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Por um triz

Gagliardi comandará Escola Paulista da Magistratura

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Foi por um triz, mas a chapa encabeçada pelo desembargador Pedro Gagliardi venceu a disputa pela direção da Escola Paulista da Magistratura. “Ganhar assim, quase raspando, é mais gostoso”, brincou Pedro Gagliardi, depois do resultado, em que venceu seu adversário pela diferença de apenas um voto (12 a 11). A eleição aconteceu nesta quarta-feira (16/12), na última sessão do ano do Órgão Especial.

Pedro Gagliardi será o 10º diretor da Escola Paulista da Magistratura. Ele é o atual vice-presidente da entidade, eleito em 2008. A Escola é o centro de formação e especialização de novos magistrados e, a partir do próximo, já poderá oferecer curso de doutorado.

Esta não foi a primeira vez que um pleito apertado marcou a história da briga pela direção da EPM. Em 2006, o desembargador Marcos Andrade venceu também por um voto de diferença seu adversário Roberto Stucchi.

Até o inicio da semana passada, Pedro Gagliardi era candidato único a presidente da entidade. De última hora foi formada uma outra chapa, tendo a frente o desembargador Manoel Pereira Calças. A oposição surpreendeu pelo desempenho mostrado no Órgão Especial. Por pouco não tirou do páreo o grupo que a anos está à frente da Escola.

A atribuição para a escolha da diretoria da EPM é do Órgão Especial, formado por 25 desembargadores. O colegiado elege os nomes que vão ocupar os cargos de direção (presidente e vice-presidente) e o Conselho Consultivo da Escola. A nova direção vai permanecer no cargo para o biênio 2010-2011.

A chapa eleita é composta por Pedro Gagliardi, Armando Toledo, Oscarlino Moeller, Maurício Vidigal, Walter de Almeida Guilherme, José Raul Gavião de Almeida, Antonio Carlos Malheiros, João Alfredo de Oliveira Santos e Regis Castilho Barbosa Filho. Os vencidos tinham como “cabeças” de chapa os desembargadores Manoel Pereira Calças e Paulo Eduardo Razuk.

Na eleição anterior, para o biênio 2008-2009, foram eleitos com 14 votos a chapa liderada pelo atual diretor, desembargador Antonio Rulli Junior, Pedro Gagliardi (vice) e pelos conselheiros: Walter Guilherme, Raul Gavião de Almeida, Armando Toledo, Oscarlino Moeller, Antonio Carlos Malheiros, Carlos Paulo Travain e o juiz Juiz José Antonio de Paula Santos.

A Escola Paulista da Magistratura foi criada pela Resolução nº 24/88, do Tribunal de Justiça de São Paulo, em sessão do Órgão Especial de 23 de novembro de 1988. O objetivo era a criação de um órgão do Judiciário paulista com atribuição de organizar cursos de preparação à carreira da magistratura, de iniciação funcional dos novos juízes, de extensão e atualização, de altos estudos, além da organização de seminários, simpósios e painéis para aprimorar os membros da Justiça.

Desde a sua primeira eleição, há 21 anos, quando foi escolhido o desembargador José Alberto Weiss de Andrade para implantar a Escola, até os dias atuais, nove desembargadores dirigiram a instituição: Weiss de Andrade, Nereu César de Moraes, Yussef Cahali, Nigro Conceição, Márcio Martins Bonilha, Antonio Cezar Peluso, Hélio Quaglia Barbosa, Carlos Augusto Guimarães e Souza Júnior, Marcus Andrade e Antonio Rulli Júnior.

A maioria ocupou a presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo, um foi ministro do STJ e outro é ministro do Supremo Tribunal Federal. Pedro Gagliardi será o 10º diretor da Escola.

Em 2000, a EPM recebeu autorização do Conselho Estadual de Educação para ministrar cursos de pós-graduação lato sensu. E mais recentemente o Ministério da Educação autorizou a implantação do curso de doutorado.

Processo administrativo 26/1992

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 17 de dezembro de 2009, 9h51

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