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Ministro Jorge Felix admite que Abin fez grampo ilegal, revela Veja
"Ministro Jorge Felix admite que Abin fez
grampo ilegal, revela Veja".
Não há no corpo da reportagem nada que confirme a afirmação do título. Há apenas a informação de que o Ministro imputa a algum servidor da Abin o vazamento da afirmação de que o grampo teria sido feito pela Abin, e não que o mesmo ministro teria reconhecido que a Abin teria feito algum grampo ilegal. Percebem a diferença.
A revista "Veja" manipular informação, já não é novidade. E o Conjur, vai no mesmo caminho?
Em tempo: por que será que a "Veja" não libera o audio do suposto "grampo" no STF, cuja existência ela mesma divulgou e cujo audio ela sempre escondeu?
Nem todos somos otários.
Lamentável.
Há um processo no Senado nº. 011983/08-6 contra o Procurador-Geral da República, denúncia por várias violações de artigos da Lei 1.079/50. O interessante é que o processo está na Advocacia do Senado desde primeira quinzena de abril de 2008. Não arquivaram, ao contrário da denúncia contra o Ministro Gilmar Mendes, inépcia de plano, esta vem sendo guardado. Como publicaram em outro veículo, parece que no país dos rabos presos o Senado, que todos sabem como o Executivo controla ampla maioria, parece que conseguiu amarrar o rabo do MPF, ao menos amarrar o rabo do Procurador-Geral da República, o que suscita legítima dúvida de por que razões em casos como estes o MPF parece não apenas mal ou não investigar, como até torna mais plausível as versões de o MPF sabotar as investigações que afetem interesses do Governo.
Caro Professor Amando do Prado, fala tanto de fascismo, se tem amigos em Brasília poderia ler uns documentos do Procurador-Geral da República e do Defensor Público-Geral da União que estão no processo no Senado, e então poderá ver que se não é fascismo, pode ser técnicas da STASI, da extinta Alemanha Oriental.
Fato, a ABIN afirmou que não existiam maletas para grampos, e depois foi provado que há maletas para grampo de celulares como para grampos, via escuta por raio laser infravermelho, escutas ambientais. E que tal tecnologia só é vendida com autorização dos Governos do país que vende e do país que compra.
Para concluir, visto o processo no Senado, visto atingir o Planalto, visto que o Senado pode votar o processo contra o Procurador-Geral a qualquer momento, visto a inércia do MPF diante de casos como este, há uma lícita dúvida...
[...]
Na manhã da quinta-feira, os funcionários da Abin foram chamados ao auditório para ouvir o chefe, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Felix. Felix deslocou-se do Palácio do Planalto até a Abin para falar a seus comandados sobre as providências adotadas na crise com a PF. Como se estivesse conversando com um confidente, pediu segredo à multidão de cerca de mil arapongas presentes e contou, em tom solene: “Já descobrimos quem foi que passou”.
O que Jorge Felix disse saber é o nome de quem teria divulgado uma conversa entre o presidente do STF, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), supostamente grampeada por gente da Abin. O episódio levou Gilmar a pedir ao presidente Lula o afastamento de Lacerda. A platéia reagiu com surpresa à fala do general. Até agora, não se sabia que as investigações em curso tinham chegado a algum resultado. A apuração da PF sobre o suposto grampo está praticamente na estaca zero. Dois meses e meio depois, a PF não sabe dizer nem sequer se houve grampo. Para o ministro Felix, saber quem passou a informação à imprensa é importante para elucidar o jogo de interesses por trás do escândalo.
A suspeita, que Felix trata como certeza, recai sobre Nery Kluwe de Aguiar Filho, presidente da Associação dos Servidores da Abin (Asbin), o sindicato dos arapongas. Kluwe dirige a associação desde que ela foi criada, em 2002. [...]
[...]
Na manhã da quinta-feira, os funcionários da Abin foram chamados ao auditório para ouvir o chefe, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Felix. Felix deslocou-se do Palácio do Planalto até a Abin para falar a seus comandados sobre as providências adotadas na crise com a PF. Como se estivesse conversando com um confidente, pediu segredo à multidão de cerca de mil arapongas presentes e contou, em tom solene: “Já descobrimos quem foi que passou”.
O que Jorge Felix disse saber é o nome de quem teria divulgado uma conversa entre o presidente do STF, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), supostamente grampeada por gente da Abin. O episódio levou Gilmar a pedir ao presidente Lula o afastamento de Lacerda. A platéia reagiu com surpresa à fala do general. Até agora, não se sabia que as investigações em curso tinham chegado a algum resultado. A apuração da PF sobre o suposto grampo está praticamente na estaca zero. Dois meses e meio depois, a PF não sabe dizer nem sequer se houve grampo. Para o ministro Felix, saber quem passou a informação à imprensa é importante para elucidar o jogo de interesses por trás do escândalo.
A suspeita, que Felix trata como certeza, recai sobre Nery Kluwe de Aguiar Filho, presidente da Associação dos Servidores da Abin (Asbin), o sindicato dos arapongas. Kluwe dirige a associação desde que ela foi criada, em 2002. Gaúcho, de 55 anos, formado em Direito e Administração, ele é um espião experiente. [...]
Comentários encerrados em 15/02/2009
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