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Violência e confusão

Juiz é preso em AL suspeito de bater em namorada

O juiz José Carlos Remígio, de São Miguel dos Campos, em Alagoas, foi detido em Maceió, na sexta-feira (25/12), suspeito de bater na namorada e desacatar policiais militares. As informações são do site G1 e O Globo.

A namorada do juiz, Claudia Granjeiro de Souza, estudante de Direito de 32 anos, foi socorrida pelos policiais e levada ao Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito. Ele foi levado para o Tribunal de Justiça, para prestar esclarecimentos. Durante toda a noite, foi grande a movimentação de advogados e de parentes do juiz no local.

A presidente do TJ, desembargadora Elisabeth Carvalho, decretou a prisão preventiva do juiz, que foi levado para um quartel do Corpo de Bombeiros. Ele pode perder o cargo.

Segundo O Globo, o juiz estava embriagado ao volante, nas imediações de um hipermercado em Jacarecica. O juiz e a namorada teriam iniciado uma discussão em frente a casa de shows Cocktail Club. Pessoas que passavam pelo local disseram ter percebido que havia dentro da Hilux um homem agredindo uma mulher. A polícia foi acionada e, no local, pediu que ele saísse. O juiz se recusou e a mulher conseguiu sair.

Segundo informações, o para-brisa do carro do juiz foi quebrado com pancadas dadas com a cabeça da mulher. Ela, em reação, teria agredido o juiz, que tem marcas de arranhões no abdômen e a camisa rasgada. A mulher também foi ao TJ. Cláudia fez exame de corpo de delito, prestou depoimento e foi embora, saindo pela porta dos fundos do tribunal.

O juiz também teria tentado agredir um repórter e um cinegrafista. O juiz teria saído em direção à imprensa, como se fosse prestar esclarecimento. Perguntado se estava embriagado e agredindo a namorada, fez um desabafo: "Se eu estou embriagado, não é da conta de ninguém. Nada é da conta de ninguém", disse. Segundo o site Tudo na Hora, Remígio já responde a inquérito por bater na ex-esposa.

Além da acusação de agressão, o juiz também foi autuado por dirigir embriagado e desacatar autoridades policiais. Os militares contaram ter pedido que o juiz saísse do carro, para dar início aos procedimentos legais, mas contam que foram agredidos com palavras de baixo calão e até ameaçados. "Ele chegou a fazer ameaças de morte, a mim e a outros policiais. Ele ainda ameaçou transferir a gente", contou o militar.

Visivelmente embriagado, de acordo com o policial, o juiz conversou com o supervisor do batalhão e foi levado ao Tribunal de Justiça. Por volta das 19h de sexta-feira, já no TJ, ele teria agredido o cinegrafista José Agatângelo, que estava trabalhando para fazer a reportagem sobre o caso. 

O juiz é velho conhecido da polícia alagoana e, segundo o site CadaMinuto, já se envolveu em outros casos. Há alguns meses, ele teria batido e derrubado um motoqueiro. Quando os policiais chegaram no local, contam, ele mostrou a carteira e tanto o motoqueiro quanto os agentes tiveram medo de levar a confusão adiante. Um dos policiais ainda comunicou o fato ao delegado Nilson Alcantara, que repreendeu os policiais, dizendo que aquela era uma “ocorrenciazinha comum” e que o juiz e o motoqueiro entraram em acordo, o que não foi confirmado pela família da vítima.

Ainda este ano o mesmo juiz se envolveu em outra polêmica. Ele teria voltado atrás em uma decisão e beneficiado o empresário Nivaldo Jatobá que manteve momentaneamente as terras, entre elas a da Praia do Gunga, em uma ação conexa de usucapião. A questão foi levada ao CNJ.

Revista Consultor Jurídico, 26 de dezembro de 2009, 16h27

Comentários de leitores

2 comentários

Prisão Preventiva

givanildo (Consultor)

Em qual caso caberá a Prisão Preventiva do Magistrado Detido no dia 25/12/2009 em Maceió/AL. Será que houve uma extravagância por parte do seu superior? Ou foi mais um, daquales exemplos para por em manchete o peso de um Superior de uma Institução? Apartir da ação de decretar uma Prisão Preventiva de um dos integrantes da minha própria Instituição, estarei fazendo com que perca a credibilidade perante a Sociedade que espera uma Justiça mais agio e não numa simples prisão achando que vai resolver.

VERGONHA

boca (Advogado Autônomo - Empresarial)

SINTO-ME AS VEZES ENVERGONHADO DESTE PAÍS, E AL, COITADO DESTE ESTADO, SEMPRE NAS MANCHETES COM NOTÍCIAS RUINS.

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