Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Violência em campo

Torcedores são acusados de tentativa de homicídio

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por intermédio da promotora Ana Lúcia Melo, denunciou Leonardo Barreiros Vinhaes, Diego Barreiros Vinhaes e André de Souza Flores, integrantes da Torcida Jovem do Flamengo, por formação de quadrilha e tentativa de homicídio contra Mauro Marinho de Souza Ribeiro.

Os acusados integram uma ala da Torcida Jovem, conhecida como “Pelotão de Copacabana e Pelotão da Barra”, que, de acordo com o MP, associava pessoas permanentemente com o intuito de agredir, de forma aleatória, torcedores de times adversários.

Na começo da madrugada do dia 6 de dezembro, na Rua Carlos Gois, no Leblon, enquanto a torcida do Flamengo comemorava a conquista do título de campeão brasileiro de futebol de 2009, Leonardo, Diego e André, ao lado de outros comparsas ainda não identificados, agrediram um torcedor do Botafogo que participava da comemoração. Graças a amigos, que conseguiram apartá-lo da multidão, a vítima foi retirada com vida do tumulto, mas imagens contundentes mostradas pela TV Globo, em cadeia nacional, demonstraram o dolo, ou seja, a intenção de matar por parte dos denunciados.

“Com o pretexto de torcer por um time de futebol, os acusados agridem pessoas de outros times. No episódio em questão, eles desferiram violentos golpes contra a vítima e o crime só não se consumou por circunstâncias alheias à vontade dos denunciados”, ressaltou a promotora de Justiça Ana Lúcia Melo. O MP também requereu a prisão preventiva dos três envolvidos, como forma de garantir a ordem pública, já que o crime praticado demonstra, por si só, como eles são perigosos. Em caso de condenação, a pena pode chegar a até 30 anos de prisão.

Confusão em estádio
O Ministério Público do Paraná apresentou denúncia criminal contra 14 pessoas que participaram do tumulto no estádio do Couto Pereira, no dia 6 de dezembro, no jogo em que o Coritiba empatou com o Fluminense e foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro, segundo a Folha de S. Paulo.

Todos os torcedores foram denunciados por lesão corporal grave. Seis deles também foram denunciados por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e nove por invasão do campo e lesão corporal de natureza leve. O Ministério Público pediu ainda a prisão preventiva das seis pessoas denunciadas por tentativa de homicídio. Um dos acusados é o vice-presidente da torcida organizada Império Alviverde, Reimackeler Alan Graboski.

O órgão divulgou também que torcedores que não participaram da invasão, mas que aparecem em fotos de integrantes da Império Alviverde posando com armas encontradas em computadores apreendidos durante vistoria à sede da organizada, continuam sendo investigado pelo Cope (Centro de Operações Policiais Especiais). Outra investigação que deve continuar envolve um torcedor acusado de tráfico de drogas. Com ele foi apreendido pouco menos de meio quilo de maconha.

A Império Alviverde é acusada como a principal responsável pela confusão. O inquérito feito pela Polícia Civil do Paraná concluiu que houve premeditação do tumulto, com pelo menos dez dias de antecedência, por parte de integrantes da organizada. O Coritiba foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva com a perda de 30 mandos de campo e multado em R$ 610 mil pela confusão. O clube recorreu da decisão, mas seu recurso só será julgado entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2010.

Com informações da Assessoria de Imprensa do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 23 de dezembro de 2009, 18h58

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 31/12/2009.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.