (Advogado Autônomo)A articulista toca num ponto extremamente sensível
"ConJur — Qual o motivo da dificuldade em lidar com dados estatísticos?
Maria Tereza Sadek — Basta olhar os currículos das faculdades de Direito."
Não é um problema só do Direito, no entanto é muito mais acentuado no Direito. Físicos, Engenheiros, Agrônomos tem mais facilidade para suprir suas deficiências estatísticas. Nunca deixei de ler trabalhos científicos da área biomédica, minha primeira formação, e vejo trabalhos a princípio bons que quando vão a publicação não valem nada, a análise estatística é errada, inadequada, quatro a oito grupos experimentais de médias de variáveis dependentes, com testes realizados em três momentos diferentes no tempo, e ao inves de usar a MANOVA, a MANCOVA, usam a única estatística que parecem saber, o Teste T que só é válido em uso correto tão somente para uma comparação simples de duas médias, e tão somente duas médias de variáveis dependentes entre si. Para além de dois grupos é a Análise de Variância e outros testes.
No Judiciário é crítico, no Curso de Direito nem um semestre mínimo de estatística descritiva é ministrado aos alunos. Posso garantir que se perguntar a nossos bachareis de direito a diferença entre média e mediana, ou explicar desvio padrão, variância, classe modal, distribuição normal, não vão estar preparados.
E apesar das normas do CNJ que cada Tribunal estruture o Núcleo de Gestão Estratégica onde haja um Estatístico, isto ainda é "norma que não pega" e a estatística que os Tribunais oferece é apenas descritiva, que efetivamente, sozinha, sem estatística analítica em cima dos dados, a estatística descritiva não diz muito mais que nada quando não conduz a percepções erradas. Mas enfim, convencer aos Desembargadores que no Tribunal precisa de Estatístico...
8/02/2009 14:15Felipe de Souza Pessoa (Bacharel)Apareça na tv justiça.
Muito lúcido o comentário da pesquisadora, ela tem visão panorâmica dos problemas e nao se perde em discussões estéreis, devia aparecer mais na TV JUSTIÇA, seria enriqueçedor.
8/02/2009 14:12Felipe de Souza Pessoa (Bacharel)Ela devia aparecer na TV JUSTIÇA
Muito lúcido o pensamento da pesquisadora, ela deveria dar mais entrevistas, palestras, inclusive na TV Justiça, gente como ela sabe ver o sentido das coisas, tem visão panorâmica e não fica perdendo tempo nas questículas jurídicas.
8/02/2009 12:20-- (Juiz Estadual de 1ª. Instância)sob pressão
Excelente, a reportagem do CONJUR. A pesquisa da entrevistada enriquece muito o debate sobre as instituições envolvidas. Concordo com muitos pontos, mas discordo de outros.Concordo principalmente quando diz que a falha está mais no sistema do que propriamente nos Juízes, pois trabalhamos sob muita pressão, com textos legais de sofrível redação e para decidir muitas vezes sobre a vida ou a morte de uma pessoa.Não deveria ser assim...
8/02/2009 12:18-- (Juiz Estadual de 1ª. Instância)sob pressão
Excelente, a reportagem do CONJUR. A pesquisa da entrevistada enriquece muito o debate sobre as instituições envolvidas. Concordo com muitos pontos, mas discordo de outros.Concordo principalmente quando diz que a falha está mais no sistema do que propriamente nos Juízes, pois trabalhamos sob muita pressão, com textos legais de sofrível redação e para decidir muitas vezes sobre a vida ou a morte de uma pessoa.Não deveria ser assim...

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