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Acidente fatal

Promotor acusado de homicídio depõe no TJ-SP

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O Tribunal de Justiça de São Paulo marcou para esta quinta-feira (17/12) o interrogatório do promotor de justiça Wagner Juarez Grossi. Ele é acusado da prática de triplo homicídio culposo (sem intenção de matar). De acordo com a denúncia, Wagner Grossi, que dirigia uma caminhonete Ranger, atropelou e matou três pessoas de uma família que viajavam numa motocicleta. O crime ocorreu em outubro de 2007, numa rodovia do município de Araçatuba.

O interrogatório será presidido pelo desembargador Mario Devienne e está previsto para as 14 horas, na sede do Tribunal de Justiça de São Paulo. As teses sustentadas pela acusação serão contestadas pelo promotor. A Procuradoria-Geral de Justiça aponta que Wagner Grossi dirigia embriagado, em alta velocidade e na contramão. O Ministério Público diz que está amparado em laudos periciais.

A defesa do promotor de Justiça questiona o laudo que aponta para embriaguez ao volante no momento do acidente. Contesta também o testemunho de uma pessoa que teria flagrado o promotor descendo do veículo com uma lata de cerveja. Seu advogado sustenta que Wagner Grossi, na verdade, tinha na mão um celular quando saiu da caminhonete.

A Procuradoria-Geral de Justiça tem outra versão. Para a chefia do Ministério Público, o promotor de Justiça não só estava embriagado como dirigia em alta velocidade. Para a acusação, foi por conta de ter seus reflexos e atenção comprometida pela embriaguez que o promotor de Justiça passou com a caminhonete por uma lombada sem brecar e atingiu a motocicleta que estava parada.

O acidente aconteceu na rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463). O promotor de Justiça voltava de um rancho às margens do Rio Tietê, em direção a Araçatuba. Segundo a polícia, ele invadiu a pista contrária e bateu de frente com uma motocicleta onde estavam Alessandro da Silva Santos, 27 anos, sua mulher, Alessandra Alves, de 26 anos, e o filho dela, Adriel Rian Alves, de 7 anos.

A rodovia, no sentido Tietê-Araçatuba, de acordo com a acusação, apresenta traçado reto e plano, com pista simples com duas mãos de direção, separadas por linhas no solo. E ainda haveria lombadas para redução de velocidade e que estas estavam sinalizadas.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 17 de dezembro de 2009, 12h47

Comentários de leitores

4 comentários

Ta bem, sem embriaguez!

glauco (Advogado Autônomo - Criminal)

Tudo bem o Sr.Promotor, nao estava embriagado ao volante, ou seja, consciência total
Portanto explique a condução do veículo na contra mão e a alta velocidade.

Dolo eventual - sim!

J.J.Borel (Professor)

Penso que será mais um julgamento corporativo como do jovem Thales, aquele do homicídio em Bertioga.
Lembram-se?

Dolo eventual, sim

Armando do Prado (Professor)

É o velho problema: corporativismo e mais corporativismo. Acompanhemos.

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