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6 fevereiro 2009
Troca de comando
Nélio Machado deixa defesa de Dantas na Satiagraha
O advogado Nélio Machado afastou-se da defesa do banqueiro Daniel Dantas no caso que ficou conhecido como Operação Satiagraha. O advogado será substituído pelo criminalista Andrei Zenkner Schmidt, cujo escritório fica no Rio Grande do Sul.
A assessoria de imprensa do Opportunity informou que a decisão de se afastar temporariamente do caso foi de Nélio Machado, mas que ele continua no banco. Segundo a Folha de S.Paulo, o motivo foi o monitoramento feito pelo delegado Protógenes Queiroz e companhia. Em dois pen drives do delegado, foram encontrados fotos e vídeos do advogado.
A Polícia Federal está convencida de que Protógenes espionou ilegalmente Machado durante largo período, antes mesmo da deflagração da operação, em julho. A PF também suspeita que Protógenes interceptou uma conversa entre Nélio Machado e uma desembargadora do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP e MS).
Em outubro, o advogado chegou a pedir à Procuradoria-Geral da República que apurasse indícios de investigação ilegal a seu respeito. Nélio Machado também foi acusado de encontrar assessores do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
Especula-se que os honorários recebidos por Nélio Machado só por este caso ultrapasse os R$ 26 milhões. O advogado deve continuar a trabalhar como conselheiro de Dantas.
Andrei Zenkner Schmidt, de 38 anos, atuava desde novembro como consultor da defesa de Dantas. Ele disse que sua atuação será maior porque o caso é "muito amplo" e que haverá distribuição de atribuições entre ele e Machado. Sobre a condução da defesa, Schmidt disse que continuará discutindo a nulidade da investigação.
[Foto: Agência Brasil]
Revista Consultor Jurídico, 6 de fevereiro de 2009
Comentários
Comentários de leitores: 12 comentários
A VERDADE
JAMAIS PRÉ JULGAR OU PRÉ CONDENAR
Tem que conhecer a LEI.
APLICAR A LEI.
A PF, pirotécnica não merece crédito.
A PF deve ser justa e seus delegados e agentes não buscar troféus. TROFEUS...
A chance de condenar um criminoso esbarra em muito na na prepotência,FALTA DE PREPARO, política e pirotecnia de nossos investigadores.
O Sr. Protógenes revelou quem é ao buscar a política e pirotecnia para promoção pessoal. Deveria ter feito seu trabalho E SÓ. Não posso julgar se foi atrapalhado pelo...
O Delegado Leandro Coimbra... omitiu informações na Operação Matrix, usou de má fé, implantou usou criminoso ( a margem da lei) na Ação de investigação, prendeu pessoas desnecessariamente , usou pirotecnia, hoje promovido a Superintendente da PF em São Paulo.
Jorge Alencar Chorba
chorbamatrix@gmail.com
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Santo Gilmar
Santo Gilmar
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